OS MALASSOMBROS E OS SILÊNCIOS NOS DOMÍNIOS DA MORTE:
(re)elaboração do cronotopo da assombração em Maldito Sertão e sua tradução
intersemiótica para quadrinhos
Cronotopo; horror; sertão; quadrinhos; tradução intersemiótica
O presente trabalho se constrói como uma amálgama discursiva sobre o espaço
sertanejo, os domínios da morte e os assombros do horror estético. Nele propomo-nos a
compreender e esquematizar, com base na teoria bakhtiniana do discurso, o que
chamamos de cronotopo do horror/assombração e a sua superposição ao cronotopo do
sertão mítico a partir da análise de cinco contos da coletânea Maldito Sertão, do autor
potiguar Márcio Benjamin. Somado a isso, ainda tencionamos compreender como a
tradução intersemiótica de Malditos Sertão em Quadrinhos transpõe esses cronotopos
da linguagem verbal para a verbo-visual, partindo de noções dos estudos da semiótica e
da imagem-horror monumental. Nossa análise se acorda no método indiciário e no
cotejamento dialógico; e nossa pesquisa se insere nos estudos dialógicos do discurso,
ancorado em uma metodologia qualitativa que se baseia na linguística aplicada
INdisciplinar, radical e queer.