Banca de DEFESA: RODRIGO DELLA TORRES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RODRIGO DELLA TORRES
DATA : 19/07/2018
HORA: 10:00
LOCAL: Sala de Reuniões do DSC
TÍTULO:

MELHORIA DA CULTURA DE SEGURANÇA DO PACIENTE EM UM SERVIÇO DE ONCOLOGIA


PALAVRAS-CHAVES:

Segurança do paciente; Cultura de Segurança do Paciente; Qualidade da Assistência à Saúde


PÁGINAS: 30
RESUMO:

Introdução: É incontestável que a preocupação constante pela segurança dos pacientes deve ser um dos principais focos de atenção dos serviços de saúde e a cultura de segurança nessas instituições tem grande influência nessa questão, pois é o produto dos valores individuais e de grupo, atitudes, capacidades de percepção e modelos de comportamento que determinam o compromisso com a gestão da saúde e a segurança do paciente, o seu estilo e proficiência. Nas últimas décadas têm-se observado uma mobilização importante em torno de programas de qualidade e segurança do paciente nas organizações de saúde, porém, a implantação de um Programa de Segurança do Paciente (PSP) de forma sistemática, levando em consideração os atributos de alto nível de cultura de segurança, principalmente em serviços ambulatoriais de oncologia, ainda é um tema pouco debatido. Objetivos: Melhorar a cultura de segurança do paciente em um serviço de oncologia e avaliar o efeito da implantação de um programa de segurança sobre a cultura da instituição. Metodologia: Estudo quase-experimental do tipo antes e depois, sem grupo controle, realizado no período de julho de 2017 a abril de 2018 em um serviço de oncologia ambulatorial da cidade de Ponta Grossa - Paraná. Aplicou-se aos profissionais de saúde o questionário da Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ), traduzido e validado para uso no Brasil, antes e após a implantação do PSP naquele serviço especializado. O questionário possui 14 dimensões com 44 itens e foi aplicado para todos os profissionais atuantes na instituição, nas duas fases. No processo de implantação do PSP, os dados da cultura de segurança serviram de base para o desenho do ciclo de melhoria constituídos por reuniões multidisciplinares; definição de responsabilidades; programa de capacitação e treinamentos; implantação e adoção de políticas e protocolos; definição e mensuração de indicadores de estrutura, processo e resultados; dentre outros. Para interpretação dos dados, assumiu-se as definições contidas no próprio manual AHRQ (2016) - como negativo as respostas marcadas como: discordo totalmente, discordo, raramente, nunca, muito ruim e ruim; como neutro: não concordo e nem discordo, às vezes e aceitável; como positivo: concordo totalmente, concordo, sempre, quase sempre, muito bom e excelente. Utilizou-se o Microsoft Excel 2016 para análise dos dados. Resultados: Do total de 60 profissionais que foram convidados a participar da pesquisa, responderam ao questionário 43 (72%), dos quais 37% são médicos, 12% compõem a equipe de enfermagem, 10% a equipe de recepção, 10% da zeladoria, 8% da radiologia, 7% da farmácia, 7% do setor administrativo e os demais 9%, nutricionista, psicóloga e fisioterapeuta. Na etapa pré-implantação do PSP, houve predominância de resultado negativo para seis (43%) das 14 dimensões, sendo elas: Aprendizado organizacional/melhoria continua, Feedback e comunicação a respeito de erros, Abertura para comunicações, Frequência de relatórios de incidentes que são reportados nas diversas modalidades, Respostas não punitivas aos erros e Número de incidentes notificados.  Quatro (28,5%) dimensões mostraram predominância de neutralidade: Expectativas/ações de promoção da segurança dos gestores, Apoio da gestão para a segurança do paciente, Percepções generalizadas sobre segurança , Grau de segurança do paciente; e quatro (28,5%) dimensões com predominância de resultados positivos: Trabalho em equipe na área/setor, Trabalho em equipe entre as áreas/ setores, Pessoal, Transferências internas e passagens de plantão. Quando avaliada a fase pós implantação do PSP, constatou-se melhoria significativa em todas as dimensões da cultura de segurança do paciente, que assumiram predominância positiva. Conclusões: A melhoria da cultura de segurança de uma instituição está diretamente relacionada à gestão da qualidade, sendo que, a mensuração da cultura de segurança foi um importante instrumento de melhoria da qualidade, na medida em que identificou as fragilidades da organização, propiciando um planejamento e ações assertivas assumidas no programa de segurança do paciente. Isso proporcionou uma mudança no cenário na cultura de segurança do paciente no serviço de oncologia, tornando mais robusto seu compromisso com a qualidade da assistência à saúde.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1645299 - MARISE REIS DE FREITAS
Externo à Instituição - PATRÍCIA PERES DE OLIVEIRA - UFSJ
Interno - 1868020 - ZENEWTON ANDRÉ DA SILVA GAMA
Notícia cadastrada em: 19/07/2018 07:36
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