Banca de QUALIFICAÇÃO: NICHOLAS SARAIVA MARTINO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NICHOLAS SARAIVA MARTINO
DATA : 31/08/2018
HORA: 10:00
LOCAL: Miniauditório do PPGAU/UFRN
TÍTULO:

A Forma da Sustentabilidade: Avaliando o desempenho de duas Vilas Olímpicas à luz de indicadores espaciais de sustentabilidade.


PALAVRAS-CHAVES:

bairros sustentáveis, morfologia urbana, vida pública


PÁGINAS: 75
RESUMO:

As vilas olímpicas construídas para os jogos do Rio de Janeiro (Ilha Pura, 2016) e Vancouver (Southeast False Creek, 2010) foram certificadas pelo selo LEED-ND para desenvolvimento de vizinhanças sustentáveis com base em critérios de avaliação que pouco contemplam relações espaciais entre o projeto e a cidade. No entanto, considerando que relações espaciais afetam padrões de uso, e que a configuração da malha urbana – estrutura espacial primária da cidade – resulta de forças ambientais, econômicas e socioculturais, os três domínios da sustentabilidade, acredita-se que o estudo dessas relações podem revelar espaços potencialmente mais ou menos sustentáveis. Com base em uma visão de cidade como um sistema de espaços interconectados, são examinadas as estruturas espaciais dos dois projetos de Vilas Olímpicas certificados pelo selo LEED-ND, considerando a inserção das vizinhança no todo urbano a partir da leitura de atributos de forma e usos do espaço como indicadores de sustentabilidade. Objetiva-se explorar o potencial de uso de atributos morfológicos e funcionais como indicadores de sustentabilidade em vizinhanças a partir dos casos estudados. Para isso, propõe-se: (1) congregar, na literatura, o que se entende sobre a relação entre forma, usos e vizinhanças sustentáveis; (2) definir uma matriz de atributos do espaço construído que represente aspectos morfológicos e funcionais relacionados a princípios de sustentabilidade abordados na literatura, levando em consideração o contexto espacial dos empreendimentos e as relações espaciais do projeto; e (3) avaliar os dois casos à luz dessa matriz. Através de modelos georreferenciados, verifica-se como atributos morfológicos e funcionais associam-se a padrões de uso do espaço mais ou menos sustentáveis, se favorecem o movimento pedonal (HILLIER, 2009) ou a copresença entre diferentes sujeitos no espaço urbano (HILLIER, 1987; PALAIOLOGOU; GRIFFITHS; VAUGHAN, 2016), e quais desses padrões são efetivados de fato nas vizinhanças já construídas. Resultados preliminares indicam: (1) que a Vila Olímpica em Vancouver está mais bem localizada do ponto de vista do contexto espacial na cidade, de modo a incentivar um menor gasto de energia nos deslocamentos diários de áreas residenciais para não residenciais em diferentes escalas; (2) que a estrutura espacial do caso canadense apresenta mais propriedades espaciais que favorecem a copresença entre diferentes sujeitos no espaço urbano do que a do caso carioca – i.e. uso misto, fachadas abertas para a rua, espaços públicos bem acessíveis; e (3) que no caso canadense há uma lógica de integração espacial entre espaços de lazer, espaços privados e corredores de transporte, enquanto que no Condomínio Ilha Pura há uma lógica segregadora que se manifesta em espaços coletivos de lazer integrados aos que moram dentro do condomínio e pouco integrados aos moradores e passantes no entorno imediato da Ilha Pura. A obtenção do selo do Condomínio Ilha Pura apesar da fraca presença de indicadores espaciais de sustentabilidade levanta a questão sobre o uso de um único selo para representar um conceito tão amplo como o de sustentabilidade em diferentes contextos. Espera-se verificar se os padrões espaciais se traduzem em padrões de uso,  através de observações acerca da atividade de pedestres nos locais.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 350255 - EDJA BEZERRA FARIA TRIGUEIRO
Interno - 1149528 - MARCIO MORAES VALENCA
Externo à Instituição - LUCAS FIGUEIREDO DE MEDEIROS - UFPB
Notícia cadastrada em: 07/08/2018 20:16
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