Banca de DEFESA: DÉBORA YOUCHOUBEL PEREIRA DE ARAÚJO LUNA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DÉBORA YOUCHOUBEL PEREIRA DE ARAÚJO LUNA
DATA : 29/06/2021
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de reunião da plataforma Zoom
TÍTULO:

Arquitetura da Violência: um estudo das transformações das frontarias dos lotes no Conjunto Habitacional Neópolis em Natal/RN


PALAVRAS-CHAVES:

Arquitetura da Violência; Violência Urbana; Transformações Urbanas; Natal.


PÁGINAS: 212
RESUMO:

Este estudo demonstra um processo urbano que, ainda que de modo diferenciado, sempre existiu nas cidades, porém, atualmente, tem-se apresentado de forma expressiva nos lugares que sofrem com os problemas da violência urbana. Segundo Dados da Violência, Natal/RN está inserida nesse grupo de cidades em que a criminalidade e a violência aumentam aliados ao crescimento urbano e a falta de políticas públicas eficazes na área da segurança. Nesse processo, o medo e a sensação de insegurança vêm se materializando na arquitetura atual, passando a ser denominada, dentre outros conceitos, como Arquitetura da Violência, um novo padrão funcional e formal que tem “redesenhado” a forma arquitetônica da cidade. O intuito deste trabalho é demonstrar como a arquitetura residencial, tendo como base de análise as frontarias dos lotes residenciais no bairro de Neópolis, foi se constituindo ao longo do tempo, numa tipologia arquitetônica da violência. A escolha do bairro foi realizada em função do crescimento dos índices de criminalidade ligados, especificamente, à categoria Crimes Violentos contra o Patrimônio - CVPAT, ao longo de 10 anos. Dessa forma, para cada frontaria do lote foi preenchido uma ficha sobre as alterações arquitetônicas e as medidas de segurança inseridas (artifícios e aparatos de proteção, tipologia mural e permeabilidade visual), o que permitiu quantificar e qualificar tais dados a partir de um estudo diacrônico entre o ano de 2011 e 2020. O que podemos inferir é que a capital potiguar também está sendo modificada dentro da perspectiva da arquitetura da violência e, consequentemente, a arquitetura residencial, que prioriza a autoproteção em relação aos perigos dos crimes violentos pelas ruas em detrimento do conceito de moradia e sua relação com a cidade produz, assim, um padrão funcional e formal que está de fato crescendo não só em Natal, mas em grande parte das cidades brasileiras que sofrem com a questão da crescente insegurança urbana. A consequência imediata disso é uma população que tem se isolado e que, cada vez mais, produz e reforça um medo “comum” em que a arquitetura se volta, exclusivamente, para trás dos muros repletos de estratégias defensivas, mas que, na prática, tornam um auto confinamento e aprisionamento dos moradores.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2306271 - VERONICA MARIA FERNANDES DE LIMA
Interno - 1720813 - GEORGE ALEXANDRE FERREIRA DANTAS
Externa à Instituição - ANDIARA VALENTINA DE FREITAS E LOPES - UFPE
Notícia cadastrada em: 21/06/2021 17:36
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