Banca de DEFESA: RAFAEL VICTOR DE MELO SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RAFAEL VICTOR DE MELO SILVA
DATA : 02/03/2017
HORA: 08:00
LOCAL: Setor II - Sala I3
TÍTULO:

SENSORIAMENTO REMOTO E ANALISE DE CONTEÚDO NO ESTUDO DA OCUPAÇÃO HUMANA, DADOS DE PRECIPITAÇÃO E MORFODINÂMICA COSTEIRA NA PRAIA DE PONTA NEGRA, NATAL/RN.


PALAVRAS-CHAVES:

Eventos meteorológicos; análise espaço-temporal. Erosão costeira; Praia de Ponta Negra; sensoriamento remoto.


PÁGINAS: 60
RESUMO:

O homem sempre buscou instalar sua infraestrutura de ocupação, defesa e sobrevivência ainda mais perto e focado nas Zonas Costeiras. Nesta perspectiva, o crescimento dos grandes centros urbanos tem sido associado a esta porção geográfica do espaço. A Praia de Ponta Negra, localizada no sul da cidade de Natal (RN), ilustra bem o processo praticado pelo homem de ocupação das terras, através da exploração de recursos naturais, impondo mudanças na paisagem com o desmatamento, a prática de cortes e aterros para urbanização, especulação do preço da terra e da instalação de numerosas atividades econômicas ao longo da praia. A implementação de políticas públicas praticamente exclusivas no turismo tem também impactos ambientais significativos nas áreas costeiras. A dinâmica da ocupação de Ponta Negra causou condições favoráveis ao crescente processo erosivo que emergiu danos físicos ao calçadão de praia da capital do Rio Grande do Norte. A pesquisa teve o objetivo geral de construir uma análise Integrada da Zona costeira da praia de Ponta Negra, Natal/RN. Também foram definidos dois objetivos específicos: o primeiro é construir um perfil da ocupação humana e eventos costeiros (Maré, Precipitação, ventos) ao longo de 44 anos, e o segundo foi identificar as modificações morfológicas da praia no período de 1969 a 2016. Para construção do perfil, o banco de dados foi extraído do acervo jornalístico da Tribuna do Norte no período de 1950 a 2016 e posteriormente relacionados ao comportamento da precipitação (Estação Meteorológica da UFRN- INMET) deste mesmo período. Os valores de volume sedimentar do perfil morfológico foram coletados in loco no período de 12 meses (2012/2013). Na identificação das feições pretéritas, foram usadas fotografias aéreas de 1969 do Serviço Aéreo Cruzeiro do Sul, e as atuais foram exportadas do software Google Earth PRO. Metodologicamente, foi necessário o uso do sensoriamento remoto, processamento digital de imagens em SIG e da análise de conteúdo, aplicando ainda à estatística nos diversos dados e correlações. O processo de avaliação das feições costeiras resultou que em 1969 a mancha urbana representava 16,4% de área do recorte espacial total e em 2016 mais de 60%. Isso afirma a hipótese que a destruição das feições de proteção do ambiente potencializou o processo erosivo. As demais classes apresentaram diminuição de área, ao contrário da mancha urbana. Na classe vegetação ocorre diminuição de 37,2% para 13,6% e essa composição é responsável pela fixação dos sedimentos inconsolidados. Da década de 50 a 2016 há um aumento no número de registros encontrados e esse aumento significativo é notado na mudança da década de 60 para 70, nas quais, respectivamente tiveram 1270 e 4903. Ao final dos 44 anos analisado somam-se 15.484 notificações. A precipitação representou 50% dos eventos noticiados pelo jornal mencionado acima, e isso reforça a atenção dada a essa variável e a associação de eventos costeiros. O resultado do monitoramento da erosão no perfil praial e a precipitação mensal acumulada traz uma correlação negativa.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1249023 - SEBASTIAO MILTON PINHEIRO DA SILVA
Interno - 1346630 - LARA DE MELO BARBOSA ANDRADE
Externo ao Programa - 052.591.594-03 - PRISCILLA TELES DE OLIVEIRA - UFRN
Externo à Instituição - JACIMÁRIA FONSECA DE MEDEIROS - UERN
Notícia cadastrada em: 21/02/2017 14:25
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