Banca de DEFESA: ITALO DARLAN SOARES DA COSTA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ITALO DARLAN SOARES DA COSTA
DATA : 29/05/2026
HORA: 14:00
LOCAL: REMOTO
TÍTULO:

Características musculoesqueléticas e funcionais do ombro em praticantes de
musculação com e sem sintomas e em indivíduos não praticantes


PALAVRAS-CHAVES:

Treinamento resistido; articulação do ombro; manguito rotador; dor musculoesquelética; desempenho físico funcional


PÁGINAS: 85
RESUMO:

Introdução: A musculação é amplamente praticada e frequentemente associada a
adaptações neuromusculares. Entretanto, ainda não está claro se indivíduos com
sintomas no ombro apresentam diferenças musculoesqueléticas e funcionais quando
comparados a praticantes assintomáticos e indivíduos não praticantes. Além disso, a
influência do sexo sobre essas características permanece pouco explorada. Objetivo:
comparar a amplitude de movimento (ADM) do ombro, força muscular isométrica,
razões de força, desempenho funcional e características posturais entre praticantes de
musculação sintomáticos e assintomáticos e indivíduos não praticantes assintomáticos,
além de examinar diferenças relacionadas ao sexo. Métodos: Este estudo transversal
incluiu 157 participantes (74 mulheres, 83 homens) classificados em três grupos:
praticantes de musculação sintomáticos (n = 12; 29,3% mulheres), praticantes de
musculação assintomáticos (n = 38; 51,4% mulheres) e indivíduos não praticantes
assintomáticos (n = 24; 57,1% mulheres). A ADM e a força muscular isométrica do
ombro foram avaliadas por meio de procedimentos padronizados; o desempenho
funcional foi avaliado utilizando o Closed Kinetic Chain Upper Extremity Stability Test
e o modified Upper Quarter Y-Balance Test; e as características posturais foram
avaliadas por meio da distância acrômio-parede e avaliação da discinese escapular.
Resultados: Homens praticantes de musculação apresentaram maior força
normalizada dos rotadores externos, abdutores e trapézio inferior em comparação aos
homens não praticantes, enquanto menos diferenças foram observadas entre as
mulheres (todos p ≤ 0,035). Praticantes de musculação com e sem sintomas
apresentaram resultados amplamente semelhantes na maioria das variáveis. Em
contraste, praticantes de musculação apresentaram menor ADM, maior força muscular
normalizada, melhor desempenho no CKCUEST e maior distância acrômio-parede
normalizada (todos p ≤ 0,045). Além disso, a discinese escapular durante a flexão do
ombro diferiu entre os grupos (p = 0,015). Mulheres apresentaram maior ADM,
enquanto homens exibiram maiores valores em múltiplos desfechos (todos p ≤ 0,022).
Conclusão: de modo geral, as características do ombro diferiram mais
consistentemente de acordo com o status de treinamento e o sexo do que com a presença
de sintomas no ombro. Esses achados podem auxiliar clínicos na interpretação das
avaliações do ombro em praticantes de musculação.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - VALERIA MAYALY ALVES DE OLIVEIRA - UFPB
Presidente - 1140906 - GERMANNA DE MEDEIROS BARBOSA
Externa à Instituição - MICHELE FORGIARINI SACCOL
Notícia cadastrada em: 18/05/2026 09:07
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