Banca de DEFESA: JULIANE DE MELO DANTAS VICTOR

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JULIANE DE MELO DANTAS VICTOR
DATA : 31/03/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Plataforma Google Meet
TÍTULO:

TENDÊNCIA TEMPORAL E PROJEÇÕES DA RAZÃO DE MORTALIDADE MATERNA NO BRASIL, 1996–2023


PALAVRAS-CHAVES:

Mortalidade Materna. Séries Temporais. Indicador de Saúde. Saúde da Mulher. Saúde Pública.


PÁGINAS: 75
RESUMO:

Introdução: A mortalidade materna permanece como um grave problema de saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento, refletindo desigualdades sociais, regionais e fragilidades na organização dos sistemas de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a Razão de Mortalidade Materna (RMM) como principal indicador global para monitoramento desse agravo, orientando seu acompanhamento contínuo para subsidiar estratégias de redução. Objetivo: Avaliar a tendência temporal da RMM no Brasil e em suas macrorregiões, no período de 1996 a 2023, bem como estimar projeções para os anos de 2027 e 2030. Metodologia: Trata-se de um estudo de série temporal baseado em dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). A análise de tendência e projeção foi conduzida segundo a metodologia Box‑Jenkins, utilizando modelos ARIMA (Autorregressivo Integrado de Médias Móveis) e SARIMA (Modelagem Sazonal Autorregressiva Integrada de Médias Móveis), conforme as características de cada série. Adicionalmente, aplicaram-se o teste de Mann‑Kendall para identificação de tendências, o teste de Dickey‑Fuller Aumentado para verificação de estacionariedade, o teste de Ljung‑Box para avaliar autocorrelação dos resíduos e o teste de Shapiro‑Wilk para análise da normalidade. Resultados: A análise indicou relativa estabilidade da RMM no Brasil ao longo do período estudado. Entre as macrorregiões, observou-se tendência decrescente no Sul, estabilidade no Sudeste e tendência crescente nas regiões Norte, Nordeste e Centro‑Oeste, evidenciando persistentes desigualdades territoriais. As projeções para 2027 e 2030 sugerem manutenção de valores próximos aos observados nas últimas décadas. Em relação à meta da OMS (reduzir a RMM para menos de 70 óbitos por 100.000 nascidos vivos até 2030), apenas a região Sul apresenta estimativas compatíveis (aproximadamente 50 óbitos por 100.000 nascidos vivos). No Sudeste, as projeções para 2030 variam entre 55 e 70. Nas demais regiões, não se observam quedas significativas, destacando-se a Região Norte, cujo cenário projetado varia entre 80 e 100 óbitos por 100.000 nascidos vivos. Considerações Finais: A mortalidade materna no Brasil apresenta comportamento heterogêneo e marcado por desigualdades regionais persistentes. Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas sensíveis às especificidades territoriais, com ênfase no fortalecimento da atenção à saúde da mulher, na ampliação do acesso a serviços de qualidade e na redução das iniquidades estruturais. O monitoramento contínuo da RMM, aliado a estratégias intersetoriais e investimentos sustentados, é fundamental para que o país avance rumo às metas internacionais e garanta condições seguras de gestação, parto e puerpério em todo o território nacional.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1692571 - ANNA CECILIA QUEIROZ DE MEDEIROS
Interna - 1242804 - ADRIANA GOMES MAGALHAES
Externa à Instituição - ELLANY GURGEL COSME DO NASCIMENTO - UERN
Notícia cadastrada em: 18/03/2026 20:11
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