Caracterização e Desempenho de Malhas Jersey de Poliéster e Elastano Funcionalizadas com Proteção UV
Malha Jersey, Têxtil Funcional, Caracterização, Proteção Ultravioleta, Dióxido de titânio
Os dados alarmantes sobre os danos causados pela radiação ultravioleta (RUV) a pele humana, como o crescente aumento de neoplasias, vem impulsionando a indústria têxtil a encontrar e desenvolver soluções eficazes para uso da população. Neste trabalho, é apresentado um estudo de caracterização da malha Jersey composta por poliéster e elastano, funcionalizadas e não funcionalizadas com proteção aos RUV, tendo como objetivo avaliar o impacto da funcionalização com proteção UV nas propriedades estruturais, de desempenho e na composição química de malhas Jersey de poliéster e elastano. Esse estudo avaliou as características das malhas jersey simples já produzidas quanto a sua estrutura, gramatura, densidade, propriedades de tração e permeabilidade ao vapor de água. Foram utilizadas quatro amostras de Jersey simples, sendo uma delas não funcionaliza e três funcionalizadas para RUV. Para identificar e caracterizar a presença dos bloqueadores UV nas peças, foram realizadas adicionalmente as análises de Microscopia Eletrônica de Varredura com Feixe Eletrônico por Emissão de Campo (MEV-FEG), Espectroscopia de Energia dispersiva (EDS) e Difração de Raio X (DRX). Os resultados obtidos na caracterização mostraram que todas as amostras utilizadas nos ensaios, sejam elas funcionalizadas ou não, são caracterizadas como Jersey Simples, são tramadas, desmalháveis, possuem alta resistência a tração e quanto a permeabilidade ao vapor de água, mostrou que a malha não funcionalizada tem indicativo de maior respirabilidade. Nas análises para identificar a presença de bloqueadores UV, revelaram a presença de dióxido de titânio (TiO2), que é classificado como um composto inorgânico usados frequentemente para proteção RUV, em todos as amostras funcionalizadas, mas, as porcentagens apresentaram resultados abaixo do esperado. A análise por DRX detectou a fase cristalina Anatase em uma única amostra funcionalizada, a qual está relacionada a uma camisa de uso esportivo de corrida. A fase cristalina Anatase é uma fase pouco estável para absorção de RUV, quando comparada a fase Rutilo. Foi concluído, portanto, nesse estudo que, as malhas estudadas não tiveram alterações significativas em sua estrutura ou em suas propriedades de desempenho por serem funcionalizadas. desempenho por estarem funcionalizadas. Quanto a identificação de elementos químicos de funcionalização, foi detectado atrávez da análise por MEV/FEG com EDS o dióxido de titânio, em quantidade ínfima em todas as malhas funcionalizas. Mas, apenas em uma amostra através da análise de DRX foi possível identificar a estrutura cristalina em fase anatase. os resultados informam que não existe uma uniformização quanto ao processo de funcionalização. Os resultados sugerem a necessidade de novas pesquisas sobre esse tema que possam preencher as lacunas de encontrar um índice de controle para a aplicação de aditivos capazes de absorver ou refletir a radiação UV nos produtos funcionalizados, otimizando os processos, aprimorando o desenvolvimento de novos produtos com o objetivo de não apenas realizarem a proteção a RUV, mas, que possam melhorar o desempenho gerando conforto e confiabilidade.