Banca de DEFESA: CÁSSIO LÁZARO SILVA INÁCIO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CÁSSIO LÁZARO SILVA INÁCIO
DATA : 31/08/2021
HORA: 14:30
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

MOSQUITOS VETORES (DIPTERA: CULICIDAE) DO SEMIÁRIDO BRASILEIRO: FATORES BIOECOLÓGICOS, SOCIOAMBIENTAIS E EPIDEMIOLÓGICOS


PALAVRAS-CHAVES:

Culicidae; floresta tropical sazonalmente seca; relações ecológicas; Aedes aegypti; Haemagogus.


PÁGINAS: 215
RESUMO:

Os mosquitos são insetos presentes em todo o planeta. Atualmente são conhecidas cerca de 3.578 espécies. No Brasil, são relatadas cerca de 530 espécies de mosquitos, dentre estas, algumas são consideradas vetores de patógenos causadores de doenças. Estima-se que na Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, ocorrem cerca de 80 espécies. No estado brasileiro do Rio Grande do Norte já foram registradas 76 espécies. Os mosquitos são insetos holometabólicos, ou seja, possuem metamorfose completa, passando pelos estágios de ovo, larva, pupa e adultos. Os imaturos habitam o ambiente aquático e seus criadouros são diversos, podem ser naturais ou artificiais, temporários ou permanentes. Os adultos apresentam vida livre fora da água e são os responsáveis pela reprodução; se alimentam de carboidratos de origem vegetal, no entanto, somente as fêmeas são adaptadas para também se alimentar de sangue. Essa alimentação sanguínea acaba propiciando a infecção e transmissão de agentes patogênicos. O Rio Grande do Norte vem sofrendo ao longo dos anos com epidemias de Dengue, Zika e Chikungunya, doenças cujo principal vetor é o Aedes aegypti. Os estudos sobre a fauna de mosquitos no estado ainda são escassos, necessitando assim de mais pesquisas para uma melhor compreensão das relações destes insetos na transmissão de patógenos e com o meio ambiente. Neste sentido, o presente trabalho buscou inventariar a fauna de culicídeos no município de Currais Novos em área urbana e natural preservada. No meio urbano, foi realizado o monitoramento mensal da população de Aedes aegypti com a utilização de ovitrampas. As armadilhas foram instaladas semanalmente no intradomicílio, equidistantes cerca de 300m e substituídas a cada sete dias. Foram calculados os índices Índice de Positividade de Ovitrampas (IPO), Índice de Densidade de Ovos (IDO), Índice da Média de Ovos (IMO) para cada período estudado, os quais são importantes para o entendimento da dinâmica populacional e período reprodutivo de mosquitos. Um total de 92.340 ovos foram coletados durante o estudo, entre maio de 2018 e março de 2020. O índice de positividade de ovitrampas apresentou correlação positiva com as chuvas. A pesquisa viral em insetos adultos oriundos dos ovos coletados, revelou um possível novo vírus específico de insetos, por métodos de inferência filogenética: Máxima Verossimilhança, Máxima Parcimônia e Neighbor-Joining. Em ambiente de mata, ovos, larvas, pupas e adultos foram investigados. As coletas de ovos ocorreram por meio de ovitrampas. Os imaturos, por busca ativa em criadouros naturais e os insetos adultos com armadilha Shannon. Todas as coletas ocorreram uma vez por mês, na área preservada no período de abril de 2017 a março de 2020 no Cânion dos Apertados em Currais Novos. Um total de 15 táxons foram encontrados, sendo 14 de imaturos e 13 de mosquitos adultos. A correlação dos insetos com as variáveis climáticas locais foi constatada, tendo a temperatura como componente climático preponderante. Para os imaturos foram registrados 14 tipos de criadouros naturais. O trabalho resultou em 2.342 mosquitos adultos coletados entre as 17h-20h. Haemagogus spegazzinii foi a única espécie silvestre encontrada naturalmente infectada por arbovírus, o vírus dengue tipo 2. O ciclo dessa espécie dura em torno de 14 dias, da eclosão até a fase adulta. Os ovos de mosquitos dessa espécie podem resistir à dessecação por 380 dias, e os adultos da espécie apresentaram 4 morfotipos. Desse modo, o presente trabalho acrescenta novas informações sobre os mosquitos da caatinga e contribui para o entendimento de sua biologia e estratégias de sobrevivência no semiárido em meio urbano e natural. Neste aspecto, o monitoramento das populações de mosquitos pode auxiliar em políticas públicas para o controle e combate destes insetos a partir do conhecimento sobre os nichos, bioecologia, frequência, abundância e sazonalidade dos mosquitos.


MEMBROS DA BANCA:
Externa ao Programa - 1549705 - ADRIANA FERREIRA UCHOA
Interna - 1279472 - ELIANE MARINHO SORIANO
Presidente - 350500 - MARIA DE FATIMA FREIRE DE MELO XIMENES
Externa à Instituição - MARÍLIA GABRIELA DOS SANTOS CAVALCANTI - UFPB
Externa à Instituição - PATRICIA BATISTA BARRA MEDEIROS BARBOSA - UERN
Notícia cadastrada em: 24/08/2021 09:14
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