Projeto Pedagógico do Curso

   

    O curso de Bacharelado em Comunicação Social – Audiovisual formará profissionais capacitados para a produção audiovisual, para a gestão de equipes e de formulação de políticas públicas para a área. O curso reúne as atividades de criação, de captação de imagem e som, de produção, de direção, de edição, de gerenciamento e de difusão de bens culturais e materiais de diferentes gêneros e formatos, ideias e entretenimento, com aplicações em arte, cinema, vídeo, mídias contemporâneas (especialmente relacionadas à Internet), fotografia, rádio, TV, teatro ou publicidade. Todas essas atividades exigem criatividade e inovação, baseadas em princípios ético/políticos, sociais, culturais e ambientais, com foco nos Direitos Humanos.

      O mercado de trabalho do profissional de audiovisual no Rio Grande do Norte compreende, principalmente, as produtoras de filmes publicitários locais e regionais, as produtoras e as emissoras de televisão e de rádio, bem como núcleos e coletivos audiovisuais. Esse mercado apresenta um potencial significativo, especialmente considerando o crescimento das produtoras independentes voltadas para a produção audiovisual para internet e tv por assinatura. Por isso, entende-se como principal vocação do curso o estímulo à autonomia de seus estudantes para criação de iniciativas inovadoras no mundo do trabalho.

        Os discentes são também preparados para a inserção e a atuação profissional no mercado de trabalho, bem como estimulados ao interesse à iniciação, à pesquisa e à extensão, integrando grupos e bases de pesquisa, ampliando sua formação na pós-graduação e no incentivo ao ensino voltado à carreira do magistério superior. Esta estratégia é necessária considerando que o mercado de trabalho hoje está cada vez mais exigente e em constante transformação, o que requer do profissional, criatividade, proatividade e que tenha uma atitude colaborativa, além de capacidade para propor soluções para problemas atuais e inéditos sem precisar buscar respostas prontas para as demandas do momento.

       Desta forma, o Bacharelado em Comunicação Social – Audiovisual irá formar um profissional capaz de atuar:

●  Nas áreas de produção, direção, design de produção, fotografia, roteiros, sonorização, montagem e edição de produtos audiovisuais de diferentes gêneros, formas e formatos, destinados à veiculação nas mídias contemporâneas públicas, privadas e estatais;

●      Nas áreas de gestão, de distribuição, curadoria e divulgação das indústrias culturais (vídeo e cinema, rádio, televisão, em meios tradicionais e digitais de informação e de comunicação);

●     Na área acadêmica (teoria, análise e crítica do audiovisual nos setores de ensino, pesquisa e extensão) nos campos da história, da memória, da estética, da crítica e da formulação de políticas públicas.


 

      As competências e as habilidades desejadas, integrantes do perfil profissional citado acima, são as seguintes:

●  deter um conjunto significativo de conhecimentos e de informações na área, importantes para a realização de produtos audiovisuais;

●      dominar as linguagens audiovisuais, experimentar e inovar no seu uso;

●    dominar os processos de produção, gestão e interpretação audiovisuais, em sua perspectiva de atualização tecnológica;

●   assimilar criticamente conceitos que permitam a apreensão e a formulação de teorias;

●    empregar conceitos e teorias em análises críticas da realidade, posicionando-se segundo pontos de vista ético-políticos;

●       refletir criticamente sobre sua prática profissional;

●      formular alternativas factuais e conceituais diante de situações-problema surgidas na área;

●       desenvolver projetos de preservação, fomento da memória audiovisual e de crítica;

●    saber trabalhar em equipe, desenvolvendo relações que facilitem a realização coletiva de um produto.


 

     Em atenção às demandas e ao papel social do ensino público e gratuito, o PPC alicerça o ensino em quatro premissas, a saber: 1) a interdisciplinaridade, contemplada por meio de componentes curriculares obrigatórios e optativos oferecidos por outros departamentos, além de um vasto leque de atividades complementares; 2) a flexibilização curricular por meio de estágios, componentes optativos e atividades complementares; 3) o oferecimento de componentes curriculares obrigatórios que contemplem temas transversais como: Meio Ambiente (Resolução CNE/CP nº 2, de 15 de junho de 2012); Educação das Relações Étnico-Raciais e História e Cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena (Resolução CNE-CP nº 1, de 17 de junho de 2004) e Direitos Humanos (Resolução CNE-CP nº 1, de 30 de maio de 2012); e, 4) a acessibilidade: com a inserção de Libras, Audiodescrição e Legendagem como componentes curriculares optativos (Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005 e Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015), nas próximas seções apresentaremos como estas demandas estão organizadas e atravessam a metodologia adotada pelo curso.

            A metodologia do curso de Comunicação Social – Audiovisual é baseada no princípio da Universidade Pública e do ensino superior: a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Para promover este princípio e as exigências preconizadas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais de nossa área (CNE, 2006), os períodos são organizados considerando o equilíbrio entre componentes curriculares teóricos, exercícios criativos e de sensibilização artística e as práticas específicas fundamentais para a profissionalização no campo do audiovisual. Dessa maneira, buscamos superar dicotomias que polarizam o desenvolvimento teórico e prático de nossos egressos.

       Como o trabalho audiovisual fomenta-se essencialmente através da articulação em equipe e do desenvolvimento de atividades práticas, os componentes curriculares são fundamentalmente oferecidos na modalidade presencial. Em cada período do curso, a estrutura curricular visa desenvolver “laboratórios” nos quais o estudante vivencia de forma dinâmica, crítica e integrada, as várias etapas do processo de produção audiovisual. Às atividades obrigatórias somam-se ações que buscam permitir a atualização constante de conteúdos por meio da realização de seminários avançados em audiovisual, na forma de palestras, debates e mesas redondas com profissionais da área, pesquisadores e professores de outras universidades.

     Os componentes curriculares estão organizados considerando o encadeamento necessário para o processo de formação, bem como a possibilidade de rearranjo de componentes focados para a especialização desejada pelo estudante. Por isso, no caso em que o conteúdo ou as atividades de um componente são indispensáveis para o aprendizado que será necessário para outro foram criados pré-requisitos, que exigem êxito no componente inicial, conforme destrinchamos na seção de Caracterização do Curso de Graduação. Nossa estrutura curricular não contempla correquisitos. Para que os vínculos orgânicos e percursos flexíveis sejam preservados, agregamos o sistema de orientação acadêmica, conforme descrevemos na seção “Apoio ao Discente”.

    A permanente necessidade de atualização do profissional do audiovisual é um aspecto desafiador no processo de formação superior. A elaboração dos projetos de ensino, pesquisa e extensão que dialogam com o curso leva em consideração as orientações político-pedagógicas desta Universidade, sobretudo os argumentos legais, no que se refere à flexibilização curricular, dentre eles destacamos o artigo 207 da Constituição Federal que preconiza a autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial das Universidades brasileiras e exige a obediência aos pilares indissociáveis do ensino, da pesquisa e da extensão; a Lei de Diretrizes de Base (nº 9.394/96) que delibera sobre a flexibilização curricular como princípio para a autonomia universitária; o Plano Nacional de Educação (Lei nº10.172/janeiro de 2001) a partir do qual são definidas as diretrizes curriculares que asseguram a necessária flexibilidade e diversidade no ensino superior.

      Consideramos também os pareceres do Conselho Nacional de Educação (CNE) nº776/97 e 583/2001 que ressaltam entre outros aspectos:  a) “A necessidade de assegurar maior flexibilidade na organização de cursos e carreiras, atendendo à crescente heterogeneidade tanto da formação prévia como das expectativas e dos interesses dos alunos”; b) Os Cursos de Graduação precisam ser conduzidos através de Diretrizes Curriculares para que não atuem como meros instrumentos de transmissão do conhecimento; c) Necessidade de uma profunda revisão de toda a tradição que burocratiza os cursos e se revela incongruente com as tendências contemporâneas de considerar a boa formação no nível de graduação como uma etapa inicial da formação continuada. E por fim, consideramos a Resolução nº 048/2020-CONSEPE, de 08 de setembro de 2020, que aprova a política de melhoria da qualidade dos cursos de   graduação e de pós-graduação oferecidos pela UFRN. Corroboramos, conforme  o Art. 2º da referida Resolução, que a política de melhoria da qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação “constitui-se em importante instrumento de fortalecimento da missão institucional de educar, produzir e disseminar o saber universal, preservar e difundir as artes e a cultura, e contribuir  para o desenvolvimento humano, comprometendo-se com a justiça social, a sustentabilidade   socioambiental, a democracia e a cidadania.”



AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

 

      Quanto à avaliação de desempenho do corpo discente para a integralização das atividades curriculares, será utilizada o Regulamento dos Cursos de Graduação da UFRN, que rege a avaliação de desempenho para toda a Instituição. Por isso, assim como a normativa, o Curso de Comunicação Social – Audiovisual entende por avaliação da aprendizagem o processo formativo contínuo que compreende diagnóstico, acompanhamento e somatório da aquisição de conhecimentos, habilidades e atitudes pelo estudante, mediado pelo professor em situação de ensino, que se expressa em seu rendimento acadêmico e na sua assiduidade.

      As avaliações da aprendizagem de nossos discentes visam verificar o desenvolvimento dos conhecimentos e das habilidades adquiridas, atendendo diretamente aos objetivos e aos conteúdos propostos no programa do componente curricular. Logo, parte das avaliações estarão dedicados ao reconhecimento do desenvolvimento das habilidades técnicas e da capacidade de trabalho em equipe. Os espaços laboratoriais deste departamento atendem prioritariamente as atividades desenvolvidas pelos estudantes para avaliação de diferentes componentes curriculares. Por isso, salientamos a importância do constante aprimoramento dos equipamentos e dos softwares disponibilizados para os estudantes, uma vez que são elementos determinantes para a qualidade da formação e da inserção no mercado dos profissionais egressos. 

      Cada professor tem liberdade para definir os critérios utilizados na avaliação, desde que estes sejam previamente divulgados de forma clara para os estudantes no plano de curso. Os componentes curriculares devem estar estruturados em três unidades e prever avaliações para cada uma delas, sendo obrigatória a realização de ao menos uma avaliação escrita individual e aplicada de forma presencial.

      O Colegiado de Curso e o Núcleo Docente Estruturante (NDE) acompanharão semestralmente o desenvolvimento das turmas através de mecanismos estatísticos disponibilizados pelo Sigaa. Além disso, periodicamente, as dificuldades de infraestrutura, equipamentos, pessoal, problemas de gestão, metodologias adotadas e necessidades de capacitação serão levantadas pelos representantes que atuam nestas entidades deliberativas com o intuito de propor soluções.

      Aos alunos com deficiência ou necessidade educacional específica, a partir de documentação devidamente apresentada à secretaria e coordenação, prevê-se uma flexibilização no formato de avaliação. Ciente da especificidade do caso, caberá ao docente construir um mecanismo de avaliação específica para o discente.

 

AVALIAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO

 

      As atividades de acompanhamento e de avaliação da implantação e da execução deste Projeto Pedagógico permitirão uma análise crítica do desempenho acadêmico. Estas atividades deverão constituir processos contínuos, integralizadores de objetivos e ações desenvolvidos na busca constante pela excelência e pela qualidade no ensino.

     Reconhecendo a importância de um processo de avaliação contínua, como instrumento de apoio à gestão acadêmica administrativa, o Curso pretende fazer uso de procedimentos e de indicadores próprios, para a avaliação do Projeto Pedagógico, que expressem a realidade qualitativa das suas ações, respeitando os parâmetros estabelecidos pelas Diretrizes Curriculares do MEC.

      Este processo de avaliação deverá ser realizado por uma comissão constituída pelo Colegiado do Curso, com o objetivo de sistematizar dados e informações sobre a sua realidade, através da aplicação de instrumentos de avaliação tanto quantitativa, quanto qualitativa. A partir da análise desses dados, o Curso poderá implementar novos procedimentos metodológicos.

     Caberá à Comissão em referência traçar metas de trabalho e elaborar questionários, abordando aspectos gerais, didáticas, administrativas e acadêmicas com relação à atuação do Corpo Docente na implantação da proposta curricular e na aplicabilidade dos conteúdos e métodos pedagógicos planejados. Os procedimentos de avaliação interna, neste sentido, devem ser desenvolvidos levando em conta um planejamento e projetos de avaliação para a área de Comunicação Social, a exemplo das diretrizes desenvolvidas pelo Ministério da Educação (MEC). À Comissão de Avaliação caberá também observar o desenvolvimento do aluno do Curso de Comunicação Social, em seu percurso acadêmico e sua integração com as atividades implementadas.

    No período de implantação do Projeto Pedagógico, buscar-se-á promover reuniões de integração em cada semestre letivo. Esses encontros reunirão professores, técnicos e representantes discentes, tanto para discutir o plano de trabalho semestral, no início de cada período letivo, quanto para avaliar o trabalho desenvolvido durante o semestre. Essa atividade é importante para os ajustes e/ou correções nas atividades pedagógicas do Curso.

    O processo de avaliação contará com o apoio e acompanhamento do Núcleo Docente Estruturante - NDE do Departamento de Comunicação Social, criado em 2014. O NDE é formado por nove docentes, de acordo com a Portaria n. 005/2014 do Decom, em cumprimento à Resolução nº 124/2011 - CONSEPE, de 06/09/2011. A Portaria n. 112/2019 - ADM/CCHLA, de 05/09/2019, nomeou para o mandato de quatro anos os seguintes representantes: Adriano Charles da Silva Cruz, Carlos Antônio dos Santos Segundo, Hélcio Pacheco de Medeiros, Janaine Sibelle Freires Aires, Maria Angela Pavan, Rodrigo Almeida e Ruy Alkmim Rocha Filho. Todos os componentes são doutores e têm regime de trabalho de dedicação exclusiva.

      Anualmente, desenvolveremos a Semana de Avaliação e Planejamento do Curso com o objetivo de aprimorar as estratégias adotadas para a execução do projeto pedagógico e organizar as ações de ensino, de pesquisa e de extensão. Tal ação é fundamental para o alcance das metas estabelecidas no Plano de Ação Trienal dos Cursos de Graduação – PATCG.

      Soma-se às avaliações supracitadas a realização de ações Acadêmico-Administrativas, em decorrência das autoavaliações e das avaliações externas como insumo para aprimoramento contínuo do planejamento do curso, com evidência da apropriação dos resultados pela comunidade acadêmica e existência de processo de autoavaliação periódica do curso desenvolvida pelo NDE, semestralmente. Prevemos ainda, no caso de processos avaliativos, a cooperação entre o curso, a Comissão Própria de Avaliação – CPA e a PROGRAD por meio da Diretoria de Desenvolvimento Pedagógico.


Baixar Arquivo
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - (84) 3342 2210 | Copyright © 2006-2024 - UFRN - sigaa07-producao.info.ufrn.br.sigaa07-producao