Banca de DEFESA: DIANA CARVALHO DE FREITAS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DIANA CARVALHO DE FREITAS
DATA : 22/12/2023
HORA: 08:30
LOCAL: virtual
TÍTULO:

Cetáceos na Amazônia Azul: ocorrência, padrões bioacústicos e conservação


PALAVRAS-CHAVES:

Distribuição, Baleia jubarte, Golfinho cabeça de melão, Golfinho pintado pantropical, Bioacústica, Áreas Marinhas Protegidas, Conservação


PÁGINAS: 135
RESUMO:
Os cetáceos podem ser encontrados em regiões oceânicas, costeiras, estuarinas e fluviais em todo o mundo. E apesar da importância ecológica desse grupo, informações essenciais como padrões de distribuição e ocorrência ainda são escassas, principalmente para espécies de hábitos oceânicos. O objetivo principal desta tese é contribuir para o entendimento da ocorrência e os padrões bioacústicos na emissão sonora de cetáceos em áreas com pouco esforço amostral, em especial nas zonas oceânicas da região Nordeste do Brasil. O capítulo 1 deste documento trata sobre a ocorrência de baleias jubarte em uma área mais ao norte do limite de uso considerado para a espécie na costa brasileira. A presença de jubarte foi registrada através de Monitoramento Acústico Passivo realizado na Bacia de Barreirinhas, Maranhão, em 2016. Aqui, descrevemos o canto dos machos e comparamos as unidades cantadas com a composição da canção dos machos de Itacaré, Bahia. Concluímos que os machos cantores da Bacia de Barreirinhas pertencem ao Estoque Reprodutivo A, o único estoque que ocorre na costa brasileira e sugerimos uma expansão da área que é comumente considerada como utilizada pelo estoque A. No capítulo 2, descrevemos um registro visual e acústico inédito de golfinhos cabeça de melão na porção equatorial do oceano Atlântico Sul. O grupo observado possuía de 300 a 400 indivíduos e estava se deslocando rapidamente, com saltos ocasionais. Apresentamos os parâmetros acústicos de 225 assobios dos golfinhos e comparamos estes dados com registros feitos da espécie em outros oceanos. As frequências dos assobios variaram de 4.74 a 31.47 kHz e a duração dos assobios de 0.03 a 2.80 segundos, com média (±DP) de 0.44 segundos (±0.40 segundos). No capítulo 3, apresentamos os parâmetros acústicos de 1.212 assobios do golfinho pintado pantropical em duas áreas com diferentes latitudes, a primeira em baixas latitudes próximas à linha do equador (02°-05°S), uma área onde ainda não havia registro acústico para a espécie, e outra área na latitude 14°S. Nos testes univariados, para os 10 parâmetros acústicos avaliados, 7 apresentaram diferença significativa entre as áreas. E na análise discriminante quadrática essa diferença também foi confirmada. Concluímos que a variação latitudinal e as diferenças físicas e oceanográficas dos dois ambientes podem agir como forças de seleção moldando o comportamento acústico da espécie em diferentes hábitats. No capítulo final, nosso objetivo foi responder a seguinte pergunta: as áreas marinhas protegidas do Brasil estão delimitadas onde há a maior ocorrência e densidade de cetáceos? Observamos que a maioria das áreas de conservação são costeiras, com apenas sete Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) localizadas após a quebra da plataforma. Dessa forma, concluímos que a atual distribuição das AMPs no Brasil não é suficiente e representativa para cobrir toda a diversidade de cetáceos que ocorrem em nossas águas, principalmente nas regiões oceânicas.

MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1863735 - RENATA SANTORO DE SOUSA LIMA
Interno - 1476621 - DANIEL MARQUES DE ALMEIDA PESSOA
Interna - ***.973.494-** - LUANE MARIA STAMATTO FERREIRA - UFRN
Externa à Instituição - CAMILA DOMIT
Externa à Instituição - MARIA ISABEL CARVALHO GONÇALVES - UESC
Externa à Instituição - FERNANDA SCARANO CAMARGO
Externo à Instituição - RODRIGO HIPÓLITO TARDIN OLIVEIRA - UFRJ
Notícia cadastrada em: 19/12/2023 08:23
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