OFICINA DE LETRAMENTO: UMA ABORDAGEM CRÍTICA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Estudos de letramento; letramento crítico; oficinas de letramento; EJA.
A educação tem o poder de transformar realidades. É por meio dela que podemos adquirir conhecimento e, assim, conquistar nossos objetivos. Nessa perspectiva, norteamos a nossa pesquisa com foco no letramento crítico, visto que é necessário formar estudantes capazes de compreender a realidade em que vivem para que possam exercer a cidadania plenamente. Para isso, estabelecemos como objetivo deste trabalho investigar o papel das oficinas de letramento na formação leitora/escritora de estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) a partir de gêneros textuais/discursivos presentes no cotidiano. Especificamente, objetivamos identificar a planificação de oficinas de letramento como dispositivo didático para o uso de gêneros do cotidiano; descrever práticas de linguagem, em uma perspectiva crítica, mobilizadas a partir de oficinas de letramento na EJA; e analisar impactos do desenvolvimento de oficinas de letramento na EJA. A pesquisa foi desenvolvida no Centro de Educação de Jovens e Adultos Professor Felipe Guerra, Natal/RN. Para alcançarmos nossos objetivos, ancoramos nossa discussão nos estudos de letramento de vertente sociocultural (Kleiman, 1995, 2005, 2007, 2019; Oliveira, 2014; Santos, 2015), oficinas de letramento (Santos, 2012; Santos-Marques; Kleiman, 2019) e na pedagogia crítica (Freire, 2020, 2023; Giroux, 1997). A metodologia foi executada a partir da abordagem qualitativa (Bogdan; Biklen, 1994), com tipo de uma pesquisa-ação (Thiollent, 1986; Tripp, 2005). Compreendemos, a partir da análise do trabalho com as oficinas e das produções realizadas pelos alunos, que o desenvolvimento do letramento crítico é essencial para a formação do indivíduo. Os resultados da pesquisa mostram que trabalhar com gêneros do dia a dia dos alunos da EJA implica ampliar as práticas de leitura e de escrita no contexto em que estão inseridos. Além disso, percebemos o desenvolvimento de uma postura crítica diante dos textos, a construção coletiva do conhecimento e a aproximação da escola e das práticas sociais. Dessa forma, esses alunos podem aprimorar seu processo interativo e, assim, construir uma perspectiva de futuro melhor.