Dissertações/Teses

Clique aqui para acessar os arquivos diretamente da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRN

2016
Dissertações
1
  • MAGDA MACHADO DE MIRANDA COSTA
  • EFEITOS DE UM CICLO DE MELHORIA DA QUALIDADE NACIONAL APLICADO À PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE EM HOSPITAIS BRASILEIROS

  • Orientador : ZENEWTON ANDRÉ DA SILVA GAMA
  • Data: 27/07/2016
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) são um grave problema de qualidade do cuidado em todo o mundo, mas pouco se sabe se a adoção de estratégias de Gestão da Qualidade (GQ) pode colaborar para a redução desses agravos quando implementadas de forma externa e em nível nacional.

    Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de um ciclo de melhoria da qualidade nacional direcionado às ações de prevenção das IRAS instituídas pelas Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) de hospitais brasileiros. 

    Metodologia: A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), responsável pelo controle de riscos nos serviços de saúde brasileiros, realizou um ciclo de melhoria da qualidade de abrangência nacional usando um desenho quase experimental antes-depois. Após definir 11 critérios de qualidade baseados em evidências para a prevenção das IRAS, foi realizada uma avaliação nacional (março de 2015) dirigida a todos os hospitais brasileiros com Unidades de Terapia Intensiva (UTI) adulto, pediátrica ou neonatal (N=1.869). Utilizando as informações desta avaliação, foi planejada e implementada uma intervenção nacional externa (abril de 2015 a fevereiro de 2016), com o objetivo de melhorar a adesão aos critérios de qualidade avaliados. Depois da intervenção, foi realizada uma reavaliação nacional (01/03 a 15/04/2016), para mensurar os efeitos da intervenção e identificar as oportunidades de melhoria remanescentes que pudessem orientar a continuidade das ações nacionais. Calculou-se a estimativa pontual e intervalo de confiança (95%) dos critérios em cada avaliação, a melhoria absoluta e relativa depois da intervenção e a significância estatística da melhoria com teste Z unilateral.

    Resultados: 563 hospitais brasileiros com leitos de UTI participaram da 1ª avaliação (30,1% de resposta, soma de 86.837 leitos), 681 hospitais participaram da 2ª avaliação (36,4% de resposta, soma de 101.231 leitos) e 388 hospitais participaram das duas avaliações. Ao comparar os resultados das duas avaliações, evidenciou-se a efetividade do ciclo de melhoria, pois houve melhoria significativa (p<0,05) em 10 dos 11 critérios de qualidade avaliados. Na avaliação do indicador composto: Qualidade da prevenção de IRAS, construído a partir da análise conjunta de todos os 11 critérios, verificou-se melhoria significativa: de 82,4% para 88,3%, p= 0,001 (melhoria relativa média de 33,5%). Os pontos positivos dos hospitais, revelados nos critérios com maior conformidade após a intervenção, foram que “as UTIs possuíam condições estruturais e insumos de qualidade para a higiene das mãos (HM) dos profissionais de saúde” (97,9% vs 100%; p= 0,001) assim como “possuíam protocolo para HM implantado” (92,9% vs 96,9%; p= 0,001); e ainda que “os serviços de saúde realizavam a notificação das IRAS, regularmente, baseando-se nos critérios diagnósticos nacionais” (91,8% vs 92,4%; p= 0,407). Por outro lado, as principais fragilidades, destacadas pelo menor número de conformidades, são o “monitoramento da adesão à higiene das mãos pelos profissionais” (60,7% vs 70%; p= 0,001); a “existência de protocolo institucional implantado para a prescrição orientada de antimicrobianos” (73,2% vs 80,7%; p= 0,001) e “os profissionais das CCIHs promovem estratégias para aumentar a participação dos pacientes/acompanhantes/familiares das UTIs nas ações de prevenção e controle de IRAS.” (76,6%% vs 82,8%; p= 0,004).

    Conclusões: O ciclo de melhoria da qualidade foi útil para identificar prioridades de atuação tanto no nível nacional como nos estados e no Distrito Federal e para orientar a instituição de um projeto de intervenção para a qualidade e segurança do paciente baseado em um processo avaliativo. Além disso, este projeto demonstrou que é possível se obter melhoria real de abrangência nacional das ações de prevenção de IRAS por meio da utilização de estratégias de GQ.

2
  • SUSANA CECAGNO
  • GESTÃO DA QUALIDADE NA ASSISTÊNCIA DO PRÉ-NATAL: ATENÇÃO ÀS INFECÇÕES URINÁRIAS GESTACIONAIS

  • Orientador : JANETE LIMA DE CASTRO
  • Data: 28/07/2016
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: A infecção urinária na gestação é um agravo importante que pode prejudicar a saúde do binômio mãe-filho e aumentar a morbimortalidade materna e neonatal. Desfechos desfavoráveis da gestação relacionam-se às falhas na capacidade prevenção e resposta diante de intercorrências do pré-natal, parto e puerpério. Atualmente, carecem estudos sobre estratégias que fomentem a melhoria da qualidade do pré-natal e fortaleçam estratégias de gestão pública para otimizar os processos de trabalho, melhorar a acessibilidade das mulheres aos serviços que realizam pré-natal e, principalmente, qualificar a assistência no período gestacional. Objetivo: Avaliar os efeitos de um ciclo de melhoria da qualidade em prevenção e manejo das ITUs no pré-natal. Metodologia: Trata-se de um estudo de natureza quantitativa, com delineamento quase-experimental, tipo antes e depois, sem grupo controle. Aplicou-se um ciclo externo de melhoria da qualidade, com avaliações de cinco critérios de qualidade e dois indicadores sentinela. Foram realizadas duas avaliações, com temporalidade de três  meses entre elas, e dois monitoramentos tipo Lot Quality Acceptance Sampling – LQAS. Entre a primeira e a segunda avaliação, aplicou-se uma intervenção participativa, planejada e norteada pelos resultados da primeira avaliação. As amostras foram aleatórias, constituídas por 120 cartões de gestantes compreendidas entre a 36ª e 42ª semana de gestação para avaliação dos critérios 1, 2, 3 e 4, além dos dados de mortalidade perinatal, que foram coletados do Relatório de Gestão Municipal. Com intuito de identificar o nível de qualidade, foi empregada a estimativa pontual e intervalo de confiança (95%) do cumprimento dos critérios. E, visando a comprovação da efetividade da intervenção, foram calculadas as melhorias absoluta e relativa entre a primeira e a segunda avaliação, assim como a sua significação estatística com teste z unilateral. Resultados: Na análise multivariada da melhoria da qualidade, observou-se que a maioria dos critérios apresentaram significação estatística (p>0,001), exceto o critério 3 que apresentou um p abaixo do esperado. Já os critérios 1, 2 e 4 alcançaram um percentual acima de 65% de cumprimento em ambas às amostras analisadas. Com relação ao critério 5, pode-se inferir que em 10,8% da amostra analisada,  constava registro de resultados de exames de EQU e/ou urocultura alterados, e destas, 53% tinham registro de tratamento adequado. A taxa mortalidade perinatal teve um declínio significativo de 4,7% entre os anos de 2014 e 2015, e a taxa de mortalidade neonatal precoce diminuiu 3,23% entre os anos de 2013 e 2015. Conclusões: A metodologia empregada com o ciclo externo da melhoria da qualidade colaborou no remodelamento dos processos assistenciais do pré-natal e, principalmente, na integração entre as equipes assistenciais e as gestoras dos diferentes níveis de complexidade trabalhadas, fortalecendo a cogestão e a coparticipação dos trabalhadores envolvidos diretamente no cuidado às usuárias, nos processos de gerenciamento da saúde municipal. Possibilitou, também, reflexões acerca dos fluxogramas vigentes, proporcionando seu redesenho, o que refletiu na melhoria do acesso das gestantes aos serviços de saúde e à qualidade assistencial.

3
  • ERICO DE LIMA VALE
  • GESTÃO DA QUALIDADE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA MATERNA

  • Orientador : GRASIELA PIUVEZAM
  • Data: 01/08/2016
  • Mostrar Resumo
  • Objetivos: Realizar um ciclo de melhoria da qualidade em uma unidade de terapia intensiva materna (UTIM) e avaliar seu impacto na assistência multiprofissional às pacientes com doenças hipertensivas gestacionais (DHG). Métodos: Foi realizado um ciclo de melhoria de maio a julho de 2015; os períodos pré e pós intervenção foram de janeiro a abril e de agosto a outubro do mesmo ano, respectivamente. Os critérios definidos para avaliação foram: (1) solicitação de exames laboratoriais quando da admissão na UTIM; (2) solicitação de ultrassom obstétrico quando da admissão na UTIM; (3) controle de picos pressórico com uso de Hidralazina intravenosa;(4) uso de anti-hipertensivos orais para controle pressórico; (5) uso de Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina (IECA) ou Bloqueadores do Receptor da Angiotensina (BRA); (6) restrição hídrica intravenosa; (7) indicação do corticoide Betametasona em pacientes com idade gestacional menor que 35 semanas; (8) uso do sulfato de magnésio (MgSO4) e (9) manutenção do MgSO4 no pós parto. Todas as mulheres admitidas na UTIM com diagnóstico de DHG nos períodos pré e pós intervenção foram elegíveis para o estudo. Foram analisados o cumprimento das recomendações antes (n=50) e após (n=50) a realização do ciclo de melhoria da qualidade. O desfecho avaliado foi a taxa de adequação total e individual das recomendações baseadas em evidências nas pacientes com DHG. Em cada avaliação foram calculados os intervalos de confiança de 95% para as estimativas de conformidade, suas diferenças absoluta e relativa e o valor Z (uma cauda), sendo considerado significativo valor de p <0,05. Resultados: Houve aumento da taxa total de adequação dos critérios (p1=88+3%, p2=92+1%; p=0,018) e solicitação de ultrassom fetal (p1=72+10%, p2=88+4%; p=0,023), e redução no uso de anti-hipertensivos orais (p1=100%, p2=94+3%; p=0,039), não houve alterações significativas nos demais critérios. Conclusão: A realização de um ciclo de melhoria está associado a um aumento na taxa de adesão as recomendações baseadas em evidência para o tratamento de pacientes com DHG.

4
  • JOSE GOMES NETO JUNIOR
  • Ciclo de melhoria para uma correta identificação do paciente em dois hospitais oncológicos

  • Orientador : PAULO JOSE DE MEDEIROS
  • Data: 04/08/2016
  • Mostrar Resumo
  • INTRODUÇÃO

    A identificação do paciente é uma recomendação internacional e nacional para segurança do paciente e apesar de ser uma medida simples, de baixo custo e altamente eficiente , está parcialmente implantada nos serviços de saúde com poucas experiências relatadas quanto a sua efetiva aplicação.

    OBJETIVO

    Melhorar o processo de identificação do paciente em dois hospitais de referência em oncologia.;

    MÉTODO

    Trata-se de um estudo quantitativo, quase-experimental do tipo antes e depois, sem grupo controle. O ciclo de melhoria transcorreu em duas instituições de referência para atendimento oncológico, com avaliação de sete critérios da qualidade inerentes a identificação do paciente. Estes foram analisados quanto sua validade e confiabilidade pelo índice Kappa. A amostragem foi sistemática, com avaliação retrospectiva e observação direta. Após primeira avaliação foi elaborado o diagrama de afinidades, ordenado e sistematizado a intervenção para melhoria da qualidade. O cumprimento das ações foi calculado através da estimativa pontual e o intervalo de confiança de 95%. Para comparação e análise da efetividade do ciclo de melhoria foi estimado a melhoria absoluta, relativa e a significação estatística pelo teste de valor Z unilateral (p ≤ 0,05).

    RESULTADOS

    A significação estatística foi comprovada em quatro dos sete critérios de qualidade. A melhoria absoluta foi alcançada nos critérios de identificação do leito, solicitação de hemocomponentes, solicitação de exames laboratoriais e identificação das peças de anatomopatológico. O critério identificação dos exames de imagem obteve 2% de melhoria absoluta, a identificação do prontuário apresentou evolução negativa (-9,0%) e a identificação por pulseira não mostrou resultado positivo. Quanto a melhoria relativa, os critérios com resultados mais significativos concentraram-se na identificação do leito, solicitação de hemocomponentes, solicitação de exames laboratoriais e identificação dos exames de imagem.

    CONCLUSÃO

    O ciclo de melhoria mostrou-se efetivo e contribuiu para redefinição das atividades de identificação do paciente, com envolvimento dos profissionais de saúde, dos pacientes, dos acompanhantes e da alta administração. Além disso, fortaleceu a cultura institucional focada na segurança e disponibilizou novo estudo frente escassez existente.

5
  • CARLOS ALEXANDRE DE SOUZA MEDEIROS
  • Efeitos de um ciclo de melhoria na qualidade da prescrição e administração de medicamentos em um hospital público brasileiro.

  • Orientador : RICARDO OLIVEIRA GUERRA
  • Data: 05/08/2016
  • Mostrar Resumo
  • A segurança do paciente é considerada um dos principais itens na avaliação de qualidade dos serviços e ao mesmo tempo é um desafio para os profissionais de saúde. Evitar a ocorrência de eventos adversos durante a terapia medicamentosa torna-se de extrema importância na prestação de uma assistência mais segura. Por ser um dos mais importantes meios de comunicação entre a equipe e consequentemente apresentar uma alta incidência de erros, os processos de prescrição e administração de medicamentos possuem grande relevância, sendo imprescindíveis para manutenção e melhoria da qualidade de prestação de serviços em ambientes hospitalares. O objetivo deste estudo foi verificar a eficácia de um ciclo de melhoria na qualidade das prescrições e na administração de medicamentos em um hospital público brasileiro.  O estudo foi desenvolvido através de um desenho quase-experimental, antes-depois, em um hospital de referência em doenças infectocontagiosas no Estado do Rio Grande do Norte-RN, Brasil. Para avaliação do nível de qualidade de prescrição e administração de medicamentos foram selecionados aleatoriamente prontuários de pacientes internados e considerados 12 critérios de qualidade desenvolvidos, elaborados previamente por um grupo de especialistas. A avaliação inicial revelou deficiência no nível de qualidade em 11 critérios e após o planejamento e a aplicação de uma intervenção estruturada obteve-se melhora significativa nos critérios relativos à presença de rasuras, capacitação da equipe de enfermagem e prática dos nove certos na administração de medicamentos (p<0,05) e nos dois critérios sobre a completitude da prescrição (p<0,001). Com base nestes resultados, podemos concluir que apesar das dificuldades enfrentadas durante a intervenção planejada, o ciclo de melhoria atingiu o seu objetivo de forma significativa em quase metade dos critérios avaliados.

6
  • LUZIA CLARA CUNHA DE MENEZES
  • Análise de Causa Raiz e Análise Modal de Falhas e Efeitos em

    Unidades de Terapia Intensiva: uma revisão sistemática.

  • Orientador : GRASIELA PIUVEZAM
  • Data: 19/08/2016
  • Mostrar Resumo
  • Os serviços de saúde têm cada vez mais incorporado novas tecnologias e técnicas acompanhadas de riscos adicionais à segurança dos pacientes. Pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estão mais susceptíveis a erros. Dentre as ferramentas utilizadas no mundo para evitar a ocorrência ou recorrência desses erros na assistência à saúde, destacam-se a Análise de Causa-Raiz (ACR) e Análise Modal de Falhas e Efeitos (AMFE). O objetivo do estudo foi identificar e analisar a aplicação das ferramentas ACR e AMFE para a melhoria da qualidade da assistência em UTI. Revisão sistemática de literatura baseada no protocolo PRISMA. Foram utilizadas as seguintes bases de dados: Scopus, PubMed, SciELO, LILACS, Web of Science, Science Direct, Cochrane, WHOLIS, PAHO e EMBASE. A análise qualitativa dos artigos foi realizada através da aplicação de uma versão adaptada e resumida do guia SQUIRE 2.0. Incluídos artigos originais indexados nas bases de dados e que cumprissem 60% dos critérios do SQUIRE 2.0 adaptado. Foram recuperados 1674 documentos nas buscas e, após as análises pertinentes, foram incluídos 18 artigos na revisão. Desses, 16 foram publicados entre 2010 e 2016, 10 foram desenvolvidos nos Estados Unidos, 11 foram realizados em UTI Pediátrica ou Neonatal, 16 utilizaram AMFE em diversas temáticas. Esses dados sugerem preocupação com o planejamento da qualidade, sendo importante ressaltar a utilização de indicadores para medir a melhoria da qualidade na maioria dos estudos selecionados. Essa revisão reforça a importância do uso dessas ferramentas para a melhoria da qualidade da assistência nas UTI, permeando as instituições de saúde de comportamentos que garantam mais segurança, contribuindo para o desenvolvimento de uma cultura de segurança organizacional.

7
  • LUCIANO LUIZ DA SILVA JUNIOR
  • Melhoria Da Qualidade Do Registro Médico De Pacientes Com Câncer De Próstata Em Hospitais De Referência Em Oncologia

  • Orientador : DYEGO LEANDRO BEZERRA DE SOUZA
  • Data: 23/08/2016
  • Mostrar Resumo
  • A atenção ao câncer é uma prioridade da saúde pública mundial, porém, ainda nos dias de hoje, persistem falhas simples capazes de repercutir em aumento da morbimortalidade dos pacientes. O registro inadequado de informações clínicas leva a repetição de exames, erros de diagnóstico e tratamento, perda de tempo e custos desnecessários. Este trabalho objetivou verificar a eficácia de um ciclo de melhoria nos registros médicos de um hospital de referência em oncologia, avaliando o nível de qualidade no preenchimento dos prontuários, identificando os critérios de qualidade que mais apresentaram erros e analisando a efetividade dos ciclos de avaliação contínua na melhoria da qualidade do preenchimento dos prontuários. Para tanto, dez critérios de qualidade em prontuários de pacientes com diagnóstico de câncer de próstata foram examinados. A partir de amostragens aleatórias simples, procedeu-se a apreciação desses critérios, antes e depois das intervenções propostas. Tais ações envolveram administradores e médicos, sendo direcionadas especialmente à conscientização médica e reestruturação do prontuário por intermédio de um checklist. No intuito de identificar o nível de qualidade, selecionou-se a estimativa pontual e o intervalo de confiança (95%) do cumprimento dos critérios. Para comprovar a efetividade das intervenções, foram calculadas as melhorias absoluta e relativa entre a primeira e última avaliação, assim como a sua significação estatística (p<0,05). Na medição inicial, verificaram-se índices de cumprimento de 66,4% na média e um total de 411 de não conformidades, significando 34,2% de não cumprimento. Destacaram-se, como maior e menor percentual de não cumprimento, os critérios patologias associadas, 81,9%, e estadiamento - TNM, 9,5%. Já na segunda medição, notou-se uma redução do número total de defeitos em 49,4%.  Em suma, a avaliação baseada em critérios possibilitou a identificação de defeitos de qualidade no preenchimento dos prontuários levantados, o que, por sua vez, direcionou as intervenções propostas. Considerando as melhorias alcançadas, percebe-se que o ciclo de melhoria foi efetivo na diminuição dos defeitos observados, além de auxiliar expressivamente no progresso da qualidade do registro médico.

8
  • POLYANA DE OLIVEIRA CACHO
  • Dificuldades no Registro de Informações nos Prontuários em uma Unidade Básica na Percepção dos Trabalhadores da Saúde

  • Orientador : NILMA DIAS LEAO COSTA
  • Data: 31/08/2016
  • Mostrar Resumo
  • O prontuário médico é o meio de comunicação mais utilizado em todos os níveis de assistência na área de saúde. O seu preenchimento adequado é fundamental para as Boas Práticas dos Serviços. Apesar de sua importância, o preenchimento incompleto ainda faz parte da rotina de muitas unidades de assistência. O presente trabalho teve como objetivo conhecer as principais dificuldades no registro de informações nos prontuários de uma Unidade Básica de Saúde, no município de Natal, na percepção dos trabalhadores da saúde. A pesquisa foi um estudo de caso, transversal, de natureza qualitativa. Os dados foram obtidos através dos registros de áudios das reuniões de grupo focais realizadas com dezessete profissionais responsáveis pelo preenchimento de prontuários na referida Unidade. A análise dos dados foi feita através do software de análise textual Alceste, com ajuda do diagrama de causa efeito. Os resultados demonstraram que os profissionais conhecem a importância do prontuário no processo de assistência à saúde e valorizam as informações fidedignas para clínica. As dificuldades encontradas estão relacionadas com a falta de apresentação dos documentos que permitem identificar os usuários durante a abertura de novos prontuários, falhas nos registros dos sinais vitais e dados antropométricos, além do grande número de consultas. A resolução das dificuldades relatadas depende de vários níveis de gestão, e perpassam também pela melhoria do processo de trabalho local, implementação de educação permanente e empoderamento dos usuários através de um acolhimento mais humanizado.

9
  • SABRINNA FERNANDA DE ANDRADE ARRUDA
  • Melhoria Da Qualidade Da Atenção Ao Portador De Diabetes Mellitus Tipo 2 Em Uma Instituição De Cuidados Primários De Saúde

  • Orientador : ANTONIO MEDEIROS JUNIOR
  • Data: 31/08/2016
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: A diabetes mellitus se constitui como um importante problema de Saúde Pública atualmente, apresentando alta morbimortalidade e perda significativa na qualidade de vida. Seu caráter crônico, a gravidade das complicações e os recursos necessários para conte-las, tornam a DM uma doença muito onerosa não apenas para os sujeitos afetados e seus familiares, mas também para os sistemas de saúde em diferentes países. O cuidado relacionado a diabetes é complexo e envolve uma variedade de aspectos que vão além do simples controle glicêmico e do uso de fármacos hipoglicemiantes. Um amplo compilado de evidências apoia diversas intervenções para melhorar os desfechos macro e microvasculares no DM. Objetivos: Avaliar e melhorar a assistência prestada aos diabéticos mediante a utilização do ciclo de melhoria da qualidade em uma Unidade Básica de Saúde, bem como intervir nas principais lacunas identificadas e verificar se houve algum efeito devido à intervenção realizada. Metodologia:Trata-se de um estudo quantitativo e retrospectivo, desenvolvido através da aplicação de um ciclo interno de melhoria da qualidade, realizado em uma unidade básica de saúde. O nível de qualidade foi avaliado através de 9 critérios de qualidade construídos e validados localmente. Foram feitas duas avaliações em dois momentos diferentes. Para quantificar a efetividade da intervenção, calculou-se a melhoria absoluta e relativa, além da significação estatística da melhoria absoluta mediante o teste unilateral do valor de z. Resultados:Após a intervenção, a melhoria relativa variou entre 50% e 76%, sendo muito significativa (p <0,001) na maioria deles. A frequência absoluta de não conformidades diminuiu de 593 (primeira avaliação) para 214 (segunda avaliação), o que corresponde a uma melhoria de 379 no índice de não cumprimentos. Conclusões:O ciclo de avaliação interna mostrou-se útil e efetivo como instrumento de gestão da qualidade do processo assistencial avaliado, apesar de não ter atingido o nível de qualidade ótimo, ou seja, a ausência de não conformidades de todos os critérios analisados.

10
  • PRISCILA CUMBA DE ABREU COSTA
  • Análise Multimodal de Falhas e Efeitos para a segurança na preparação e dispensação de quimioterápicos

  • Orientador : VILANI MEDEIROS DE ARAUJO NUNES
  • Data: 16/09/2016
  • Mostrar Resumo
  • INTRODUÇÃO: Quimioterápicos são medicamentos de alto risco que exigem iniciativas para evitar falhas no cuidado que ocasionem danos desnecessários aos pacientes. OBJETIVO: Realizar uma Análise Multimodal de Falhas e Efeitos (AMFE) para identificar prospectivamente os riscos relacionados à fase do preparo e dispensação de medicamentos quimioterápicos em uma instituição hospitalar. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo realizado em uma unidade ambulatorial de um centro de referência em oncologia, filantrópico, da cidade de Natal – RN. Para a aplicação da ferramenta foi composta uma equipe multidisciplinar formada por um mediador, farmacêuticos, enfermeiro especialista na área e técnico de enfermagem envolvidos no processo. As etapas de preparo e dispensação de quimioterápicos foram descritas graficamente por meio de um fluxograma simples. Em seguida foram listadas as possíveis falhas de cada subprocesso utilizando o método de Chuva de ideias. Cada falha foi avaliada utilizando-se a matriz de pontuação do risco. De acordo com a pontuação obtida foi utilizado uma árvore de decisão para detectar quais falhas necessitavam de intervenções. À partir dos resultados obtidos foram propostas intervenções e indicadores de monitoramento. RESULTADOS: Foram identificados 17 modos de falha nas etapas de preparo e dispensação de medicamentos quimioterápicos. Dentre os 17 modos de falha, três obtiveram valor > 8 e foram, portanto, analisados com a árvore de decisão para HFMEA. O modo de falha "Trocar a Janela de Saída do Medicamento" teve como causas potenciais: falta de atenção, falta de sinalização na janela e falta de conhecimento do processo. O modo de falha "Cálculo errado da dose de medicamento intratecal" teve como causas potenciais: calculadora com defeito, mudança na apresentação do medicamento e sobrecarga de trabalho. Foram propostas as seguintes intervenções: estipular limites de medicações a serem manipuladas por vez, sinalizar as janelas interna e externamente, contendo instruções de trabalho e realizar dupla checagem do cálculo do medicamento intratecal e registro em impresso próprio. CONCLUSÃO: A ferramenta AMFE demonstrou ser um método válido para melhorar a segurança do paciente, pois permite uma analise prospectiva no processo do medicamento quimioterápico na fase de preparo e dispensação, com o objetivo de identificar falhas potenciais e suas causas associadas, e formular estratégias para a correção de tais vulnerabilidades.

11
  • AURELIA CRISTINA DE MEDEIROS
  • Melhoria da Qualidade na  Adesão à Higienização das Mãos em uma UTI Neonatal Orientado pela Estratégia Multimodal

  • Orientador : PAULO DE MEDEIROS ROCHA
  • Data: 29/09/2016
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: A higienização das mãos é uma ação simples, mas que traz um benefício imensurável aos pacientes e profissionais de saúde no controle de infecção hospitalar e segurança do paciente.

    Objetivo: Melhorar a adesão dos profissionais à prática da higienização das mãos, nos cinco momentos da assistência orientados pela Estratégia Multimodal da Organização Mundial de Saúde. Metodologia: O desenho metodológico do estudo é quase experimental do tipo antes e depois, realizado na UTI neonatal da Maternidade Escola no Rio Grande do Norte. Para calcular a melhoria entre as avaliações realizou-se o cálculo da estimativa pontual com um intervalo de confiança (95%) do nível de cumprimento dos critérios das amostras selecionadas, calculado os valores das melhorias absoluta e relativa de cada um dos critérios, e para a significação estatística da melhoria detectada realizada um teste de hipótese unilateral por meio do cálculo do valor de Z, considerando como hipótese nula a ausência de melhoria, não considerando quando p – valor fosse < a 0,05.  Resultados: Na 1ª avaliação, (n=44 profissionais), 55% dos profissionais cumpriram critérios  higiene das mãos, ao entrar na UTI Neo. Realizado mais quatro   observações ,três com  (n=179) oportunidades, para 96 ações desenvolvidas, distribuídas nos meses de Outubro com 53 oportunidades (18% de ações desenvolvidas), em Novembro 88 oportunidades (58% de ações desenvolvidas) e em Dezembro 38 oportunidades (24% de ações desenvolvidas).A quinta observação,(n=44 profissionais) 86% cumpriram critério de HM ao entra na UTI Neo.  O estudo mostra que a adesão à higiene das mãos, ainda está muito baixa, quando associada aos cinco momentos da assistência, enquanto que em relação ao critério de HM ao entrar na UTI, houve uma melhora significativa. Fazem-se necessárias ações de educação continuada e planejada. Deve-se trabalhar a cultura da higienização das mãos nos cinco momentos da assistência em busca da qualidade e segurança na assistência à saúde, reduzindo não só a infecção hospitalar, mas também o índice da morbimortalidade.

12
  • HELIDA MARIA BEZERRA
  • Pneumonia associada à ventilação mecânica – uma oportunidade de melhoria.

  • Orientador : MARISE REIS DE FREITAS
  • Data: 07/10/2016
  • Mostrar Resumo
  • Objetivo: Aumentar a adesão às práticas de prevenção de pneumonias associadas à ventilação mecânica (PAV) em unidades de terapia intensiva (UTI), através de um ciclo de melhoria interno.

    Metodologia: Foi aplicado um ciclo de melhoria da qualidade com desenho quase experimental do tipo antes e depois em duas UTIs de um hospital público no nordeste do Brasil, com um total de 19 leitos. Foram estabelecidos nove critérios de qualidade relacionados com a prevenção de PAV e um indicador composto com os quais se avaliou o nível basal de qualidade e posteriormente mais duas avaliações subsequentes com intervalos de quatro meses buscando medir as possíveis melhorias adquiridas nesses períodos. O Gráfico de Pareto foi utilizado para representar a frequência de não cumprimentos de cada critério avaliado nos três momentos. Utilizou-se o cálculo de estimação pontual e o intervalo de confiança (95%) para a medição dos critérios. Para quantificar a efetividade da intervenção, calculou-se a melhoria absoluta e relativa, além da significação estatística da melhoria absoluta mediante o teste unilateral do valor de z.

    Resultados: Ocorreu uma ligeira melhoria em todos os critérios quando comparadas as duas primeiras avaliações, porém nesta comparação inicial, apenas um critério apresentou melhora estatisticamente significante (p<0,05). Na segunda comparação feita entre a 1ª e 3ª avaliações, os resultados revelaram melhora no cumprimento de quase todos os critérios, onde dos nove critérios estabelecidos, oito obtiveram melhora, sendo seis com melhora estatisticamente significante (p < 0,05), dois com melhora sem significância e em um critério houve piora no percentual de cumprimento. O indicador composto, que resume todos os critérios avaliados, obteve uma melhora significativa de quase 40% (p<0,05) na segunda comparação.

    Conclusões: A implantação de ciclos internos de melhoria constitui-se em importante ferramenta de gestão da qualidade para incorporação de boas práticas para prevenção de PAV em UTI.

13
  • MABEL MENDES CAVALCANTI
  • Gestão De Riscos Prospectiva Aplicada A Erros de Dispensação De Medicamentos em um Hospital Brasileiro

  • Orientador : ZENEWTON ANDRÉ DA SILVA GAMA
  • Data: 14/10/2016
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: Os serviços de saúde têm crescente uso de tecnologias e processos complexos que oferecem riscos elevados durante o cuidado ao paciente. Métodos prospectivos de identificação e redução de riscos podem ser úteis, porém há pouca descrição de sua aplicação no contexto brasileiro. Objetivo: esse estudo objetiva descrever a aplicação da ferramenta HFMEA no processo de dispensação de medicamentos, como forma de conhecer prospectivamente as possíveis falhas e prevenir sua ocorrência e seus efeitos. Método: trata-se de um estudo descritivo, desenvolvido em um hospital universitário, com uso do HFMEA segundo a Veteran Affairs, aplicado por equipe multiprofissional, durante 3 meses. Foram identificados e analisados modos de falha no processo de dispensação de medicamentos, segundo critérios de gravidade, frequência, criticidade, chance de detecção e existência de medidas preventivas. Com as falhas prioritárias, foi realizada análise das causas e plano de gerenciamento e monitoramento dos riscos. Resultados: destacaram-se 21 modos de falha na dispensação de medicamentos. Os subprocessos com maiores falhas foram, em ordem decrescente, “separação do medicamento” (06), “preparação da dose” (06), “avaliação da prescrição” (03), “unitarização dos medicamentos” e “entrega da dose” (02), “liberação do medicamento” (01) e “conferência da dose” (01). Três dessas falhas foram selecionadas para análise e intervenção: identificação errada do medicamento (na unitarização), medicamento separado diferente do prescrito (na separação do medicamento) e atraso na entrega de dose (na entrega da dose). Após a análise das causas, estabeleceu-se algumas intervenções necessárias, a saber: auditoria para avaliar a adesão ao protocolo do subprocesso “unitarização” e divulgação dos resultados, construção de um protocolo operacional padrão para o armazenamento de medicamentos com som e grafia semelhantes e implantação do protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos. Conclusão: o estudo permitiu analisar o processo de dispensação de medicamentos, onde identificou-se as possíveis falhas que pudessem aumentar o risco de eventos adversos nessa etapa do processo de medicação. O HFMEA foi útil para auxiliar o grupo multidisciplinar a entender melhor as fragilidades no processo de trabalho e favoreceu a percepção de falhas específicas do contexto do hospital participante, além de auxiliar na priorização de intervenções corretivas e possibilidade de melhorias para segurança na dispensação de medicamentos.

14
  • MARÍLIA SANTOS FAGUNDES
  • Qualidade nos serviços de saúde: percepção dos usuários, profissionais, gestores e prestadores 

  • Orientador : ANA TANIA LOPES SAMPAIO
  • Data: 29/12/2016
  • Mostrar Resumo
  • A constituição brasileira de 1988, ao criar o Sistema Único de Saúde – SUS definiu como diretrizes, universalidade, integralidade e participação social. O grande diferencial jurídico-operacional da gestão no atual sistema é o controle social realizado por usuários, profissionais da saúde, gestores e prestadores, como atores deliberativos e propositivos nos conselhos de saúde e nas Conferencias. Passados mais de 25 anos ampliaram-se consideravelmente a eficácia do sistema, porém, muitos são ainda os desafios para a eficiência e efetividade do SUS. A crise atual no sistema de saúde coloca em pauta questões relacionadas ao acesso e a qualidade. O Ministério da Saúde lançou programas e projetos, em áreas específicas, visando avaliar e induzir à melhoria da qualidade, já aconteceu quinze conferências nacionais, destarte, o conhecimento a respeito do tema e a institucionalização de uma cultura de avaliação de qualidade, ainda está muito distante. Em 2015 ocorreu no Brasil a 15ª Conferencia Nacional de Saúde que teve como tema central “Saúde pública de qualidade para cuidar bem das pessoas: direito do povo brasileiro” e como 1º Eixo de discussão à temática: “Direito à Saúde, Garantia de Acesso e Atenção de Qualidade”. Os 27 estados brasileiros realizaram suas conferencias, no âmbito do Rio Grande do Norte tivemos a 8ª Conferencia estadual de Saúde - CES/RN. A presente pesquisa é um estudo qualitativo, de análise documental, que tem como objetivo conhecer a percepção dos usuários, profissionais, gestores, prestadores de saúde a respeito do conceito de qualidade nos serviços de saúde. Os dados utilizados nessa pesquisa foram do tipo primário, obtidos a partir de questionários preenchidos pelos delegados no momento do credenciamento na 8ª CES-RN. Para seleção, tabulação e categorização dos dados utillizou-se o Software Analyse Lexicale par Contexte d’un Ensemble de Segments de Texte – ALCESTE. Para e análise do material e interpretação dos resultados utilizamos a técnica de análise de conteúdo (Bardin, 2003).

SIGAA | Superintendência de Informática - (84) 3215-3148 | Copyright © 2006-2017 - UFRN - sigaa06-producao.info.ufrn.br.sigaa06-producao