PROFLETRAS/NAT PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS - PROFLETRAS NATAL CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES Téléphone/Extension: (00) 00000-0000 https://posgraduacao.ufrn.br/7762

Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIDINÁGEMA GURGEL PRAXEDES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIDINÁGEMA GURGEL PRAXEDES
DATA : 25/11/2026
HORA: 09:00
LOCAL: https://meet.google.com/gnq-chew-gmy
TÍTULO:

Alfabetizar letrando com o gênero carta pessoal: uma proposta à luz da metacognição



PALAVRAS-CHAVES:

Metacognição. Alfabetização. Letramento. Carta Pessoal. Ensino Fundamental I.


PÁGINAS: 121
RESUMO:

A pesquisa aqui apresentada investigou os impactos da aplicação de uma sequência didática voltada ao gênero carta pessoal na alfabetização e no letramento de uma turma do 2º ano do Ensino Fundamental I. O estudo analisou de que modo essa intervenção, mediada por estratégias de gerenciamento metacognitivo, favoreceu a apropriação do sistema de escrita alfabética, estimulou a agência dos estudantes e fortaleceu a parceria entre escola e família. O problema de pesquisa originou-se da necessidade de superar a alfabetização pautada na decodificação mecânica, promovendo uma prática reflexiva e socialmente situada. Teoricamente, a investigação ancorou-se na concepção de alfabetizar letrando (Militão, 2014) como processo social e significativo (Soares, 2015), e na metacognição (Neves; Botelho, 2024) como eixo estruturante do monitoramento e regulação do próprio aprendizado. A escolha da carta pessoal fundamentou-se em sua funcionalidade autêntica, permitindo que as crianças expressassem e negociassem com suas famílias as necessidades de suporte aos estudos em casa. De natureza qualitativa e delineamento de pesquisa-ação (Severino, 2017; Brasileiro, 2021), a investigação contou com a atuação da professora regente como mediadora do processo. A sequência didática, organizada com base em Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004), constituiu simultaneamente o dispositivo de intervenção e a fonte de constituição dos dados. A análise qualitativa e interpretativa comparou os registros do ditado ilustrativo e as produções inicial e final da carta pessoal, sob a luz das hipóteses de escrita (Ferreiro, Teberosky, 1999), do modelo metacognitivo (Nelson; Narens, 1994), da alocação do tempo de estudo (Van Overschelde, 2008) e da concepção de cognição situada e distribuída (Vargas, 2017). Os resultados sugeriram avanços consolidados na qualidade composicional do gênero, na construção das hipóteses de escrita e no desenvolvimento da consciência e autorregulação das crianças sobre suas próprias aprendizagens. Observou-se, portanto, a contribuição do ensino reflexivo, apontando que o gerenciamento metacognitivo pode auxiliar na reinterpretação do erro e no despertar da autonomia em sala de aula. Desta forma, o trabalho traz subsídios para o alfabetizar letrando visando aproximações da escrita com suas funções sociais e críticas, mesmo com uma turma dos anos iniciais.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3891450 - ADA LIMA FERREIRA DE SOUSA
Externa ao Programa - 1666189 - JANAINA WEISSHEIMER - UFRNExterno à Instituição - DIEGO DA SILVA VARGAS - UNIRIO
Externa à Instituição - FABIANA ESTEVES NEVES - UFF
Notícia cadastrada em: 05/10/2026 17:44
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