Banca de QUALIFICAÇÃO: ERIKA FERNANDES TRITANY

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ERIKA FERNANDES TRITANY
DATA : 12/12/2025
HORA: 08:00
LOCAL: REMOTO-VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DA MORBIDADE HOSPITALAR POR DOENÇAS DO APARELHO CIRCULATÓRIO NO BRASIL: UM ESTUDO DE SÉRIE TEMPORAL DE 2008 A 2024


PALAVRAS-CHAVES:

Hospitalização. Morbidade. Doenças Cardiovasculares. Sistema Único de Saúde. Estudos de Séries Temporais.


PÁGINAS: 121
RESUMO:

As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade e incapacidade no Brasil e no mundo. Entre as mortes prematuras por doenças crônicas, 38% ocorreram por essas causas. Fatores sociais, ambientais, comportamentais e metabólicos influenciam seu risco, demandando cuidado ampliado em redes de atenção e variadas tecnologias. O estudo objetiva avaliar a morbidade hospitalar de doenças do aparelho circulatório, no Brasil, na série temporal de 2008 a 2024. Trata-se de um estudo de série temporal, com dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde. Foram consideradas as internações pelo capítulo IX da CID-10, entre os anos 2008 a 2024. As variáveis dependentes foram as internações e custos referentes às internações. As variáveis independentes do estudo foram: tempo de permanência; sexo; raça; faixa etária (30 a 49 anos) e causa das internações (Infarto Agudo do Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral). Os dados foram analisados no Programa de Regressão Joinpoint, para obtenção da regressão linear e análise temporal das variáveis. Verificou-seque a taxa de internação por doenças do aparelho circulatório no Brasil variou de 573,28 internações por 100 mil habitantes, em 2008, para 623,58, em 2024. A menor taxa foi registrada em 2021, período inicial da pandemia de COVID-19, 480,24 internações por 100 mil habitantes. Os custos das internações foram crescentes durante todo o período, no Brasil e regiões. Observou-se variação de 3706,36 dias de permanência por 100 mil habitantes, em 2008, atingindo seu ápice no ano de 2024, com 4010,22 dias de permanência por 100 mil habitantes. A análise por sexo demonstra similaridade com as internações gerais, na série temporal, entretanto, a queda das internações no período pandêmico foi mais acentuada para o sexo feminino. Raça/cor branca, seguiu tendência de declínio nas internações até 2021, seguida de subida. Para raça/cor parda, a tendência principal é de crescimento das internações e, preta, com variações de tendência de crescimento e decréscimo ao longo do tempo. As internações por Acidente Vascular Cerebral apresentaram tendência crescente, de modo geral, com um período de decréscimo no Brasil e regiões norte e nordeste, que inclui os anos iniciais da pandemia. As internações na faixa etária de 30 a 49 anos demonstram tendência acentuada de queda, até 2021, quando passam a subir. As internações por Infarto Agudo do Miocárdio apresentaram-se crescentes ao longo de todo o período no Brasil e regiões. Conclui-se que a tendência de aumento das hospitalizações por esses agravos entre 2008 e 2024 no Brasil e regiões, assim como dos custos e do tempo de permanência. O crescimento das internações em adultos de 30 a 49 anos após a pandemia reforça a necessidade de estratégias de promoção, prevenção e controle das doenças, onde há diferenças por sexo e raça evidenciam desigualdades e a importância de qualificar os registros em saúde com foco nas tendências regionais, que destacam a relevância do fortalecimento das redes integradas de atenção à saúde.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1879353 - FABIA BARBOSA DE ANDRADE
Interna - 2262871 - ANA ELZA OLIVEIRA DE MENDONCA
Externa à Instituição - ELIANE ROLIM DE HOLANDA - UFPB
Notícia cadastrada em: 04/12/2025 00:54
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