Banca de DEFESA: DMETRYUS TARGINO MARQUES DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DMETRYUS TARGINO MARQUES DE SOUZA
DATA : 23/06/2022
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 203 - PGTEC
TÍTULO:

MORTE E VIDA DE UM PEQUENO CENTRO HISTÓRICO: O PROCESSO DE “REVITALIZAÇÃO” DO BAIRRO DA CIDADE ALTA, NATAL/RN


PALAVRAS-CHAVES:

Cidade Alta; Direito à Cidade; Cultura; Centros históricos; Henri Lefebvre.


PÁGINAS: 174
RESUMO:

Ao longo do Brasil, uma série de iniciativas advindas da parceria público-privado tem as áreas centrais como alvo de intervenção. Em Natal, o Beco da Lama na Cidade Alta, bairro integrante do núcleo histórico, vem ganhando destaque por vir se tornando um dos principais focos de lazer da cidade, bem como alvo de ações de “revitalização”. Diferentes grupos, coletivos, associações privadas e poder público vêm transformando o espaço público e privado por meio de intervenções efêmeras (festas, festivais, eventos, shows, etc.) e permanentes (projetos e reformas). A partir daí, intensificam-se as representações que se utilizam da ideia de “morte” e “vida” para descrever o status de “abandono” do bairro. Através da aliança entre empresários locais e o poder estatal, as manifestações artísticas e culturais pré-existentes passam por severas restrições que comprometeram sua manutenção. As narrativas que apresentam o centro enquanto espaço “morto” revelam estratégias referentes à tendência ao processo de turistificação dos centros históricos por meio de uma urbanística identitária. Por outro lado, persistem os movimentos e coletivos que atuam no sentido de realizar trocas a partir da relação dos sujeitos com o espaço promovendo a identidade através de práticas cotidianas. O espaço urbano enquanto lócus da disputa entre os diferentes - onde se desvelam os conflitos que aparecem sob a forma da luta pelo espaço - nos remete à ideia de Direito à Cidade de Lefebvre. Compreendendo o espaço enquanto categoria em processo de (re)produção, elaborou-se a pergunta: As recentes apropriações dos espaços públicos do Beco da Lama se caracterizam enquanto exercício do Direito à Cidade ou uma tendência à virada cultural? O trabalho teve como principal objetivo compreender os limites e possibilidades das apropriações dos espaços públicos do Beco da Lama e adjacências considerando o conflito de interesses entre os diferentes agentes atuantes a partir do estudo sobre a relação entre as apropriações dos espaços públicos e o Direito à Cidade. Para identificar as finalidades que orientam as ações dos diferentes grupos atuantes, recorreu-se à ferramenta da entrevista aberta. Uma vez que o bairro é um centro comercial e histórico, contém uma multiplicidade de agentes consolidados historicamente, assim como é palco de insurgências e novas formas de apropriação do espaço público na cidade, quaisquer intervenções podem resultar em imbróglios por se tratar de uma área delicada. O culturalismo de mercado aliado a um urbanismo identitário, orientado por um planejamento que atua no sentido de aferir um “diferencial” para a cidade, fomenta o consumo do lugar através da produção de um lugar de consumo. Por meio do “desvio”, as apropriações que precederam os projetos de revitalização foram capazes de reintroduzir o sentido do espaço público enquanto lócus do encontro e das diferenças, local privilegiado da vida cotidiana e do possível, de trocas que são orientadas também pelo valor de uso.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 347575 - AMADJA HENRIQUE BORGES
Interna - 350489 - RUTH MARIA DA COSTA ATAIDE
Externa à Instituição - LIVIA IZABEL BEZERRA DE MIRANDA - UFCG
Notícia cadastrada em: 27/05/2022 14:59
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