DA ATRIZ QUE SONHA AO OLHAR QUE ORGANIZA: DESAFIOS DA PRODUÇÃO TEATRAL INDEPENDENTE EM NATAL/RN
Teatro de grupo; Produção teatral; Gestão Cultural; Teatro Potiguar.
Este trabalho investiga as práticas de produção da primeira montagem do Grupo Rebuliço de teatro, intitulada Anavantú: Um passo pra frente e dois pra trás. A pesquisa utiliza a abordagem etnográfica e analisa registros feitos pela autora enquanto produtora e atriz do espetáculo, relacionando-os com as ideias de Rosyane Trotta (1995), Rômulo Avelar (2008), Fernando Yamamoto (2012), Diogo Spinellli (2016) e Heloisa Marina (2023), além de entrevistas realizadas com as produtoras Thayanne Percilla e Talita Yohana. A partir dessa experiência, o trabalho analisa os principais entraves e potencialidades da produção teatral independente que ocorre nos entornos do Território de Educação, Cultura e Economia Solidária (TECESol), propondo caminhos estratégicos para a superação desses desafios. Considera-se, ao final da pesquisa, que a produção teatral em Natal é marcada por fragilidades estruturais, mas também por fortes redes colaborativas, que sustentam a permanência dos grupos mesmo diante da precarização. Percebeu-se que a formação específica em produção, aliada ao fortalecimento das políticas culturais, é fundamental para ampliar a autonomia e a profissionalização do setor.