Banca de DEFESA: FLÁVIA DE FIGUEIREDO PETEAN

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FLÁVIA DE FIGUEIREDO PETEAN
DATA : 19/02/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Reuniões do Centro de Biociências
TÍTULO:

Evolução e biogeografia do gênero de raias marinhas Hypanus Rafinesque, 1818 (Myliobatiformes, Dasyatidae)


PALAVRAS-CHAVES:

Elasmobrânquios, biogeografia, taxonomia, genoma mitocondrial, modelagem de nicho ecológico, conservação


PÁGINAS: 147
RESUMO:

As raias do gênero Hypanus Rafinesque (1818) possuem ampla distribuição ao longo das costas Atlântica e Pacífica do continente americano, assim como uma espécie no Golfo da Guiné, no Atlântico Oriental. Como a maioria das espécies de Hypanus está classificada como “dados insuficientes” (DD) na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN, há uma necessidade de se resolver problemas taxonômicos e de distribuição geográfica para futuras avaliações de seus estados de conservação. Com o estudo dos genomas mitocondriais de todas as espécies até o momento válidas do gênero (H. americanus (Hildebrand & Schroeder, 1928), H. dipterurus (Jordan & Gilbert, 1880) , H. guttatus (Bloch & Schneider, 1801), H. longus (Garman, 1880), H. marianae (Gomes et al., 2000), H. rudis (Günther, 1870), H. sabinus (Lesueur, 1824) e H. say (Lesueur, 1817)) delimitamos 14 linhagens, sendo duas referentes às espécies H. geijskesi (Boeseman, 1948) e H. colarensis (Santos et al., 2004), que antes pertenciam ao gênero Fontitrygon (Last et al., 2016), e agora foram alocadas para o gênero Hypanus. A espécie com a maior distribuição geográfica, H. americanus, é um grupo não monofilético e a linhagem que ocorre desde o deságue do Rio Amazonas ao Sudeste do Brasil é uma espécie ainda não descrita e irmã de H. rudis, na costa Africana do Atlântico. Examinamos exemplares do clado H. americanus (H. americanus, H. longus e H. rudis), a fim de descrever uma nova espécie usando uma abordagem integrativa de dados de DNA barcode, morfologia e modelagem de nicho ecológico. Além disso, inferimos os tempos de divergência e identificamos as possíveis barreiras biogeográficas impostas pelo continente americano às linhagens de Hypanus: Istmo do Panamá, Península da Flórida, deságue do Rio Amazonas, distâncias entre os continentes separados pelos Oceanos Atlântico e Pacífico, e limitações de temperatura nos hemisférios norte e sul (águas temperadas e tropicais). Os resultados obtidos indicam que a distribuição geográfica das espécies de Hypanus é menor do que o que se definia, abrigando espécies ainda não descritas. Na costa brasileira ocorrem seis espécies do gênero, H. colarensis, H. geijskesi, H. guttatus, H. marianae, H. say e H. sp. 1, com pelo menos quatro espécies endêmicas, incluindo a nova espécie aqui descrita. Assim, com a delimitação morfológica, genética, de distribuição geográfica e hábitats adequados é possível fazer uma avaliação do status de conservação de algumas espécies que estão classificadas como “dados insuficientes” na IUCN, porém são amplamente pescadas e consumidas na costa brasileira.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - LUIZ ALVES ROCHA
Externo à Instituição - VICENTE VIEIRA FARIA - UFC
Externa à Instituição - FRANÇOISE DANTAS DE LIMA - UFRN
Externa à Instituição - KARLA DIAMANTINA DE ARAUJO SOARES - USP
Presidente - 1865104 - SERGIO MAIA QUEIROZ LIMA
Notícia cadastrada em: 03/02/2020 15:08
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - | | Copyright © 2006-2023 - UFRN - sigaa26-producao.info.ufrn.br.sigaa26-producao