Banca de QUALIFICAÇÃO: PAMELA CAROLAYNE OLIVEIRA DE SOUZA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : PAMELA CAROLAYNE OLIVEIRA DE SOUZA
DATA : 11/07/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Google meet
TÍTULO:

POR UMA LEITURA MARXISTA DA PRÁXIS POÉTICA DE AUDRE GERALDINE LORDE


PALAVRAS-CHAVES:

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PÁGINAS: 78
RESUMO:

O presente trabalho é constituído a partir da necessidade de uma investigação acerca da base

marxista a qual caracteriza a obra do poeta e militante afroestadunidense, Audre Lorde (1934-1992).

Os esforços são concentrados no escrutínio de seus ensaios Idade, raça, classe e sexo: mulheres

redefinem a diferença e Granada Revisitada: um relato provisório presentes na coletânea Irmã

Outsider (2021). O objetivo do estudo desses ensaios é a demonstração de como a obra lordeana se

apropria do materialismo histórico dialético o sentido de empreender uma análise concreta da situação

dos povos oprimidos pelo colonialismo, denunciando também as mazelas que o reacionarismo burguês

institui a partir a opressão sistemática de pessoas dissidentes. No primeiro capítulo explora-se o aporte

teórico lordeano a partir de seu romance Zami: por uma nova grafia do meu nome: uma biomitografia

(2020) a fim de explicitar o modo como Lorde enxerga o capitalismo como produtor de sofrimento da

sensibilidade e repressor da sexualidade das pessoas. Nessa seção do trabalho, também se demonstra

como a autora se vale da escrita como espaço de resistência aos sistemas de opressão e como as

relações que constitui ao longo de sua trajetória informam e ampliam o escopo do seu imaginário

numa perspectiva revolucionária e dissidente. Já o segundo capítulo corresponde ao momento no qual

recorre-se a autores marxistas latinoamerino e caribenho, Brian Meeks (1953–) e Nestor Kohan

(1967–) com o objetivo de trazer luz acerca da base materialista de Lorde. Meeks, com sua análise

acerca da revolução granadina auxilia a compreensão de que o conceito de autodefinição de Audre

Lorde não obedece a política de representação burguesa, mas se constitui a partir da possibilidade

concreta de autodeterminação dos povos terceiro-mundistas (racializados) do mundo. Com Kohan a o

caráter revolucionário da escrita lordeana ganha contornos ideológicos de uma ciência cuja poética não

se furta ao compromisso político, caracterizando-se como praxiologia circunscrita em Idade, raça,

classe e sexo e em Granada Revisitada. O terceiro e último capítulo da jornada deste trabalho situa

Lorde no plano de uma irmã mulherista e outra marxista, quais sejam, Cleona Hudson Weems (1945–)

e filósofa brasileira Lélia González (1935-1994). No trato com o texto de Weems objetiva-se

compreender em que medida a poeta se vincula às proposições filosóficas desta concepção

afrocentrada de pensar a política. Já ao considerar o livro Por um feminismo afro-latino-americano de

González busca-se evidenciar como a filosofia política lordeana é cúmplice do conceito gonzalino de

amefricanidade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1718581 - EDUARDO ANIBAL PELLEJERO
Externa à Instituição - MARIA CRISTINA LONGO CARDOSO DIAS - UFES
Interna - 3290329 - RAQUEL PATRIOTA DA SILVA
Notícia cadastrada em: 14/07/2025 14:01
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