Banca de DEFESA: CAMILA MARTINS GOMES MORAIS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CAMILA MARTINS GOMES MORAIS
DATA : 05/04/2018
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Reuniões do Centro de Biociências
TÍTULO:

ATIVIDADE ANTIPLASMODIAL DE DERIVADOS DA CINCHONINA ASSOCIADOS A METAIS EM MODELO IN VIVO E IN VITRO.


PALAVRAS-CHAVES:

Antimaláricos. Plamodium berghei. Plasmodium falciparum. Toxicidade. Cinchonina.


PÁGINAS: 52
RESUMO:

A malária persiste como a mais importante doença parasitária no mundo e a dificuldade em seu controle está diretamente ligada ao aumento de cepas de Plasmodium resistentes aos antimaláricos disponíveis no mercado. Por isso, existe a necessidade urgente no desenvolvimento de novos fármacos com ação antimalárica que sejam eficazes, de baixo custo e poucos efeitos adversos. As plantas do gênero Cinchona, um dos primeiros fármacos utilizados no combate a infecção, são ricas em quinina, alcaloide com ação antimalárica. O isolamento e síntese de cinchonina usando metais como o cobre pode potencializar a ação antimalárica do composto; essa abordagem envolvendo moléculas líder e química de coordenação se mostra bastante promissora no desenvolvimento de novos antimaláricos. Nesse sentido, foi avaliada a atividade antiplasmodial in vivo e in vitro da cinchonina ligada ao cobre e do esqueleto alcaloide sem metais, utilizando o modelo murino Plasmodium berghei (ANKA).  Camundongos fêmeas da linhagem swiss, pesando 29g ± 2 gramas com idade entre 8 a 10 semanas, foram inoculados com 1x106 de hemácias parasitadas e separados em cinco grupos com quatro animais cada, sendo: (A) Controle negativo tratados com placebo; (B) Controle negativo tratados com placebo e Polissorbato 20; (C) Camundongos tratados com Cinchonina ligada ao cobre; (D) Camundongos tratados com cinchonina alcaloide e; (E) Controle positivo tratado com cloroquina. Os animais foram tratados por 4 dias consecutivos, via “per gavage”, com doses de 10mg/Kg e 30 mg/Kg. No quinto e sétimo dias de infecção, foram confeccionados esfregaços sanguíneos, fixados com metanol e corados com Giemsa.  A avaliação da atividade antimalárica foi feita pela inibição do crescimento do parasito nos grupos tratados em relação ao grupo controle negativo. Além da inibição do crescimento do parasito, os sinais clínicos da malária como piloereção, mudanças na pele, olhos e mucosas, salivação, diarreia, mudanças no padrão de comportamento e atividade somatomotora, com atenção direta a tremores, convulsões, letargia, sono e coma foram observados nos camundongos ao longo do experimento, assim como a mortalidade cumulativa dos animais de cada grupo experimental. Os experimentos foram realizados em duplicata. Para os animais tratados com 10mg/Kg dos compostos a redução da parasitemia variou de 38,1 a 48,9%.  Os mesmos padrões de inibição são observados para os grupos tratados com 30 mg/Kg. Contudo, diferenças na progressão da mortalidade cumulativa foram observadas entre as dosagens de 10 mg/Kg e 30 mg/Kg, onde os animais tratados com 30 mg/Kg tiveram mortalidade similar ao grupo controle sem drogas; sendo o grupo tratado com cinchonina alcaloide com maior mortalidade, evidenciando um possível efeito tóxico nessa dose. Apesar dos resultados promissores obtidos com esses compostos associados a metais, estudos futuros são necessários no tocante a aprofundamento do mecanismo de ação dos compostos no organismo.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CLARICE ABRAMO - UFJF
Externo ao Programa - 1715109 - DANIEL DE LIMA PONTES
Interno - 1714262 - LILIAN GIOTTO ZAROS DE MEDEIROS
Presidente - 2213126 - VALTER FERREIRA DE ANDRADE NETO
Notícia cadastrada em: 16/03/2018 18:01
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