Eficácia da simulação clínica no ensino do manejo da sífilis na gestante, parceiro e criança: ensaio clínico randomizado
Palavras-chave: Sífilis. Simulação Clínica. Educação em Enfermagem. Atenção Primária à Saúde. Ensino por Competências.
Objetivo: avaliar a eficácia da simulação clínica no desempenho cognitivo de estudantes de enfermagem em cenários de manejo da sífilis na gestante, seu parceiro e criança, no contexto da Atenção Primária à Saúde. Método: ensaio clínico randomizado, com delineamento pré-teste e pós-teste, aplicado a dois grupos: controle (exposição dialogada e treino de habilidades) e intervenção (exposição dialogada, treino de habilidades e simulação clínica). Participaram 56 estudantes de enfermagem, regularmente matriculados entre o 5º e 9º semestre. Os participantes foram avaliados em quatro momentos: antes da intervenção, imediatamente após, 20 dias e 40 dias após o término do curso. A análise estatística foi realizada por meio do teste de Mann-Whitney, com nível de significância de 5%. Resultados: os estudantes do grupo intervenção apresentaram desempenho cognitivo superior nas avaliações imediata e tardia (20 dias), com significância estatística (p < 0,05). A simulação clínica contribuiu para maior retenção do conhecimento e melhor preparo para a prática profissional. Conclusão: a simulação clínica mostrou-se eficaz como estratégia de ensino para o manejo da sífilis na gestante, parceiro e criança, promovendo aprendizagem significativa e consolidada em curto e médio prazo.