PGE/CB PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA CENTRO DE BIOCIÊNCIAS Telefone/Ramal: (33) 4222-34/401 https://posgraduacao.ufrn.br/pge

Banca de DEFESA: KELLY YUMI INAGAKI

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : KELLY YUMI INAGAKI
DATA : 08/03/2024
HORA: 13:30
LOCAL: Sala de Reuniões DECOL/UFRN e Youtube (https://www.youtube.com/live/zGx2XHdulig?si=tBrE5bBiK-dtPO8f)
TÍTULO:

DIFERENTES PERSPECTIVAS DAS INTERAÇÕES ECOLÓGICAS ENTRE CORAIS, ALGAS E HERBÍVOROS


PALAVRAS-CHAVES:

Siderastrea stellataPorites astreoidesMillepora alcicornisDictyopteris delicatulaEchinometra lucunterAplysia spAmpithoe marcuzziipalatabilidade de algasenriquecimento por ferromudanças climáticas


PÁGINAS: 94
RESUMO:

Interações ecológicas envolvem todos os organismos e ecossistemas que conhecemos.  Em ambientes recifais, corais e algas são importantes organismos que interagem entre  si de maneiras positivas, negativas, ou neutras, e tem suas interações influenciadas por  efeitos top-down (mediados pelo consumidor) e bottom-up (mediados pelo produtor).  

Os recifes e suas complexas interações estão sob ameaça de impactos locais e das  mudanças climáticas globais, que podem alterar os padrões e resultados essas  interações. Nesta tese, exploramos as interações ecológicas entre corais, algas e  herbívoros sob diferentes perspectivas. No Capítulo I, fizemos uma revisão sistemática  compreendendo os últimos 20 anos de estudos (2001-2020) e investigamos: i) onde  essas interações têm sido mais exploradas globalmente; ii) quais os principais organismos envolvidos; iii) os resultados mais frequentes dessas interações; iv) os  efeitos dos herbívoros sobre as interações; e v) os efeitos das mudanças climáticas  sobre as interações. Observamos que: (i) as regiões do Pacífico e Caribe concentram  86% das interações estudadas; ii) os principais grupos envolvidos são corais massivos e  ramificados e macroalgas e turf, com algumas variações entre as regiões; iii) corais  adultos são majoritariamente prejudicados pelas algas sofrendo danos subletais  enquanto corais juvenis podem ser beneficiados e prejudicados particularmente  através do recrutamento; iv) a maior parte dos estudos avalia efeitos de herbivoria  sobre interações coral-alga de forma indireta (e.g. correlação de abundâncias), com  poucos esforços experimentais; e v) os efeitos das mudanças climáticas foram  explorados em apenas 10% dos estudos, afetando negativamente o recrutamento de  corais ou causando efeitos subletais, além de reduzir a abundância de algas. No  Capítulo II, exploramos as interações coral-alga-herbívoro em um recife tropical no  Brasil, buscando entender: i) a relação de suas abundâncias históricas; ii) a frequência  atual de interações coral-alga; iii) o resultado dessas interações para corais e algas; iv)  como o aquecimento poderá influenciar essas interações; e v) se diferentes herbívoros aquecimento. Observamos que i) a cobertura bentônica se manteve estável na última  década, refletindo registros ainda mais antigos, com dominância de algas (60%) e baixa  cobertura de corais (5.6%), um cenário que não parece ter relação com a biomassa  local de peixes herbívoros; ii) as interações coral-alga são frequentes e 96% delas  envolvem o coral Siderastrea stellata interagindo principalmente com algas turf; iii) a  maior parte dessas interações leva a uma diminuição da eficiência fotossintética de  corais, porém a vulnerabilidade varia entre espécies de corais; iv) interações coral alga em cenários de aquecimento continua igualmente prejudicial aos corais quando  comparadas às interações em temperatura atual, com variações entre espécies; v) a  macroalga dominante é pouco consumida por diferentes herbívoros, independente da  temperatura, indicando pouco efeito sobe interações coral-alga. No Capítulo III,  exploramos os efeitos do enriquecimento por ferro sobre a palatabilidade das algas,  avaliando diferentes concentrações (controle, 100 µg/L, 300 µg/L, 900 µg/L) em três  tempos de exposição (dias 0, 13/14 e 26/27), e vimos que diferentes concentrações de  ferro não afetam a palatabilidade das algas, mas observamos um consumo maior no  tempo de exposição médio, provavelmente pelo balanço entre defesa química e  integridade da alga. Dessa forma, exploramos as interações coral-alga-herbívoros,  evidenciando alguns padrões globais e descrevendo padrões regionais que desafiam  paradigmas vigentes na ecologia de que a herbivoria é o principal fator na mediação  das interações coral-alga.

 



MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CARLOS EDUARDO LEITE FERREIRA - UFF
Presidente - 2319234 - GUILHERME ORTIGARA LONGO
Externa à Instituição - MARINA NASRI SISSINI - UFF
Externa à Instituição - NATÁLIA CARVALHO ROOS - UFSB
Externo à Instituição - THIAGO COSTA MENDES - UFF
Notícia cadastrada em: 16/02/2024 17:04
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