Corpo e amor em The Color Purple, de Alice Walker: uma leitura corpográfica
Corpografia Corpo queer; Interseccionalidade; The Color Purple; Alice Walker.
Esta pesquisa analisa a construção da corpografia da mulher negra queer no romance The Color Purple (1982), de Alice Walker. O objetivo é investigar de que maneira experiências de racismo, sexismo, queerfobia e violência atuam na constituição do corpo e da subjetividade da protagonista, bem como os processos de resistência e transformação desenvolvidos ao longo da narrativa. Para isso, o estudo articula o conceito de corpografia a discussões sobre corporeidade, identidade, linguagem e poder. O referencial teórico fundamenta-se principalmente nas contribuições de Elizabeth Grosz (1994), Judith Butler (1993), Audre Lorde (2007), bell hooks (2001) e Alice Walker (1983). A análise demonstra que o corpo de Celie funciona como um arquivo de experiências individuais e coletivas, registrando marcas da opressão e, simultaneamente, processos de reconstrução subjetiva. Os resultados indicam que a trajetória da protagonista evidencia a relação entre corpo, linguagem e resistência, revelando como a voz e a identidade são construídas por meio de inscrições corporais decorrentes das experiências vividas.