Banca de DEFESA: DANIEL DE ALMEIDA MORATORI

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DANIEL DE ALMEIDA MORATORI
DATA : 28/05/2024
HORA: 10:00
LOCAL: Formato híbrido
TÍTULO:

“Uma cidade condenada aos sofrimentos”: os Mecanismos Legais Urbanísticos no processo de regulação e controle sanitário em Juiz de Fora/MG (1887-1942)


PALAVRAS-CHAVES:

Sanitarismo; Ator ambiental; Envirotech; História Ambiental Urbana; Geografia Histórica Urbana.


PÁGINAS: 465
RESUMO:

A intensificação dos problemas sanitários e ambientais em Juiz de Fora/MG, no final do séc. XIX e nas primeiras décadas do séc. XX, advinha principalmente de sua expansão física demográfica acelerada, fortes precipitações pluviométricas e inundações, o que fomentou debates pertinentes e as ações mitigadoras sobre ela.  Como o principal centro econômico do sudeste de Minas Gerais (Zona da Mata), uma confluência de fatores propiciou a concretização do ideário das elites, rompendo com seu passado e potencializando o caráter inovador frente a outros municípios brasileiros. Em um contexto jurídico para normatização, Juiz de Fora se muniu de instrumentos para regular e disciplinar seu espaço em mudança. Ao ter por base os preceitos higienistas/sanitaristas incorporados, os Mecanismos Legais Urbanísticos defrontaram a modernização da cidade e os entraves ambientais. O rio Paraibuna, elemento fundamental para a escolha do posicionamento de Juiz de Fora e delineamento de seu eixo de expansão, se tornou um ator preponderante e um canalizador das discussões, propostas e ações que colocaram a salubridade urbana em pauta.  Assim, as articulações para institucionalização da questão sanitária, os planos urbanísticos e as intervenções pontuais fomentaram a ideia de planejamento urbano na cidade. Diante do exposto, buscou-se compreender a atuação do movimento higienista/sanitarista na conformação dos padrões físico-espaciais por meio da análise do corpo de medidas legais e ações específicas para sanear o espaço urbano e modificar o ambiente natural entre 1887 a 1942, proporcionando aportes ao campo da História Ambiental Urbana e da Geografia Histórica Urbana. Foram utilizados os pressupostos teórico-metodológicos do “Envirotech” para analisar como a natureza, as estruturas políticas e as infraestruturas técnicas que se entrelaçam na conformação da cidade. Tem-se como fonte empírica o levantamento documental, abrangendo diversos jornais, boletins médicos, planos urbanos, representações gráficas e textos legislativos/normativos. Os resultados da pesquisa possibilitaram comprovar a tese que rio Paraibuna, transformou-se em um eixo central para o desenvolvimento de estratégias que visam não apenas controlar seus efeitos adversos da insalubridade, mas também aproveitar suas características naturais de maneira eficiente para maximizar os sistemas tecno-ambientais existentes. As inundações recorrentes do rio Paraibuna, ao invés de meramente representarem uma ameaça, transformaram-se em um impulso para a revisão e aprimoramento das políticas de saúde pública, planejamento e expansão de Juiz de Fora.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 347654 - ANGELA LUCIA DE ARAUJO FERREIRA
Interno - 1149450 - RUBENILSON BRASAO TEIXEIRA
Externa ao Programa - 2567112 - ANNA RACHEL BARACHO EDUARDO JULIANELLI - UFRNExterno à Instituição - KLAUS CHAVES ALBERTO - UFJF
Externo à Instituição - PEDRO ALBERTO NOVO LÓPEZ - UPV/EHU
Externo à Instituição - YURI SIMONINI SOUZA - UNI-RN
Notícia cadastrada em: 01/05/2024 12:14
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