Banca de DEFESA: PAULA BLANDY TISSOT BRAMBILLA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PAULA BLANDY TISSOT BRAMBILLA
DATA: 05/02/2016
HORA: 09:00
LOCAL: Anfiteatro das Aves do Centro de Biociências
TÍTULO:

APERFEIÇOAMENTO DO OLFATÔMETRO VERTICAL: UMA NOVA FERRAMENTA PARA ESTUDOS COMPORTAMENTAIS DE INSETOS ANEMOTÁXICOS HEMATÓFAGOS UTILIZANDO COMO MODELO EXPERIMENTAL Anopheles aquasalis (Diptera: Culicidae)


PALAVRAS-CHAVES:

Malária. Vetores. Ecologia química. Olfatometria.


PÁGINAS: 68
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Parasitologia
SUBÁREA: Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores
RESUMO:

Os mosquitos do gênero Anopheles são vetores dos Plasmodium causadores da malária humana, o desenvolvimento de novas ferramentas, métodos e técnicas para combater a transmissão da malária são prioritárias. A fim de desenvolver novas formas de combate ao mosquito, temos que compreender o seu comportamento de busca pelo hospedeiro, que é o principal elo na transmissão da doença. Os olfatômetros são uma maneira simples e confiável de obter respostas comportamentais de insetos, quando utilizados de maneira específica para o inseto testado. Empregados amplamente no estudo de entomologia agrícola para controle de pragas, porém no Brasil o estudo com olfatometria e insetos vetores é escasso. Devido a eminente importância do desenvolvimento de novos meios para bloquear o elo de transmissão de patógenos dos mosquitos para humanos, é fundamental otimizar ferramentas que nos auxiliem a compreender o comportamento do vetor. Visando isso, o estudo teve como objetivo o desenvolvimento de um olfatômetro vertical com fluxo de ar para insetos anemotáxicos hematófagos utilizando a espécie Anopheles aquasalis como modelo para estudos comportamentais. Verificou-se em bases de patentes públicas mundiais a existência do aparelho, posteriormente foi desenvolvido o olfatômetro, baseado em olfatômetros já existentes, implementado com fluxo de ar e sistema de vídeo, para que se tornasse adequado a insetos anemotáxicos, como descrito na literatura. Foram realizados testes com 3 câmeras diferentes, ausência e presença de fluxo de ar, testes de fumaça e bioensaios indiscriminantes com cairômonio octenol e animais. A fim de avaliar o funcionamento do olfatômetro e suas implementações. Como resultados podemos observar que não existem olfatômetros específicos para A. aquasalis, nem para o gênero Anopheles, e nenhum olfatômetro vertical com fluxo de ar para avaliar a resposta olfativa de insetos anemotáxicos. Observamos que plumas de odor geradas no teste de fumaça por vapor de água são muito mais densas, sendo mais apropriadas para avaliar a estrutura da pluma de odor do que as geradas por ácido acético e hidróxido de amônia, além de serem atóxicas e de baixo custo. Quanto as implementações notamos que a câmera GoPro Hero 3+ demonstrou desempenho superior as outras testadas, avaliando com nitidez movimentos de atração e ativação dos mosquitos; o fluxo de ar gerou turbulência nos testes de pluma de odor, tornando a difusão ativa invés de passiva. Nos bioensaios indiscriminantes com octenol observamos que taxas de 15mg/h tem maior média de atratividade (66,66%) comparada as de 14 mg/h (33,33%) e 18mg/h (0%), demonstrando que há relação entre a taxa de volatilização e número de insetos atraídos (p<0.05); com diferentes hospedeiros observamos não haver relação (p=1.00) entre diferentes espécies e atratividade de A aquasalis. Conclui-se que o desenvolvimento de uma ferramenta específica para avaliar o comportamento de insetos anemotáxicos hematófagos torna os resultados obtidos mais confiáveis, pois o aparelho é específico para os insetos, permitindo a realização de estudos comportamentais mais simples e exatos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1715271 - RENATA ANTONACI GAMA
Interno - 1752367 - PAULO MARCOS DA MATTA GUEDES
Externo à Instituição - KELLY DA SILVA PAIXÃO - UFMG
Notícia cadastrada em: 28/01/2016 10:57
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