Banca de DEFESA: MARCELO LUÍS DE AMORIM SOUZA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARCELO LUÍS DE AMORIM SOUZA
DATA : 19/11/2018
HORA: 08:00
LOCAL: Auditório do CCET
TÍTULO:

A DENGUE NO NORDESTE DO BRASIL: UMA ANÁLISE DA EVOLUÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL E INFLUÊNCIA DAS VARIÁVEIS CLIMÁTICAS E SOCIOSSANITÁRIAS


PALAVRAS-CHAVES:

saúde pública, doenças endêmicas, clima tropical, fatores socioeconômicos, Grade of Membership (GoM)



PÁGINAS: 128
RESUMO:

A dengue é uma das principais doenças humanas transmitidas pelos mosquitos e tem gerado impactos social e econômico ao Brasil e, particularmente, à saúde humana. O Nordeste do Brasil (NEB) tem vivenciado sucessivos surtos epidêmicos da doença. Objetivou-se estimar as taxas de incidência de dengue para os municípios do NEB, utilizando-se o Método Bayesiano Empírico, e identificar hotspots da dengue, considerando as regiões pluviometricamente homogêneas do NEB.  Pretendeu-se, também, estimar o Risco Relativo de taxas epidêmicas de incidência da dengue segundo a classificação do Índice de Infestação Predial (IIP). E, por fim, objetivou-se, ainda, estimar perfis e identificar tipologias de vulnerabilidade climática e sociossanitária à infestação larvária por Aedes aegypti e à incidência da dengue nos municípios do NEB. Os dados foram do Ministério da Saúde, IBGE, PNUD. O período de análise dos dados foi de 2001 a 2015. Os métodos utilizados foram: Bayesiano Empírico, Índice Global Moran, Risco Relativo, Grade of Membership (GoM) e os testes: t de Student para amostras pareadas, Pearson e Kruskal-Wallis. Os resultados mostraram que 66,56% (em 2002), 49,73% (em 2010) e 62,19% (em 2014) dos municípios do NEB registraram taxas pré-epidêmicas (100 <TI<300) ou epidêmicas (TI > 300) de dengue. O Norte e o Sul do Semiárido (NS e SS) estão entre as áreas que apresentaram as maiores taxas de incidência de dengue (TI > 300). Em 2014, a maioria dos municípios (473) que realizaram o LIRAa/IIP estava em situação de Alerta (1,00<IIP<3,99) ou de Risco (IIP>4,00). Constatou-se associação entre a classificação do IIP e da taxa de incidência (valor-p<0,001), indicando Risco Relativo de dengue 1,20 vezes maior (IC 95%: 0,97 – 1,48; valor – p: 0,0803) em municípios com IIP em situação de Alerta e 1,81 vezes maior (IC 95%: 1,43 – 2,29; valor – p< 0,001) naqueles com IIP em situação de Risco, quando comparados àqueles com IIP satisfatório. Constatou-se, a partir da utilização do GoM, que 66,3% dos municípios nordestinos apresentaram “Alta” ou “Intermediária” vulnerabilidade climática e sociossanitária à infestação larvária por Aedes aegypti e à incidência da dengue. As áreas classificadas como “Alta” vulnerabilidade apresentaram as piores condições sociossanitárias e elevada precipitação anual. Estas localizam-se, principalmente, no Maranhão (exceto o Sudoeste) e dispersas áreas do Piauí. Contatou-se, também, que as áreas de “Baixa” vulnerabilidade estão, principalmente, na região litorânea (exceto no Maranhão e Piauí). Os resultados apontaram implicações significativas na identificação de áreas com tendências de epidemia de risco de dengue numa das regiões do Brasil mais vulneráveis às variabilidades climáticas.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1752417 - CLAUDIO MOISES SANTOS E SILVA
Externo à Instituição - JORIO BEZERRA CABRAL JUNIOR - UFAL
Externo à Instituição - KENYA VALERIA MICAELA DE SOUZA NORONHA - UFMG
Presidente - 1346630 - LARA DE MELO BARBOSA ANDRADE
Interno - 792.031.834-34 - MARIA HELENA CONSTANTINO SPYRIDES - UFRN
Notícia cadastrada em: 08/11/2018 16:39
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