Construção e validação de cartilha educativa para enfrentamento da esporotricose na Atenção Primária à Saúde
Esporotricose; Atenção Primária à Saúde; Tecnologia Educacional; Pessoal de Saúde.
A esporotricose é uma infecção fúngica que acomete humanos e animais, especialmente gatos, causada por fungos do gênero Sporothrix, naturalmente presentes no solo e na vegetação. No Brasil, Sporothrix brasiliensis, considerada espécie mais virulenta e causadora de casos mais graves, tornou-se o principal agente etiológico, estando associada à esporotricose felina e à transmissão para humanos por meio de arranhões e mordidas. No Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Saúde Pública identifica casos humanos relacionados a animais desde 2016, com evidências de expansão da doença no estado. Por se tratar de uma doença emergente, observa-se desconhecimento entre profissionais de saúde quanto às estratégias de enfrentamento no território, especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS). Nesse contexto, este estudo tem como objetivo construir e validar uma cartilha educativa destinada a orientar profissionais de saúde sobre o enfrentamento da esporotricose na APS. Trata-se de um estudo metodológico, com abordagem quantitativa, desenvolvido em três etapas: teórica, empírica e analítica. A etapa teórica subsidiará a construção do material por meio de uma revisão de escopo acerca das estratégias de enfrentamento da doença. Na etapa empírica serão validados o conteúdo e a aparência junto a juízes especialistas na temática, seguida de validação semântica junto ao público-alvo, por meio de brainstorming. Por fim, na etapa analítica, serão realizados cálculos estatísticos utilizando o Índice de Validade de Conteúdo (IVC) e o Coeficiente Kappa (k), a fim de corroborar a validação da tecnologia educacional. O estudo seguirá os princípios da Resolução Nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde e será submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.