IMPACTO DA AVALIAÇÃO FÍSICA NA MUDANÇA DE COMPORTAMENTO EM MULHERES COM DOR FEMOROPATELAR.
Educação em saúde; Cinesiofobia; Reabilitação; Articulação do joelho.
Introdução: A Dor Femoropatelar (DFP) é uma das disfunções mais prevalentes da articulação do joelho, afetando principalmente adolescentes e jovens adultos, com maior predisposição em mulheres. Apesar da melhora da dor ser um dos objetivos principais, a cinesiofobia e a baixa atividade física persistem como barreiras significativas na reabilitação de indivíduos com DFP. Estudos prévios investigaram o impacto de avaliações físicas, como uma forma de educação em saúde, na mudança de hábitos de saúde, com resultados variados quanto à sustentabilidade das mudanças comportamentais a longo prazo. Objetivos: Analisar a influência da realização de uma avaliação física sobre o nível de dor, função, cinesiofobia e atividade física em mulheres com DFP. Metodologia: Este é um piloto de um estudo de coorte prospectivo, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFRN, acompanhou longitudinalmente 29 mulheres adultas (18-40 anos) com DFP unilateral ou bilateral por seis meses. As participantes deveriam apresentar dor no joelho há pelo menos três meses em atividades específicas e sinais clínicos de DFP. Utilizou-se o Questionário Internacional de Atividade Física – versão curta (IPAQ-SF) , a Escala de Dor Anterior do Joelho (AKPS) e a Escala Tampa de Cinesiofobia – versão de 11 itens (TSK-11). A análise estatística incluiu testes t pareado ou Wilcoxon e ANOVA unidirecional ou de Welch para comparações entre os momentos e perfis de atividade física. Resultados: A amostra consistiu em 29 jovens adultas com IMC normal (idade média de 31,55 ± 5,82 anos). Não se encontraram alterações significativas no AKPS ou cinesiofobia entre os diferentes perfis de mudança da atividade física. Conclusão: A avaliação física em saúde com feedback detalhado não demonstrou ser associada a uma melhora significativa na dor e função em mulheres com DFP.