Banca de DEFESA: JENIFFER DA CAMARA MEDEIROS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JENIFFER DA CAMARA MEDEIROS
DATA : 31/08/2017
HORA: 08:30
LOCAL: Sala de Aula do PPg em Bioquímica
TÍTULO:

Comunicação acústica em Neoponera villosa (Hymenoptera, Formicidae, Ponerinae)


PALAVRAS-CHAVES:

Bioacústica; estridulação; percussão; insetos sociais; formigas; castas.


PÁGINAS: 78
RESUMO:

Sinais acústicos e vibratórios são utilizados por várias espécies de formigas em interações intra e interespecíficas, apesar de serem pouco estudados. Entre as modalidades de produção de sinais vibroacústicos estão a estridulação e a percussão. Estes sinais podem transmitir mensagens de alarme, distresse, recrutamento, ataque, ativação da colônia, pistas para o provisionamento de larvas, avaliação de recursos alimentares e não receptividade das fêmeas. Tendo isso em vista, este estudo teve como objetivo investigar a utilização de sinais acústicos na espécie Neoponera villosa (Hymenoptera, Formicidae, Ponerinae), caracterizando a estridulação de operárias, gynes e machos, analisando a resposta de colônias de N. villosa diante da estridulação de coespecíficos e avaliando a resposta acústica das colônias à perturbação do ninho. Os resultados mostraram que os sinais estridulatórios de operárias de N. villosa são compostos majoritariamente por sequências monossibálicas de chilros, sendo um chilro composto por uma única sequência de pulsos. Entretanto, a maior parte dos chilros das castas reprodutivas apresentaram uma sequência de pulsos de baixa amplitude antecedendo a sequência de pulsos principal, sendo, dessa forma, constituídos por duas sub-unidades e caracterizando-se como chilros dissilábicos. Os sinais estridulatórios apresentaram ainda diferenças significativas entre as castas quanto ao intervalo entre chilros, número de pulsos por chilro, intervalo entre pulsos e taxa de emissão de pulsos. Expostas à estridulação de operárias, as colônias de N. villosa responderam à emissão de sinais estridulatórios com mudança do padrão comportamental apenas quando estes sinais acústicos eram produzidos por companheiras de ninho. No contexto de perturbação do ninho, as colônias de N. villosa não responderam com emissão de sinais estridulatórios, mas sim com emissão de sinais acústicos produzidos através de percussão.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1678338 - ADRIAN ANTONIO GARDA
Presidente - 1149552 - ARRILTON ARAUJO DE SOUZA
Externo à Instituição - MICHAEL HRNCIR - UFERSA
Externo à Instituição - NICOLAS GÉRARD CHÂLINE - USP
Externo à Instituição - RONARA DE SOUZA FERREIRA CHÂLINE - UFES
Notícia cadastrada em: 30/08/2017 10:07
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