Eficácia do uso da música para redução do estresse e ansiedade em pacientes com câncer de mama submetidos a primeira sessão de quimioterapia: ensaio clínico randomizado.
Descritores: Música; Ansiedade; Estresse subjetivo; Terapia Neoadjuvante; Enfermagem.
Objetivo: Avaliar a eficácia da música na redução do estresse e ansiedade durante a
primeira sessão de quimioterapia em pacientes com câncer de mama. Método: Trata-se
de um ensaio clínico randomizado controlado e duplo-cego a ser realizado conforme
orientações do Consolidated Standards of Reporting Trials (CONSORT). O estudo será
realizado no setor ambulatorial do Centro Avançado de Oncologia (CECAN) da Liga
Norte Riograndense Contra o Câncer, com uma amostra probabilística de 74 pacientes,
divididos igualmente nos seguintes grupos: Grupo Controle (GC) e Grupo Experimental
(GE). A randomização destes será garantida pela utilização do site “Research
Randomizer”. O grupo controle será composto por pacientes com câncer de mama que
realizarão primeira sessão de quimioterapia neoadjuvante, receberão os cuidados padrão
e a aplicação do headphone sem transmissão de nenhuma música durante a
administração dos quimioterápicos. O grupo experimental, por sua vez, será composto
pelo mesmo grupo de pacientes supracitado que, no entanto, receberão a intervenção
musical através do headphone. Será utilizado um formulário para a coleta de dados
sociodemográficos e e outro formulário para coletar os dados clínicos, com as
informações: comorbidades, estágio do câncer, duração do diagnóstico, medicações em
uso e sinais vitais. Também serão aplicadas duas escalas: Inventário de Ansiedade
Traço-Estado (IDATE) para avaliar nível de ansiedade e Escala de Percepção de
Estresse 10 (PSS-10) para avaliar o nível de estresse. Este estudo será encaminhado à
avaliação do colegiado ComPEx para avaliação do projeto e encaminhado para o
Comitê de Ética e Pesquisa da Liga Norte Rio Grandense, para aprovação e início da
coleta após qualificação. A presente pesquisa pode ampliar as possibilidades de cuidado
no contexto oncológico, ao investigar uma intervenção simples, acessível e centrada nas
necessidades subjetivas da pessoa em tratamento. Ao explorar os efeitos da música
como recurso terapêutico, a pesquisa pode estimular práticas mais sensíveis e
integrativas, além de gerar evidências científicas aplicáveis à realidade dos serviços de
saúde e ao cotidiano dos profissionais e pacientes.