Banca de DEFESA: VANESSA GIFFONI DE MEDEIROS NUNES PINHEIRO PEIXOTO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VANESSA GIFFONI DE MEDEIROS NUNES PINHEIRO PEIXOTO
DATA : 09/09/2024
HORA: 14:00
LOCAL: Prédio da Psicobiologia
TÍTULO:

IMPACTO DA INFECÇÃO PELO VÍRUS SARS-CoV-2 NA COGNIÇÃO DE IDOSOS


PALAVRAS-CHAVES:

SARS-COV-2, COVID-19, IDOSO, COGNIÇÃO, DECLÍNIO COGNITIVO


PÁGINAS: 193
RESUMO:

INTRODUÇÃO: Uma gama de sequelas é atribuída à infecção pelo SARS-CoV-2, destacando-se efeitos de médio e longo prazo na saúde mental. Entre 30 e 80% dos pacientes apresentam dificuldades cognitivas nos primeiros meses após a COVID-19, persistindo em aproximadamente um terço deles após 2 anos da doença aguda. Disfunções cognitivas pós-COVID, tais como declínio na atenção, disfunção executiva, memória e velocidade de processamento mental, foram reiteradamente demonstrados na literatura. Todavia, a evidência atual advém de estudos direcionados a populações mais jovens. Sabendo que os idosos são os mais predispostos a declínio cognitivo e considerando o impacto global da pandemia da COVID-19, é necessária a compreensão do perfil neuropsicológico da disfunção cognitiva pós-COVID, bem como possíveis fatores modificadores desta condição.

METODOLOGIA: Estudo quantitativo, observacional, tipo coorte prospectivo, entre os anos de 2021 e 2023, realizado com idosos entre 60 e 80 anos, sem declínio cognitivo prévio, residentes no município de Natal, RN. O estudo foi dividido em dois grupos, sendo 70 expostos à infecção pelo SARS-CoV-2 antes da vacinação (grupo COVID) e 153 no grupo controle. Os critérios de exclusão incluíram escolaridade ≦ 4 anos, diagnóstico prévio de declínio cognitivo, doenças psiquiátricas descompensadas e antecedentes de fenômenos cerebrovasculares e cardiovasculares maiores em 2020. Os participantes foram submetidos a 03 avaliações seriadas de suas funções cognitivas, capacidade funcional, humor e qualidade de sono, com intervalos de 6 meses, até 20 meses após a infecção. A análise estatística utilizou regressão linear de efeitos mistos, excluindo indivíduos com escolaridade inferior ao ensino médio, visando homogeneizar a amostra. Uma nova regressão analisou a influência de fatores prognósticos nos desfechos cognitivos.

RESULTADOS: A idade média foi de 66,97±4,64 anos. Os grupos COVID e controle mostraram diferenças de evolução longitudinal no funcionamento executivo (Bateria de Avaliação Frontal, p-interação=0,051), com pior desempenho no grupo COVID em controle inibitório, flexibilidade cognitiva e memória operacional. Casados (p-interação=0,065) e envolvidos em atividades mentalmente estimulantes (p-interação=0,069) tiveram proteção contra o declínio executivo. Sobrepeso/obesidade, ansiedade e artralgia impactaram negativamente os resultados cognitivos.

CONCLUSÃO: O SARS-CoV-2 compromete a cognição de idosos a longo prazo, especialmente as funções executivas, independentemente da gravidade da infecção inicial. Fatores que aumentam a reserva cognitiva parecem conferir resiliência contra a COVID-19. Dada a importância do funcionamento executivo para a autonomia e independência ao longo do envelhecimento, é crucial implementar estratégias de reabilitação cognitiva para idosos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1665448 - KATIE MORAES DE ALMONDES
Externo ao Programa - 1369275 - CLECIO DE OLIVEIRA GODEIRO JUNIOR - UFRNExterno ao Programa - 3088320 - WALTER BARBALHO SOARES - UFRNExterna à Instituição - MONICA SANCHES YASSUDA - USP
Externo à Instituição - JARBAS DE SÁ RORIZ FILHO - UFC
Externo à Instituição - GILBERTO SOUSA ALVES - UFMA
Externo à Instituição - LEONARDO FERREIRA CAIXETA - UFG
Notícia cadastrada em: 26/08/2024 17:12
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