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Banca de DEFESA: INGRID ELAINE RODRIGUES DOMINGOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : INGRID ELAINE RODRIGUES DOMINGOS
DATA : 28/02/2024
HORA: 13:30
LOCAL: Google meet
TÍTULO:

Salinização causa rápida evolução da tolerância e menor tamanho celular em uma cianobactéria formadora de florações


PALAVRAS-CHAVES:

Salinização; Microcystis; Adaptação; Crescimento; Tamanho celular;


PÁGINAS: 36
RESUMO:

As mudanças globais atuam como forças seletivas responsáveis por induzir a adaptação genotípica (evolução) das espécies em um curto período temporal, porém com limitadas informações sobre os efeitos ecológicos subsequentes. A salinização, como fator de estresse aos ecossistemas de água doce, não apenas representa uma ameaça à biodiversidade e às principais funções e serviços ecossistêmicos, mas também exerce pressão seletiva sobre as espécies. No entanto, a forma como as espécies se adaptam localmente à salinização, através dos processos microevolutivos, é pouco compreendida. Assim, investigamos a capacidade de adaptação genotípica da cianobactéria Microcystis aeruginosa, uma das principais formadoras de florações com distribuição global, diante do  aumento da salinidade, e as mudanças no crescimento e morfologia. Para isso, montamos um experimento de Common Garden com 4 cepas de Microcystis produtoras de toxinas. Previamente ao  Common Garden, todas as cepas foram divididas em 3 populações (réplicas) e expostas a 2 tratamentos: adição  de  NaCl (1.5 g/L) e o controle (0 g/L de NaCl) por um período de 6 a 8 meses, resultando em mais de 100 gerações. Após esse período, cada população foi exposta aos tratamentos de 0, 1.5, 3 e 5 g/L de NaCl com 3 réplicas cada em um projeto de Common Garden por mais 7 gerações para promover a remoção dos efeitos de adaptação fenotípica e epigenética. Após essa etapa, as características morfológicas e de crescimento foram medidas. Para testar como as concentrações de salinidade e o fator de adaptação afetam o crescimento e a morfologia de Microcystis, utilizamos Modelos Lineares Generalizados. As populações expostas a concentração de 1.5 g/L na etapa de seleção (adaptadas) apresentaram maiores taxas de crescimento em comparação às expostas ao controle (não adaptadas) e cresceram em todos os tratamentos de salinização, indicando um aumento da tolerância ao sal impulsionada pela seleção na variação genética. A seleção também resultou em células com tamanho menor para todas as cepas. Duas cepas, originalmente crescendo em células individuais, produziram colônias em salinidades mais altas. A formação de colônias, bem como seu tamanho, foram maiores nas populações não adaptadas, indicando que as populações adaptadas provavelmente não precisam investir na formação de colônias para sobreviver. Os resultados demonstram que a adaptação a concentrações relativamente baixas (1.5 g/L) de sal também permite tolerância a salinidades mais elevadas (>3 g/L). Mostramos, pela primeira vez, a rápida adaptação evolutiva de um produtor primário aquático comum à salinização da água doce ao longo do tempo ecológico, com efeitos em traços-chave como o tamanho celular. É provável que tal adaptação ocorra em outras espécies de cianobactérias e fitoplanctônicas na natureza onde ocorra a salinização, com consequências nas funções e serviços dos ecossistemas ainda desconhecidos. Nossos resultados justificam uma visão mais ampla das implicações eco-evolutivas da seleção impulsionada pela salinização em ecossistemas aquáticos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1103317 - KEMAL ALI GER
Externa à Instituição - SANDRA MARIA FELICIANO DE OLIVEIRA E AZEVEDO
Interna - 1764855 - VANESSA BECKER
Notícia cadastrada em: 18/02/2024 21:51
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