Banca de QUALIFICAÇÃO: WILO VICTOR DOS SANTOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : WILO VICTOR DOS SANTOS
DATA : 30/12/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Sala Pau Brasil
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DE METALOPROTEINASES DE MATRIZ EM CÃES NATURALMENTE INFECTADOS COM Leishmania infantum


PALAVRAS-CHAVES:

Leishmaniose Visceral Canina. Metaloproteinases (MMPs). Imunopatogênese. Leishmania infantum.


PÁGINAS: 70
RESUMO:

Os cães são os reservatórios primários dos parasitos do gênero Leishmania. A resposta imune induzida por Leishmania infantum é importante para a resistência a infecção e para a patogenia nestes animais. As metaloproteinases de matriz MMPs são uma família de enzimas proteolíticas que desempenham múltiplos papeis na resposta imune e remodelamento de matriz. Entretanto, a ação destas enzimas pode levar à imunopatologia em um processo infeccioso, que causa morbidade ou mortalidade do hospedeiro e favorece a disseminação do patógeno e sua persistência. Poucos estudos demonstram a correlação entre a expressão de MMPs e as manifestações clínicas dos animais portadores de leishmaniose visceral canina (LVC). Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a expressão de metaloproteinases de matriz em cães infectados naturalmente por Leishmania infantum e correlaciona-los às manifestações clínicas da doença (assintomáticos, oligossintomáticos, sintomáticos). Para isso, a expressão relativa das MMPs e seus inibidores teciduais (TIMPs) foi analisada no tecido hepático dos cães por meio da PCR em tempo real. O processo inflamatório e a citoestrutura do tecido hepático foi mensurado usando a coloração de hematoxilina-eosina. Todos os cães infectados por Leishmania infantum apresentaram elevada expressão de MMPs, quando comparados aos cães não infectados. Porém, apenas os cães sintomáticos apresentaram maior expressão da MMP-2 e -11, quando comparado ao grupo de cães assintomáticos. Ademais, cães oligossintomáticos apresentaram infiltrado inflamatório hepático maior e mais difuso, quando comparado a cães assintomáticos e sintomáticos. Por outro lado, todos os cães infectados por L. infantum apresentaram maior expressão do inibidor tecidual TIMP-1 quando comparado aos animais não infectados.  Os resultados demonstram elevada expressão de MMPs (MMP2, MMP3, MMP9, MMP11 e MMP13) em cães naturalmente infectados por L. infantum e maior infiltrado inflamatório no fígado de cães oligossintomáticos, podendo contribuir para destruição do parênquima hepático e para evolução clínica da leishmaniose visceral nos animais.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1218940 - ANTONIA CLAUDIA JACOME DA CAMARA
Presidente - 1752367 - PAULO MARCOS DA MATTA GUEDES
Interno - 2213126 - VALTER FERREIRA DE ANDRADE NETO
Notícia cadastrada em: 03/12/2019 20:18
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