PGE/CB PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA CENTRO DE BIOCIÊNCIAS Telefone/Ramal: (84) 3342-2334/401 https://posgraduacao.ufrn.br/pge

Banca de DEFESA: MARIANA RABELLO MESQUITA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIANA RABELLO MESQUITA
DATA : 26/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Laboratório Didático I (DECOL) e Google Meet (https://meet.google.com/zdr-mpbn-ayr)
TÍTULO:

Diversidade e conectividade da arborização urbana: o outro lado da Amazônia


PALAVRAS-CHAVES:

Floresta urbana, Amazônia Central, Efeito luxo, Homogeneização biótica, Planejamento urbano

 


PÁGINAS: 199
RESUMO:

Apesar de estar no centro da maior floresta tropical do mundo, Manaus tem um dos piores índices de arborização do país, além de mau distribuída, o que também dificulta a movimentação da fauna em uma matriz urbana praticamente impermeável. Esta tese investiga a estrutura, a diversidade e a conectividade da floresta urbana de Manaus, Amazônia Central, sob uma perspectiva multidisciplinar que integra a ecologia vegetal, a ecologia urbana e a ecologia de paisagem. A pesquisa foi estruturada em quatro capítulos complementares. O primeiro capítulo revelou que a arborização urbana da metrópole sofre uma profunda “desconexão biogeográfica”, com predominância de espécies exóticas superior a 60% e a presença significativa de táxons invasores que ameaçam a biodiversidade local, evidenciando uma negligência histórica com a flora nativa amazônica. O segundo capítulo analisou a arborização das praças, no âmbito da ecologia de comunidades vegetais, e demonstrou que, embora a área das praças influencie a riqueza de espécies arbóreas, as praças mais antigas revelam uma maior dominância de poucas espécies, mostrando que o fator tempo promove a homogeneização biótica nesses espaços. O terceiro capítulo abordou a arborização no âmbito socioeconômico, cujos resultados confirmaram a hipótese do “efeito luxo”, com áreas de maior renda apresentando maior abundância de árvores, evidenciando que a distribuição do verde é desigual, embora a preferência por flora exótica seja um padrão cultural transversal, que ignora classes sociais. Por fim, no quarto capítulo foi realizada uma modelagem utilizando Caminhos de Menor Custo, o que permitiu identificar gargalos de conectividade e propor corredores ecológicos, destacando a rede de igarapés e a arborização estratégica da infraestrutura viária como locais para aumentar a permeabilidade da matriz urbana e para restaurar a conectividade entre fragmentos florestais. Em conjunto, a tese demonstra que a arborização de Manaus sofre de uma profunda desconexão biogeográfica e desigualdade distributiva do verde, e que a restauração de suas funções ecológicas depende de políticas públicas que integrem a biodiversidade regional ao planejamento urbano resiliente. Assim, o trabalho oferece um diagnóstico crítico e soluções aplicáveis para que Manaus reduza a fragmentação e promova uma gestão florestal urbana mais resiliente e socialmente justa.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - JEFFERSON DA CRUZ - UFAM
Presidente - 1718346 - EDUARDO MARTINS VENTICINQUE
Interna - 1677189 - GISLENE MARIA DA SILVA GANADE
Externa à Instituição - MARINA ANTONGIOVANNI DA FONSECA
Externo à Instituição - RITA DE CÁSSIA GUIMARÃES MESQUITA
Notícia cadastrada em: 09/02/2026 17:59
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