RECONHECIMENTO E CORPO
reconhecimento; corpo; identidade; filosofia política do reconhecimento.
A presente tese pretende verificar o lugar que o corpo ocupa nas filosofias políticas do reconhecimento, situadas como reflexões sobre as lutas por direitos à identidade, direitos à diferença, direitos à liberdade. Dessa forma, se busca analisar como o corpo, enquanto categoria social, constitui-se em elemento teórico e filosófico fundamental em múltiplas filosofias políticas do reconhecimento, destacadamente, nas obras dos filósofos contemporâneos Charles Taylor, Jürgen Habermas, Axel Honneth, Judith Butler e Nancy Fraser. Defendemos que, embora em alguns casos, não seja diretamente abordado pelos autores, o problema do corpo/corporeidade encontra-se implícito e implicado nas suas reflexões dessas filósofas e filósofos. A pesquisa está dividida em dois momentos: na primeira parte, que compreende os capítulos um e dois, se investigou as origens e fundamentos filosóficos e epistêmicos do conceito de Reconhecimento, desde Fichte, passando por Hegel, até a sua recepção na produção teórica de Charles Taylor, Jürgen Habermas, Axel Honneth, Judith Butler e Nancy Fraser. No segundo momento, que abrange os capítulos três e quatro, serão explorados os modos como a categoria corpo/corporeidade se constituiu epistemologicamente sob a ótica da filosofia, das ciências sociais e da história, no contexto da cultura ocidental, e o ingresso dessa categoria no senso comum social até seu significado nas lutas por reconhecimento atuais. E por último, o cerne da tese, a investigação apontará, como e porque, o corpo aparece de modo explícito na Teoria do Reconhecimento de Judith Butler e Nancy Fraser, e de modo implícito e quase esquecido, nas análises sobre o Reconhecimento em Charles Taylor, Jürgen Habermas, Axel Honneth.