Banca de DEFESA: NATALYA CRISTINA DE LIMA SOUZA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NATALYA CRISTINA DE LIMA SOUZA
DATA : 30/04/2026
HORA: 14:30
LOCAL: sala virtual - https://meet.google.com/qce-cbxr-isw
TÍTULO:

EXPERIÊNCIAS E APRENDIZAGEM NOS ESPAÇOS DE TRANSIÇÃO DE CURSOS DE ARQUITETURA E URBANISMO BRASILEIROS


PALAVRAS-CHAVES:

aprendizagem informal; espaços de transição; graduação em arquitetura e urbanismo; campi universitários


PÁGINAS: 307
RESUMO:

A perspectiva pedagógica contemporânea sobre aprendizagem em contexto universitário aponta que o suporte às atividades estudantis ultrapassa a sala de aula e incorpora outros ambientes acadêmicos presentes nas Instituições de Ensino Superior (IESs). Neste contexto destacamos o Sistema de Espaços de Transição (SET), cuja distribuição tem potencial para, entre outras possibilidades, estimular a aprendizagem informal. Para isso, os espaços de transição são compreendidos como áreas que apoiam as conexões entre dois destinos internos das edificações ou amortecem a relação com o exterior, de acordo com as discussões recentes e globais sobre o termo. Partindo desse entendimento, como hipótese de trabalho, defende-se que embora os usuários e elementos físicos sejam diferentes e substituíveis em cada IES, o comportamento socioespacial e os usos observáveis nos espaços de transição dos Cursos de Graduação em Arquitetura e Urbanismo (CG-AU) definem ambiências similares em circunstâncias diferenciadas. O objetivo geral foi identificar e descrever as características ambientais dos espaços de transição de CG-AU de IESs brasileiras. Para alcançá-lo, essa tese delimitou três perguntas de partida genéricas e três objetivos específicos, voltados para analisar as contribuições das áreas extraclasse para a aprendizagem nos CG-AU, que foram trabalhados a partir de estudo de casos múltiplos inspirado em etnografia espacial e com adoção de estratégia multimétodos. Ao todo, foram visitados 21 CG-AU em IESs nacionais, dentre os quais 10 foram selecionados para análise aprofundada por meio de levantamento documental e de campo (com observação naturalística e filmagem de percursos em áreas não privativas), além de entrevistas com 37 docentes e 28 discentes de AU, identificados apenas de acordo com o tempo de experiência profissional e de vinculação institucional, respectivamente. A análise dos dados evidenciou grande variedade de percepções e experiências, cuja sistematização/interpretação abrangeu identificação de metáforas, produção de perspectivas explodidas e técnicas de montagens que congregam fragmentos textuais (citações das narrativas) e imagéticos (fotografias e registros de vídeos). Cientificamente foram identificados quatro setores do SET que têm potencial para apoiar a aprendizagem em CG-AU: entradas, áreas comuns cobertas e descobertas; e eixos de circulações. Os resultados mostram que tais setores comportam diferentes tipos de suportes para apoio à exibição de trabalhos, informações ou manifestações livres, consolidando a tradução das ambiências “paredes que falam”. As áreas comuns cobertas suportam grande variedade de atividades síncronas, usos prolongados e diversificados e inúmeras oportunidades de aprendizagem, embora necessitem se articular com espaços adjacentes, de modo a oportunizar melhor distribuição espacial e otimização do zoneamento. As entradas e áreas comuns descobertas também ofertam uma gama de possibilidades de uso e contribuições ao aprendizado, desde que exista compatibilidade entre os equipamentos presentes e as relações entre fluxos e condições ambientais. Já os eixos de circulações, principalmente os corredores largos, poderiam ser trabalhados para estimular pausas longas, cabines individuais e adequação aos usos já existentes. Em termos de impacto, destacam-se contribuições metodológicas e sociais do trabalho realizado. Metodologicamente, além da revisão de ideias e conceitos neste campo, e que pode auxiliar a outros estudos, ressalta-se a colaboração para as pesquisas na área por meio de: (i) produção de montagens para aproximar dados narrativos e imagéticos e facilitar uma visão panorâmica e associativa dos contextos e conceitos trabalhados; (ii) proposta de uma matriz para análise do sistema de espaços de transição que sintetiza elementos socio físicos e ligados ao comportamento. Finalmente, entende-se que a maior contribuição da tese é proporcionar uma compreensão geral dos usos e potencialidades dos espaços de transição em cursos de AU brasileiros, que pode impactar o planejamento das escolas estudadas e auxiliar a cursos de outras IES a (re)pensarem essas áreas.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1149643 - GLEICE VIRGINIA MEDEIROS DE AZAMBUJA ELALI
Interno - 2508732 - HEITOR DE ANDRADE SILVA
Externa à Instituição - CHRISTINE RAMOS MAHLER - UFG
Externa à Instituição - ANA MARIA REIS GOES MONTEIRO - UNICAMP
Externa à Instituição - CRISTIANE ROSE DUARTE - UFRJ
Notícia cadastrada em: 01/04/2026 17:44
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