Banca de DEFESA: DANIELE OLIVEIRA SOUZA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DANIELE OLIVEIRA SOUZA
DATA : 11/03/2021
HORA: 13:30
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:
Efeito do óleo essencial da Lippia alba sobre a neuropatia causada por constrição do nervo ciático de ratos

PALAVRAS-CHAVES:
Lippia alba, nervo ciático, lesão neuronal, potencial de ação composto.

PÁGINAS: 92
RESUMO:
As lesões dos nervos periféricos constituem um problema de saúde pública. Os déficits motores, sensoriais, autonômicos e o desenvolvimento de Dor Neuropática (DN), decorrentes das lesões dos nervos periféricos, podem comprometer a qualidade de vida dos pacientes. Após a lesão nervosa ocorre estresse oxidativo e liberação de citocinas inflamatórias e mediadores alogênicos que induzem a DN. A ocorrência destes problemas instiga a busca na natureza por compostos para a manipulação de novas drogas. A Lippia alba é uma planta medicinal cujo óleo foliar essencial apresenta atividade biológica no Sistema Nervoso Periférico (SNP). O objetivo deste estudo é avaliar o efeito do tratamento com o óleo essencial da Lippia alba (OELa) sobre a neuropatia periférica causada pela Constrição Crônica do Nervo Ciático (CCNC) de ratos. Foram utilizados 30 ratos Rattus novergicus (Wistar), de ambos os sexos, com massa corpórea variando entre 200-250 g. Os animais foram divididos nos grupos experimentais: Controle tratado veículo (CON), controle tratado com OELa 100 mg/Kg, p.o. (CON + OELa), grupo submetido a CCNC tratado com solução veículo (CCNC) e grupo submetido a CCNC tratado com OELa 100 mg/Kg (CCNC + OELa). O tratamento foi administrado 30 minutos antes da realização da CCNC no nervo ciático direito do animal e durante 14 dias seguidos. Realizou-se o teste de hipersensibilidade à dor, através do teste de von Frey e placa quente, 24 horas antes da indução da CCNC (dia 0), e nos dias 5, 7, 9 e 14 após a CCNC. No 14º dia após CCNC os animais foram eutanasiados. Em seguida realizada a dissecação do nervo ciático direito e esquerdo para análise do registro extracelular do Potencial de Ação Composto (PAC). Os parâmetros avaliados do PAC foram: Amplitude Pico-a-Pico (APP), cronaxia, reobase, amplitude positiva, velocidade de condução e duração da 1ª e 2ª componentes do PAC. A análise fitoquímica do OELa identificou uma variação quantitativa de substâncias, cujo composto majoritário foi o citral (geranial com 42,59% e neral com 28,21%). A avaliação da sensibilidade mecânica apresentou no CON uma média de 20,87g no limiar de reação ao estímulo. No grupo CCNC observou-se um aumento de 72,4% neste limiar no 5º dia de avaliação em relação ao CON, seguido por uma redução “sustentada” a partir do 7º dia de avaliação, em 54,65%, 59,34%, 58,8% nos dias 7, 9 e 14 de avaliação, respectivamente em relação ao CON, caracterizando hiperalgesia mecânica. O grupo CCNC+OELa, aumentou o limiar ao estímulo mecânico em 116,79%, 145,4% , 54,56% e 62% nos dias de avaliação 5, 7, 9 e 14, respectivamente em relação ao CON. No grupo CON+OELa também apresentou aumento em 141,2% a partir do 5º de avaliação, mostrando maior resposta no 7º dia de avaliação, apresentando um aumento de 260%. Não houve diferença significativa na sensibilidade do estímulo térmico em ratos submetidos à CCNC e grupo CON. No entanto, no grupo CON+OELa houve aumento de 56,25% do limiar ao estímulo no 7º dia de avaliação, comparado ao CON. Nos demais grupos experimentais não houve diferença significativa. A CCNC provocou alterações eletrofisiológicas em todos os parâmetros avaliados. A excitabilidade do nervo ciático no grupo CCNC (média: 2,5±0,14V) aumentou em 27,53%, ao reduzir a reobase, comparado ao CON (média:3,38±0,17V). Enquanto, o valor da cronaxia aumentou 54,89% no grupo CCNC (76,67±7,4μs) em relação ao CON (49,5±0,34μs). No grupo CCNC+OELa (3,6±0,05V), a reobase aumentou em 39,5%, em relação ao grupo CCNC, a cronaxia (59,7±1,12 μs) neste grupo não alterou. A reobase no grupo CON +OELa (4,14±0,18V) diferiu em 16,5% em relação ao CON. No grupo NE CCNC (3,15±0,25V) a reobase não foi alterada. A cronaxia para os grupos CON+OELa (68,5±2,7μs) e NE CCNC (65,2±5,7μs) não diferiu do CON. A APP no grupo CCNC (6,69 ± 0,89 mV) reduziu 51,62% em relação ao CON (13,85 ± 0,11mV). Quando foi associada ao tratamento com OELa (CCNC+OELa) a redução da APP foi de 73%, com média de 3,734 ± 0,31mV. O grupo CON+OELa (6,25 ± 1,25mV) reduziu a APP em 54,8% comparado ao CON. A amplitude positiva da primeira componente no grupo CCNC (3,982±0,61mV) reduziu 52,53% em relação ao CON (8,391±0,27mV). No grupo CCNC+OELa (2,132±0,22mV) reduziu 74,59%. O grupo CON+OELa também mostrou redução de 57%, com média de 3,6±0,51 mV. A segunda componente não foi registrada no grupo CCNC. Entretanto, esta foi preservada quando a CCNC foi associada ao tratamento com OELa (CCNC+OELa), apresentando média de 0,3±0,03mV, e diminuição da amplitude em 88,14% em relação ao CON (2,534±0,22 mV). O grupo CON+OELa também diminuiu amplitude da segunda componente em 34,78%, com média de 1,65 ± 0,14 mV, n=8, em relação ao CON. O grupo NE CCNC (2,24 ± 010mV) não mostrou alteração comparado ao CON. Quanto à velocidade de condução do PAC, o grupo CCNC (69,47±9,65m/s) mostrou redução de 44,73% na primeira componente do PAC, comparado ao CON (125,7 ± 13,97 m/s). O tratamento com OELa (CCNC + OELa, média:141,0±9,64m/s) reverteu esta diminuição em 102,96%, comparado ao grupo CCNC. Os demais grupos experimentais não mostraram diferença estatística, apresentando as seguintes médias: CON+OELa: 92,36±5,28m/s; NE CCNC: 112,1±14,45m/s. Na segunda componente do PAC, a velocidade de condução não foi alterada nos grupos CCNC+OELa (37,27 ± 1,80 m/s) e CON+OELa (36,38 ± 2,98 m/s) em comparação ao CON (44,27± 3,451m/s). A duração da primeira componente do PAC aumentou 45,21% no grupo submetido à CCNC (0,334 ± 0,04m/s), em relação ao CON (0,23 ± 0,014m/s). Os demais grupos não apresentaram diferença significativa comparado ao CON. Quanto à duração da segunda componente do PAC, no grupo CCNC não foi possível avaliar, haja visto não registrada. Nos demais grupos experimentais não houve diferença estatística em relação ao CON. Os dados comportamentais de avaliação da sensibilidade e eletrofisiológicos do PAC mostram que estão em consonância, sugerindo um efeito anestésico do OELa. Visto que na avaliação da sensibilidade houve aumento do tempo de resposta ao estímulo e aumento da reobase nos grupos que receberam tratamento com OELa, enquanto no grupo CCNC estes parâmetros diminuiram. Entretanto, no grupo CCNC a cronaxia foi aumentada, possivelmente relacionada a mudanças nas propriedades passivas da membrana, decorrente da CCNC. É importante ressaltar que não houve alteraçao da cronaxia nos grupos tratados com OELa, sugerindo um efeito neuroprotetor do OELa mediante lesão neuronal, provavelmente devido sua atividade antioxidante. Outra evidencia do efeito neuroprotetor do OELa é a preservação das fibras da segunda componente do PAC no grupo CCNC+OELa, tendo em vista que no grupo CCNC não se obteve registro desta. Este é um dado importante, pois, provavelmente esse fenômeno esteja relacionado à redução da neuroinflamação e dano neuronal.

MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - FRANCISCO WALBER FERREIRA DA SILVA - UVA
Presidente - 4363493 - EXPEDITO SILVA DO NASCIMENTO JUNIOR
Externo ao Programa - 1076490 - FERNANDO VAGNER LOBO LADD
Externo à Instituição - JOSÉ HENRIQUE LEAL CARDOSO - UECE
Externa ao Programa - 1733434 - RENATA FIGUEIREDO ANOMAL
Notícia cadastrada em: 01/03/2021 23:37
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