Dissertações/Teses

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2019
Dissertações
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  • SONAIRA LARISSA VARELA DE MEDEIROS
  • Metodologia da aprendizagem baseada em problemas: percepção da comunidade acadêmica

  • Orientador : BIANCA NUNES GUEDES DO AMARAL ROCHA
  • Data: 26/03/2019
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  • O Brasil nas últimas décadas, tem repensado e rediscutido o modelo de ensino médico no país. As novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) propuseram mudanças no modelo vigente, de modo a integrar o ensino ao que é imprescindível para os serviços de saúde, e exprimiram uma reorientação para a formação, a qual deve estimular a participação ativa do aluno na construção do conhecimento e constituir profissionais com o perfil generalista, por meio de uma proposta pedagógica inovadora: a aprendizagem baseada em problemas, cujo processo de aquisição do saber é centrado no aluno. Nesta perspectiva, o objetivo deste estudo é analisar a percepção da comunidade acadêmica sobre o método da Aprendizagem Baseada em Problemas, utilizado na proposta curricular do curso de Medicina Multicampi de Caicó. Trata-se de um estudo de caso, de caráter exploratório e descritivo, com uma abordagem qualitativa. A coleta de dados foi realizada por meio de duas técnicas de pesquisa: entrevista e grupo focal. Foram realizadas entrevistas com 20 docentes, 15 preceptores e 27 discentes da Escola de Medicina Multicampi, as quais foram analisadas por meio da Análise de Conteúdo de Bardin. Os resultados mostram quatro categorias principais, sendo elas: a produção do conhecimento no contexto da metodologia PBL; as potencialidades da metodologia PBL; as fragilidades e desafios da metodologia PBL; capacitação docente no PBL; estratégias pedagógicas adicionais ao PBL. Foram identificados pontos fortes da metodologia PBL na formação dos alunos e importantes lacunas de capacitação docente. Mediante os achados desta pesquisa, propõe-se a elaboração de um plano de curso para capacitação de profissionais que pretendam trabalhar com as metodologias ativas na área da saúde. A Escola Multicampi apresenta-se como cenário de aprendizagem ativa, uma vez que proporciona a aquisição de habilidades fundamentais para uma reorientação da formação médica voltada para o perfil generalista. Entretanto, é necessário fortalecer a capacitação docente, a fim de consolidar uma formação de qualidade, comprometida com as concretas necessidades do Sistema Único de Saúde.

2
  • CARLA LARISSA FERNANDES PINHEIRO
  • PRÁTICAS ASSISTENCIAIS E DE GESTÃO NA PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES PRIMÁRIAS DA CORRENTE SANGUÍNEA

  • Orientador : ELISANGELA FRANCO DE OLIVEIRA CAVALCANTE
  • Data: 10/04/2019
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  • No contexto atual, a pertinência de prevenir as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde constitui grande desafio nas práticas assistenciais no âmbito hospitalar. Conceitualmente, as Infecções Primárias da Corrente Sanguínea são classificadas como aquelas laboratorialmente confirmadas por meio de resultados positivos de hemocultura em pacientes em uso de Cateter Venoso Central, reconhecendo-se, portanto, cada vez mais a importância da atuação dos profissionais na prevenção da ocorrência desses eventos nas Unidades de Terapia Intensiva bem como do apoio institucional e da gestão no enfrentamento das demandas e dificuldades para a realização de um cuidado seguro. Esse trabalho teve por objetivo analisar as práticas assistenciais e de gestão relacionadas à prevenção das Infecções Primárias da Corrente Sanguínea associada ao cateter venoso central na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital universitário. Trata-se de um estudo de abordagem mista em que foi utilizada a triangulação metodológica na coleta de dados a partir da combinação de métodos quantitativos e qualitativos. Assim, a coleta de dados incluiu a aplicação de um questionário estruturado com os profissionais com questões abertas e fechadas capazes de avaliar o conhecimento e a realização das práticas seguras para prevenção de IPCS, assim como levantar as dificuldades elencadas pelos mesmos para não seguimento das ações preventivas. Além disso, realizou-se a observação sistemática não participante dos procedimentos de inserção de cateter realizadas pelos médicos, bem como preparo, administração de medicação e troca de curativos realizados por enfermeiros e técnicos de enfermagem. Por fim, foi realizado o grupo focal com a participação de membros da SCIH, a responsável técnica da UTI; a coordenadora de enfermagem da UTI; a representante da divisão de enfermagem do Hospital; representantes da gerência de atenção à saúde, do setor de vigilância em Saúde e de representantes do Núcleo de Segurança do Paciente a fim de diagnosticar o enfrentamento por parte da gestão diante na necessidade de um cuidado seguro cada vez mais emergente. A análise dos dados quantitativos foi do tipo descritivo a partir da utilização do EXCEL, versão 2017, para realização das tabelas descritivas e aplicação de testes estatísticos utilizou-se o software Statistica SPSS, versão 25.0, enquanto que a qualitativa baseou-se na análise de conteúdo por Minayo com a utilização de ferramenta tecnológica pelo software Atlas Ti versão 8.0 para devida organização e categorização dos dados. O projeto de pesquisa foi aprovado pelos Comitês de Ética e Pesquisa da UFRN e do HUOL conforme Parecer Consubstanciado nº 2.721.411/CAAE: 80013817.8.3001.5292. A análise dos dados permitiu realizar a caracterização dos profissionais envolvidos no cuidado e traçar um perfil de atuação dos mesmos, elencando as práticas assistenciais relacionadas a ocorrência dessas infecções como baixa adesão à higienização das mãos ou inadequação da prática para antes da realização dos procedimentos, fragilidades nos cuidados elementares como na desinfecção do frasco ampola/ampola com álcool 70% durante o preparo das medicações e a fricção dos conectores com solução alcóolica antes da administração de medicação no cateter venoso central. As dificuldades elencadas pelos profissionais para seguimento das práticas seguras estiveram relacionadas à falta de capacitação frequente e divulgação dos protocolos, turno de trabalho, falta de insumos e alto fluxo de profissionais circulantes na unidade. Em contrapartida, as ações da gestão institucional demonstraram estar voltadas principalmente para controle do fluxo de profissionais na UTI, estratégias ainda que incipientes de acesso aos protocolos e de treinamento para o turno da noite. Surgiram ainda na discussão propostas de soluções para as demandas emanadas dos profissionais, sugerindo a necessidade de envolver a equipe na construção dos protocolos, organização tecnológica interna para controle do desabastecimento, padronização do acesso à UTI para solução do fluxo de profissionais e aumento da periodicidade dos treinamentos, principalmente no horário da noite. Os resultados da pesquisa apontam que a mudança de uma realidade depende da mudança de comportamento doa atores envolvidos, sendo fundamental e necessária uma reflexão tanto dos profissionais acerca de suas práticas, quanto dos gestores no cumprimento e condução das ações de prevenção. 

3
  • ISABELLE CRISTINA BRAGA COUTINHO CUNHA
  • ANÁLISE DA CULTURA DE SEGURANÇA DO PACIENTE NA PERSPECTIVA DA EQUIPE DE SAÚDE QUE ATUA EM UMA MATERNIDADE NO MUNÍCIPIO DE NATAL/RN

  • Orientador : THEO DUARTE DA COSTA
  • Data: 24/04/2019
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  • A preocupação com a segurança do paciente constitui-se um tema de relevância crescente e vem assumindo um espaço privilegiado nos serviços de saúde mostrando a importância de estimular entre seus profissionais e gestores uma cultura de segurança de modo que todos assumam responsabilidades para a redução da ocorrência de eventos adversos, melhorando a qualidade da assistência prestada. Contudo percebe-se que ainda existem muitos desafios a serem superados e consequentemente são necessárias intervenções imediatas para tornar o cuidado mais seguro em todos os níveis de atenção à saúde. No que se refere aos serviços obstétricos, a importância de trabalhar para o alcance de uma assistência segura advém de uma realidade que ainda precisa avançar na qualidade de segurança no cuidado ao paciente uma vez que estes implicam condições em seus processos de trabalho que os tornam favoráveis a ocorrência de erros. Diante do que foi exposto, surge o seguinte questionamento: Existe uma cultura de segurança do paciente em uma maternidade no município de Natal? A fim de respondê-lo objetiva-se analisar a existência dessa cultura de segurança do paciente na perspectiva da equipe de saúde que atua em uma maternidade no município de Natal. Trata-se de uma pesquisa descritiva, exploratória, de abordagem quantitativa, desenvolvida através da coleta de dados em um serviço obstétrico, no período de Maio a Agosto de 2018, utilizando um questionário validado intitulado de “Pesquisa sobre Segurança do Paciente em Hospitais (HSOPSC)” aplicado com os profissionais envolvidos na assistência direta. Para análise dos dados foi utilizado software Statistical SPSS, versão 25.0 que calculou o percentual de respostas para cada item avaliado. O estudo foi submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e obteve aprovação mediante parecer consubstanciado de n0 2.655.728/ CAAE n0 85607518.0.0000.5537. Os resultados mostraram maior percentual de respostas positivas foram a cooperação, apoio, comunicação entre equipe e gestores, envolvimento dos gestores com relação a segurança do paciente, no entanto, observa-se a não notificação de eventos por medo de uma cultura punitiva, como também, pela falta de um sistema de notificação, recursos humanos inadequados, além de dissonância entre alguma resposta que refletem o desconhecimento da equipe sobre a temática e a realidade em que atuam. Nesse estudo revelou-se uma cultura de segurança regular, mostrando-se fragilizada e incipiente, necessitando rever e corrigir fatores que possam estar contribuindo para a ocorrência de eventos adversos durante a assistência, e instituir medidas urgentes de mitigação que foquem no dimensionamento do pessoal, a falta de um núcleo de segurança do paciente, a instituição de uma cultura de segurança não punitiva e ações que sensibilizem a equipe para melhor compreensão sobre a temática de segurança do paciente.

     

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