Banca de DEFESA: MARSILIO SECUNDO PEREIRA DA ROCHA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARSILIO SECUNDO PEREIRA DA ROCHA
DATA : 22/07/2022
HORA: 09:00
LOCAL: Google meet: https://meet.google.com/tme-zhha-ayz
TÍTULO:

DIVERGÊNCIA CITOGENÔMICA EM DONZELINHAS DO GÊNERO Stegastes Jenyns, 1840 (POMACENTRIDAE) DO ATLÂNTICO: VARIAÇÃO INTER E INTRAESPECÍFICA E ANÁLISE DE ZONA HÍBRIDA


PALAVRAS-CHAVES:

Citogenética de peixes, evolução cariotípica, citotaxonomia, inversões pericêntricas, DNAr


PÁGINAS: 58
RESUMO:

Pomacentridae (donzelinhas) constitui um grupo de peixes extremamente diverso e abundante em áreas rochosas e recifes de corais de regiões oceânicas tropicais e subtropicais. No Atlântico Sul Ocidental o gênero Stegastes é o mais representativo. Variações na coloração e sobreposição de caracteres merísticos tornam a taxonomia das espécies Atlânticas deste gênero em certos casos imprecisa. Neste sentido, o status taxonômico e as relações de formas nominais insulares, como S. rocasensis, S. sanctipauli e S. fuscus trindadensis, têm merecido crescente atenção. Dados citogenéticos prévios para Stegastes, têm indicado uma notável variação cariotípica estrutural. Entretanto, comparações citogenéticas populacionais, aspectos da organização de sequências repetitivas dos cromossomos, que podem auxiliar na compreensão da taxonomia e relações filogenéticas dessas espécies, ainda são incipientes. Desta forma, no corrente trabalho foram realizadas análises citogenéticas populacionais e interespecíficas, incluindo os padrões de organização das sequências DNAr, de espécies de Stegastes endêmicas da costa do Atlântico Ocidental, do Atol das Rocas (AR), e das regiões dos Arquipélagos de São Pedro e São Paulo (ASPSP) e Ilha de Trindade (IT). Adicionalmente, foram investigados os padrões cariotípicos de S. fuscus e S. variabilis, em uma provável zona de hibridização no litoral do Rio Grande do Norte, região Nordeste do Brasil. As espécies apresentaram 2n=48, com valores elevados de NF (braços cromossômicos; 88-90). A heterocromatina apresentou distribuição interespecífica similar, com blocos conspícuos nas regiões centroméricas e pericentroméricas. Os loci Ag-RONs são únicos, exceto para S. variabilis, que apresentou sítios múltiplos. As amostras de S. rocasensis do AR e do ASPSP (previamente S. sanctipauli), mostraram cariótipos e arranjos dos sítios DNAr similares. Stegastes fuscus da IT apresentou um arranjo sintênico dos sítios DNAr 18S e 5S, em contraste com a população de S. fuscus do litoral, cujos sítios ocorrem em cromossomos diferentes. Essa variação cariotípica conspícua indica um status de Unidade Evolutivamente Significativa (UES) para essa população insular. Stegastes variabilis apresentou arranjos DNAr 18S e 5S sintênicos transcricionalmente ativas, demonstrando que tal organização não impede sua funcionalidade gênica. Somados a dados moleculares e morfológicos, S. rocasensis/S. sanctipauli também compartilham os mesmos padrões citogenéticos, apoiando tratar-se de uma mesma espécie. Análises populacionais de S. variabilis e S. fuscus em uma zona de hibridização, não revelaram cariótipos intermediários, sugerindo que a hibridização nesta região possa constituir eventos esporádicos, raros, ou de limitada dimensão temporal. A evolução cariotípica em Stegastes revelou uma diferenciação conspícua, com clara distinção citotaxonômica, acentuadamente modelada por múltiplas inversões pericêntricas. Análises da dinâmica das sequências repetitivas nestas espécies contribuirão para elucidar o elevado nível de diferenciação cromossômica neste grupo de peixes recifais.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1199139 - WAGNER FRANCO MOLINA
Externo à Instituição - GIDEÃO WAGNER WERNECK FELIX DA COSTA
Externa à Instituição - KARLLA DANIELLE JORGE AMORIM
Notícia cadastrada em: 11/07/2022 11:03
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