Banca de DEFESA: VANUZA NUNES PEREIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VANUZA NUNES PEREIRA
DATA : 04/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: https://www.youtube.com/c/PPGFILUFRN
TÍTULO:

Adorno e o passado entre a memória e o esquecimento


PALAVRAS-CHAVES:

Memória social; Elaboração do passado; Teoria crítica; Adorno; Capitalismo.


PÁGINAS: 120
RESUMO:

Esta tese investiga a noção de memória social na obra de Theodor W. Adorno, articulando-a à problemática da rememoração, do esquecimento e da elaboração do passado no interior das sociedades capitalistas avançadas. Embora a memória social não constitua um tema sistematicamente tematizado por Adorno, sustenta-se que ela ocupa um lugar decisivo em sua teoria crítica, sobretudo em sua reflexão sobre a persistência de estruturas sociais que tornam possível a repetição da barbárie. A partir de uma leitura interdisciplinar que mobiliza filosofia social, crítica da economia política e psicanálise freudiana, a pesquisa analisa as condições subjetivas e objetivas que obstaculizam a elaboração consciente de eventos históricos traumáticos, em especial no contexto do pós-guerra alemão. O trabalho parte da hipótese de que a dificuldade em elaborar o passado não pode ser compreendida apenas em termos psicológicos ou morais, mas deve ser remetida às determinações sociais da racionalidade instrumental e à lógica do valor. A tese defende que a permanência das causas objetivas que engendraram o fascismo, por estarem enraizadas na forma social capitalista, compromete a autonomia subjetiva necessária ao exercício da rememoração, produzindo um esquecimento funcional à adaptação social. Nesse sentido, a psicanálise é tomada como ferramenta indispensável, porém insuficiente, uma vez que não alcança, por si só, as mediações sociais mais profundas do sofrimento e da repressão. Ao longo de três capítulos, analisam-se: (i) a recepção crítica da psicanálise por Adorno e sua contribuição para a compreensão da formação da memória social; (ii) a perda da experiência, a reificação e o esquecimento como efeitos estruturais da sociedade da troca; e (iii) o sentido da elaboração do passado enquanto tarefa ética, educativa e política. Conclui-se que a memória social, compreendida em sua plasticidade temporal, pode abrir brechas críticas capazes de interromper a repetição da violência, desde que articulada a uma crítica radical das condições sociais que produzem o esquecimento.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - FELIPE CATALANI - UNIFESP
Externo à Instituição - EDUARDO SOARES NEVES SILVA - UFMG
Presidente - 1340799 - LUIZ PHILIPE ROLLA DE CAUX
Interno - 1784950 - SERGIO LUIS RIZZO DELA SAVIA
Externo à Instituição - VIRGINIA HELENA FERREIRA DA COSTA - USP
Notícia cadastrada em: 17/12/2025 14:47
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