Banca de QUALIFICAÇÃO: JOANA LARISSA VICENTE DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOANA LARISSA VICENTE DA SILVA
DATA : 23/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Centro de Biociências
TÍTULO:

ANÁLISE FILOGENÉTICA E CARACTERIZAÇÃO DE MUTAÇÕES ESTRUTURAIS DO VÍRUS
CHIKUNGUNYA NO RIO GRANDE DO NORTE (2022-2025)

 


PALAVRAS-CHAVES:

Chikungunya; evolução molecular; filogenia; mutações; imunoinformática; modelagem estrutural.

 


PÁGINAS: 40
RESUMO:

O vírus Chikungunya (CHIKV), pertencente à família Togaviridae e ao gênero Alphavirus, é
um arbovírus amplamente disseminado no Nordeste brasileiro desde sua introdução em 2014, mantendo circulação contínua no estado do Rio Grande do Norte (RN). Considerando a escassez de estudos recentes sobre a diversidade genética viral no estado, este trabalho teve como objetivo caracterizar geneticamente o CHIKV circulante no RN entre 2022 e 2025, bem como avaliar potenciais implicações imunológicas e realizar a modelagem estrutural das principais mutações identificadas. Foram analisadas 154 sequências do gene E1 e 51 sequências da poliproteína estrutural (E3–E2–6K–E1), obtidas em bancos de dados públicos, submetidas à curadoria e avaliadas por meio de análises filogenéticas, mutacionais, imunoinformáticas e modelagem estrutural preditiva. As análises filogenéticas indicam que todas as amostras pertencem ao genótipo East-Central-South African (ECSA), formando um agrupamento monofilético consistente, indicando possível manutenção local e transmissão endêmica contínua. As sequências obtidas para o ano de 2025 agruparam-se em um subclado coeso, sugerindo circulação recente de uma linhagem derivada regionalmente. A análise das mutações identificou dez substituições distribuídas principalmente nas glicoproteínas E1 e E2, com destaque para A98T, frequentemente observada entre 2022 e 2023; a mutação K211T presente em 2022, 2023, e 2025; I317T, caracterizada como mutação emergente em 2025; e N214S, considerada mutação transitória. As análises imunoinformáticas preliminares indicam que essas mutações não parecem comprometer de forma substancial a antigenicidade global das proteínas estruturais, preservando a maior parte dos epítopos previstos para MHC classes I e II. Observou-se, contudo, uma substituição qualitativa no repertório de epítopos de MHC classe I, com perda de epítopos nas cepas presentes na sequência de referência e aquisição de novos epítopos nas mutantes, além de uma perda pontual de epítopo de MHC classe II. A modelagem estrutural foi empregada exclusivamente para a visualização espacial das mutações, permitindo localizar sua distribuição nas glicoproteínas E1 e E2, bem como auxiliar na interpretação preliminar de sua posição relativa nas estruturas virais. De modo geral, os achados até o momento apontam para baixa diversificação estrutural do CHIKV no Rio Grande do Norte e manutenção evolutiva da linhagem ECSA, com mutações pontuais cuja relevância será aprofundada em análises posteriores. Os resultados reforçam a importância da vigilância genômica contínua e contribuem para a compreensão da dinâmica viral.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2985070 - JONAS IVAN NOBRE OLIVEIRA - nullInterno - 348473 - JOSE VERISSIMO FERNANDES
Presidente - 1715230 - JOSELIO MARIA GALVAO DE ARAUJO
Notícia cadastrada em: 03/02/2026 13:42
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - (84) 3342 2210 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa05-producao.info.ufrn.br.sigaa05-producao