Banca de DEFESA: KARLA ASSUNÇÃO DE CARVALHO EMERENCIANO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : KARLA ASSUNÇÃO DE CARVALHO EMERENCIANO
DATA : 09/11/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Auditório da Pediatria da Liga Contra o Câncer. Av Silvio Pélico 181, Alecrim. Natal/RN
TÍTULO:

"Itinerários terapêuticos no câncer de mama e suas implicações bioéticas: narrativas de mulheres atendidas em um serviço especializado de referência no SUS"


PALAVRAS-CHAVES:

Neoplasias da Mama. Acesso aos Serviços de Saúde. Itinerário Terapêutico. Bioética. Mulheres.


PÁGINAS: 112
RESUMO:

Introdução: O câncer de mama permanece como importante problema de saúde pública, sendo o acesso oportuno ao diagnóstico e ao tratamento condicionado por fatores territoriais, sociais, econômicos, organizacionais e relacionais. Embora existam marcos normativos que estabeleçam prazos para o diagnóstico e tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), indicadores de tempo e produção não contemplam integralmente as experiências vivenciadas pelas mulheres ao longo de seus itinerários terapêuticos. Objetivo: Compreender como mulheres com câncer de mama vivenciam e significam seus itinerários terapêuticos, desde a percepção das alterações corporais até o diagnóstico e tratamento, considerando barreiras de acesso, deslocamentos, vínculos e experiências de cuidado, bem como suas implicações para autonomia, dignidade, vulnerabilidade e justiça sob a perspectiva bioética. Método: Estudo qualitativo, descritivo e interpretativo, realizado em um Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia do Rio Grande do Norte, Brasil. Participaram 16 mulheres com diagnóstico histopatológico de câncer de mama, atendidas pelo SUS. Os dados foram produzidos por meio de entrevistas semiestruturadas, realizadas entre março e junho de 2026, e analisados segundo a análise temática reflexiva de Braun e Clarke, complementada por análise lexical. A interpretação foi fundamentada no modelo de acesso de Levesque, Harris e Russell e em referenciais da bioética, incluindo a Bioética da Proteção e a Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos. Resultados: A idade média das participantes foi de 59,4 anos, sendo 87,5% pardas e 81,3% católicas. O autoexame foi a principal forma de descoberta (81,3%). A mediana do intervalo entre o surgimento dos sintomas e o diagnóstico foi de três meses: 4,5 meses entre as participantes cuja porta de entrada foi o SUS e um mês entre as que ingressaram pelo serviço privado, e todas as que aguardaram seis meses ou mais haviam iniciado o percurso pelo SUS. Entre o diagnóstico e o início do tratamento, a mediana foi de um mês em ambos os grupos. A análise temática evidenciou quatro temas: descoberta e percepção do corpo; barreiras de acesso, geografia e transporte; itinerário mediado por vínculos, acolhimento e rede de apoio; e dimensão emocional e espiritual. As narrativas
revelaram dificuldades relacionadas à demora na investigação, acesso a exames, deslocamentos e valorização das queixas, mas também destacaram o acolhimento dos profissionais, o apoio familiar e os vínculos construídos ao longo do cuidado. Conclusão: Os itinerários terapêuticos são constituídos pela interação entre barreiras estruturais e recursos relacionais mobilizados pelas mulheres. Embora o período entre diagnóstico e tratamento
tenha apresentado maior celeridade, persistiram obstáculos anteriores à confirmação diagnóstica. Evidenciando situações de vulneração em que o exercício do direito ao cuidado depende de recursos financeiros relacionais e da persistência individual das mulheres.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 4308027 - KARLA PATRICIA CARDOSO AMORIM
Interno - 3926907 - DYEGO LEANDRO BEZERRA DE SOUZA
Externa à Instituição - CLÁUDIA HELENA SOARES DE MORAIS FREITAS - UFPB
Externo à Instituição - EDER SAMUEL OLIVEIRA DANTAS - UFRN
Notícia cadastrada em: 15/10/2026 08:32
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