Efeito da fragilização por hidrogênio in-situ e ex-situ no comportamento tribológico dos aços SAE 1045, AISI 304 e AISI 316.
Fragilização por hidrogênio, tribologia, ex-situ, in-situ
O presente trabalho aborda o hidrogênio como vetor energético estratégico para a descarbonização global e o desafio técnico da fragilização por hidrogênio em sistemas metálicos. Embora a literatura científica explore amplamente a degradação de propriedades mecânicas volumétricas, como a perda de ductilidade, existe uma lacuna significativa na compreensão de como este fenômeno afeta a integridade de superfícies em componentes que operam sob contato e deslizamento. Esta dissertação objetiva analisar comparativamente as variações no coeficiente de atrito, na taxa de desgaste e nos mecanismos de remoção de material das ligas SAE 1045, AISI 304 e AISI 316. A investigação abrange as condições de exposição natural, carregamento eletrolítico ex-situ e atmosfera gasosa in-situ. A metodologia emprega ensaios de pino sobre disco associados à caracterização por perfilometria de contato e microscopia eletrônica de varredura. A análise revela que o aço carbono SAE 1045 sofre severa degradação superficial, com aumento de 68% no coeficiente de atrito médio e transição para o mecanismo de delaminação severa. Em oposição, os aços inoxidáveis austeníticos apresentam estabilidade macroscópica, pois o hidrogênio catalisa a transformação martensítica induzida por deformação, gerando um endurecimento superficial que limita a adesão severa. A liga AISI 316 destaca-se pela resposta mais estável e resiliente entre os materiais testados. A pesquisa conclui que a vulnerabilidade tribológica é governada pela microestrutura, na qual matrizes de estrutura cúbica de face centrada garantem maior segurança operacional para a infraestrutura de hidrogênio.