CICLO DE MELHORIA PARA O CONTROLE DA TUBERCULOSE EM UMA CAPITAL DO NORDESTE DO BRASIL
Tuberculose, Atenção Primária à Saúde, Melhoria de Qualidade.
Introdução: A tuberculose é considerada um problema para a saúde pública em diferentes nações, inclusive o Brasil, em virtude de ser uma das principais causas de morbimortalidade na população. Trata-se de uma doença
infectocontagiosa, causada pelo agente etiológico Mycobacterium tuberculosis e transmitida por meio de aerossóis. Está fortemente atrelada às desigualdades e as condições de vida e saúde das populações. Na busca em controlar, faz-se necessário o desenvolvimento de ações pela Atenção Primária à Saúde para interromper a cadeia de transmissão da doença, seja por meio da busca ativa de sintomáticos respiratórios ou pela investigação dos contatos de pacientes bacilíferos. Objetivo: melhorar a qualidade do programa municipal de controle da tuberculose em Natal/RN. Método: trata-se de um estudo quase experimental, do tipo antes e depois, com abordagem quantitativa, que será desenvolvido por meio da aplicação de um ciclo de melhoria da qualidade no programa municipal de controle da tuberculose, no município de Natal-RN. O estudo teve aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa com CAAE: 93636925.6.0000.5292. Realizou-se as primeiras etapas do ciclo de melhoria, a saber: identificação e priorização do problema por meio da análise das causas e o estabelecimento dos critérios. Resultados parciais: De acordo com dados provenientes do Sistema de Informações de Agravos e Notificações, no ano de 2025, foram registrados um total de 713 casos de TB no município de Natal, desse total, 492 corresponde a casos novos. Em relação à forma clínica, observou-se prevalência da forma pulmonar. A infecção latente por tuberculose registrou 141 casos, dos quais 133 correspondem a casos novos. Destaca-se que, do total de casos, 97,9% tiveram a tuberculose ativa descartada
adequadamente. Acerca do perfil sociodemográfico da pessoa com TB, houve um predomínio de casos no sexo masculino (66,4%), pertencentes a faixa etária de 20 a 39 anos (39,9%), com maior representatividade nos registros da raça parda (67,7%), e com nível de escolaridade mais registrado o ensino fundamental (38,8%).