Banca de DEFESA: NILBERTO GOMES DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NILBERTO GOMES DE SOUSA
DATA : 27/04/2022
HORA: 14:30
LOCAL: online
TÍTULO:

NOVA YORK HIPERATIVA

CONGESTÃO, USOS DO SOLO E FORMAS EDIFICADAS EM MANHATTAN


PALAVRAS-CHAVES:

congestão, cidade, arquitetura, vitalidade, hiperatividade, urbanismo paramétrico.


PÁGINAS: 327
RESUMO:

Os grandes centros urbanos se caracterizam por uma crescente complexidade, constantes transformações e por serem, desde o fim até o começo, a caixa de cena de intermináveis disputas. Neles, a extrema concentração de áreas construídas, de modos de vida e de usos e funções heteróclitas em um espaço reduzido demarca o conjunto de singularidades que Koolhaas intitula como “cultura da congestão”. São hercúleos os esforços para explicar a complexa cidade contemporânea, projetar os seus desígnios e/ou reparar as suas chagas. A partir desse cenário, surgem as questões: na situação de congestão dos grandes centros urbanos do capitalismo avançado, quais as características morfológicas e funcionais que favorecem a hiperatividade urbana? E ainda: como, nas situações de congestão dos grandes centros urbanos do capitalismo avançado, os atributos morfológicos e os fluxos se configuram de maneira que nos permitam conceituá-los como áreas urbanas hiperativas? Nossa conjectura é que a alta densidade construída e a mistura de usos do solo e das edificações são os principais atributos morfológicos que produzem a hiperatividade urbana. O objeto de estudo compreende, portanto, a cidade contemporânea representada por Nova York. Admitindo que a congestão (KOOLHAAS, 2008) é uma das condicionantes necessárias à hiperatividade urbana, nos lançamos à compreensão das áreas em situação de congestão de Nova York, intencionando medir sua densidade construída, explorar as relações das situações de congestão com a hiperatividade urbana e esboçar o conceito de hiperatividade urbana. Para tal, quantificamos a densidade física da congestão por meio de quatro índices: o índice de construção, o índice de forma urbana, o índice de ocupação e o índice de espacialidade. Paralelamente, observamos as relações da congestão com a vitalidade urbana, com redes e fluxos, por meio de estudos que utilizam big data e operam uma Datascopia urbana, ou seja, um diligente exame da cidade por meio dos dados, com objetivo de auscultar os batimentos da cidade dos bits e capturar as suas dinâmicas. Observamos igualmente atributos relevantes para a congestão/vitalidade, como uso do solo, traçado, idade das edificações e o número de unidades residenciais, e, por fim, exploramos estudos que investigam os fluxos em Nova York. Reconhecendo na congestão os reflexos das forças que impulsionam o hiperadensamento e da enérgica busca da vitalidade orientada por Jacobs (2000), indagamos se essas poderão levar as áreas urbanas hiperativas à saturação. Como possibilidade de modulação da hiperatividade, com objetivo de evitar a saturação das áreas urbanas hiperativas, propomos uma ferramenta de parametrização de frações urbanas focadas no adensamento construtivo. A Operação Urbana Consorciada Água Branca em São Paulo foi cenário para ensaiar para o ensaio do urbanismo paramétrico. Desse modo, os principais resultados indicam que as situações de congestão configuram áreas urbanas hiperativas e que os Índices de Construção e de Forma Urbana são os atributos morfológicos mais relevantes na sua constituição. A pesquisa também nos permite descrever a morfologia da congestão, relacioná-la aos fluxos existentes, sopesar seus efeitos na constituição de áreas urbanas hiperativas e delinear o conceito de hiperatividade urbana.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 350255 - EDJA BEZERRA FARIA TRIGUEIRO
Externo à Instituição - FLÁVIO ANTONIO MIRANDA DE SOUSA - UFPE
Externo à Instituição - JOÃO CARLOS FERREIRA DE SEIXAS - NOVA
Externo à Instituição - JOÃO CARLOS VASSALO SANTOS CABRAL - ULISBOA
Presidente - 1149528 - MARCIO MORAES VALENCA
Notícia cadastrada em: 25/04/2022 10:06
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