Banca de QUALIFICAÇÃO: NILA PATRICIA FREIRE PEQUENO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NILA PATRICIA FREIRE PEQUENO
DATA : 26/06/2020
HORA: 09:00
LOCAL: Videoconferência, via Skype
TÍTULO:

Condições sociais, de saúde e segurança alimentar associadas à qualidade de vida de adultos e idosos: estudo BRAZUCA Natal.


PALAVRAS-CHAVES:

Adultos. Idosos. Saúde coletiva. Segurança alimentar. Qualidade de vida.


PÁGINAS: 201
RESUMO:

O estudo da Qualidade de vida (QV) tem sido cada vez mais valorizado entre pesquisas clínicas e epidemiológicas, diante do crescente envelhecimento populacional e do aumento da sobrevida de indivíduos com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Identificar condições que possam estar relacionadas à QV das populações pode auxiliar a explicar a distribuição heterogênea de resultados adversos à saúde, ajudar na tomada de decisões dos gestores e ampliar ações governamentais para a garantia de melhores condições sociais, econômicas e relacionadas à saúde da população. Objetivou-se identificar características socioeconômicas, demográficas, de estilo de vida, saúde e segurança alimentar que possam estar associadas à qualidade de vida de adultos e idosos no município de Natal-RN. Realizou-se pesquisa transversal, de base populacional, utilizando dados do estudo BRAZUCA Natal. Foram avaliados 295 indivíduos, de ambos os sexos, acima de 20 anos de idade, moradores dos quatro distritos sanitários do município. Entrevistas domiciliares foram realizadas com auxílio de questionário eletrônico (Epicollect) contendo questões sociodemográficas, de estilo de vida e saúde. Dados antropométricos (peso e altura), segurança alimentar (utilizando a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar – EBIA) e de qualidade de vida, utilizando o instrumento WHOQOL-bref também foram coletados. A análise descritiva foi realizada a partir das frequências absolutas e percentuais, e os modelos múltiplos utilizando a Regressão de Poisson para verificar a associação entre os domínios de qualidade de vida (físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente) e as duas perguntas gerais “Percepção da qualidade de vida” e “Satisfação com a saúde” com as variáveis independentes. Todas as análises apresentaram os respectivos intervalos de confiança de 95% e as associações consideradas significantes quando p <0,05. Realizou-se análise estratificada com os indivíduos que apresentaram insegurança alimentar (n=143), aplicando-se as mesmas análises estatísticas para verificar a associação entre insegurança alimentar e a qualidade de vida. Para a população em geral, ter pele não branca (RP=1,50; IC95% 1,09-2,07), excesso de peso (RP=1,83; IC95% 1,17-2,86), insegurança alimentar leve (RP= 2,73; IC95% 1,39-5,36); moderada (RP=3,34; IC95% 1,86-6,01) ou grave (RP=4,24; IC95% 2,42-7,43) foram associados à Percepção de QV regular, ruim ou muito ruim, respectivamente. Satisfação com a saúde regular, insatisfatória ou muito insatisfatória foi associada com mais de 6 moradores no domicílio (RP=1,58; IC95%1,15-2,18), referir problemas emocionais (como depressão ou ansiedade) (RP=1,88; IC95% 1,49-2,37), dormir menos de 7 horas/dia (RP=1,96; IC95%1,49-2,58), ter hipertensão arterial (RP=1,67; IC95% 1,37-2,03) e insegurança alimentar leve (RP=1,70;IC95%1,23-2,35). Na análise estratificada considerando as pessoas com insegurança alimentar, maiores probabilidades de baixa percepção da qualidade de vida foram associadas ao sexo feminino, ser idoso (a), domicílios com mais de 6 moradores, beber água não tratada, ser sedentário, dormir menos de 7 horas/dia, ter diabetes e excesso de peso (p<0,05). Referir problemas emocionais foi a variável mais frequente associada à uma menor qualidade de vida, apresentando maior probabilidade nos domínios físico (RP=1,53; IC95%1,10-2,14), psicológico (RP=1,62; IC95%1,13-2,34) e relações sociais (RP=1,91; IC95%1,39-2,63). Além de condições relacionadas às iniquidades sociais e de saúde física, a qualidade de vida mostrou-se afetada por condições relacionadas à saúde mental, tanto na população em geral como nas pessoas com insegurança alimentar. Ações governamentais devem ser repensadas para não apenas combater iniquidades e promover estilos de vida saudáveis, mas direcionar esforços na promoção da saúde mental da população.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2149611 - CLELIA DE OLIVEIRA LYRA
Interno - 3926907 - DYEGO LEANDRO BEZERRA DE SOUZA
Externo à Instituição - RODRIGO PINHEIRO DE TOLEDO VIANNA - UFPB
Notícia cadastrada em: 24/06/2020 09:59
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