Banca de DEFESA: ANA PAULA ALVES DA SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA PAULA ALVES DA SILVA
DATA : 31/08/2022
HORA: 08:00
LOCAL: https://meet.google.com/qde-tynx-aaa
TÍTULO:

SISTEMÁTICA FILOGENÉTICA E BIOGEOGRAFIA DE RHIPSALIDEAE DC. (CACTACEAE JUSS.)


PALAVRAS-CHAVES:

Biorregionalização, Biogeografia Evolutiva, Padrões de Distribuição, Reconstrução Filogenética, Tempo de Divergência.


PÁGINAS: 200
RESUMO:

Rhipsalideae inclui a maioria dos cactos epífitos, distribuídos em sua maioria na América do Sul. Atualmente, compreende 62 espécies distribuídas em cinco gêneros, com centro de diversidade no leste do Brasil, habitando principalmente a Mata Atlântica brasileira. No entanto, as delimitações genéricas e subgenéricas do grupo e o conhecimento do tempo de divergência e diversificação da tribo ainda é incipiente. Assim, este trabalho teve como objetivo apresentar uma hipótese consensual para a filogenia de Rhipsalideae e investigar a história biogeográfica e aspectos evolutivos da tribo. No primeiro capítulo, foram investigados padrões de biodiversidade e proposta uma biorregionalização para Cactaceae na região Neotropical com base em dados de ocorrência provenientes de banco de dados públicos a fim de produzir um arcabouço comparativo para análises biogeográficas subsequentes realizados nos demais capítulos. Concluiu-se que os três principais centros de diversidade para a família estão no México, na região Andina e no Leste do Brasil. Nossas análises produziram um esquema original de biorregionalização para cactos, que foi usado como base para explorar aspectos de padrões e processos subjacentes à história biogeográfica e à diversificação de Rhipsalideae (capítulo 3). No segundo capítulo, reconstruiu-se a filogenia datada de Rhipsalideae através de dados de sequências de DNA disponíveis no Genbank. Foi comprovado o monofiletismo da tribo e recuperados dois clados principais, o primeiro incluindo Rhipsalis e o segundo os gêneros Hatiora, Lepismium, Rhipsalidopsis e Schlumbergera. A origem da tribo data do Mioceno, assim como os gêneros Schlumbergera, Hatiora e Lepismium. Rhipsalis data do Plioceno e as espécies existentes se diversificaram mais recentemente, durante o Pleistoceno. Por fim, foram identificados padrões de distribuição, riqueza e endemismo de Rhipsalideae e investigou-se a biogeografia evolutiva da tribo no capítulo 3. Foram delineados três padrões de distribuição geográfica: disjunto intercontinental, restrito às florestas úmidas do sul da América Central e Norte da América do Sul e restrito à América do Sul. As áreas com maior riqueza, diversidade filogenética e endemismo da tribo são na Mata Atlântica, no leste do Brasil, onde a tribo teve origem.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1813882 - ALICE DE MORAES CALVENTE VERSIEUX
Interno - 1755074 - LEONARDO DE MELO VERSIEUX
Externo ao Programa - 3232315 - GABRIEL DAMASCO DO VALE - UFRNExterno à Instituição - DIEGO RAFAEL GONZAGA
Externa à Instituição - LUIZA FONSECA AMORIM DE PAULA
Notícia cadastrada em: 29/08/2022 09:39
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