Banca de QUALIFICAÇÃO: ANA LUIZA CAMPOS VILA REAL

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA LUIZA CAMPOS VILA REAL
DATA : 12/09/2022
HORA: 09:00
LOCAL: meet.google.com/pdm-csrt-trj
TÍTULO:

EXPOSIÇÃO INTRAUTERINA AO ÁCIDO VALPRÓICO INDUZ TERATOGÊNESE E REPRODUZ ENDOFENÓTIPO DOS MODELOS ANIMAIS DE AUTISMO


PALAVRAS-CHAVES:

transtorno do espectro autista; ácido valpróico; modelos animais; exposição pré-natal; desenvolvimento; comportamento.


PÁGINAS: 50
RESUMO:

O transtorno do espectro autista (TEA) é uma desordem do neurodesenvolvimento que, estima-se, abrange 1% da população mundial. É caracterizado pela apresentação clínica de déficits na comunicação e interação social e, também, pela prevalência de comportamentos repetitivos e interesses restritos. Existem diversas etiologias associadas ao TEA, representando a grande diversidade fenotípica desse transtorno. Dessa forma, foram gerados diversos modelos animais para a investigação científica dos mecanismos nos quais os diferentes fatores (genéticos e ambientais) de risco levam ao desenvolvimento do TEA e também para a busca de intervenções terapêuticas. O ácido valpróico (VPA) é um fármaco utilizado como tratamento da epilepsia, de transtornos do humor e da enxaqueca e o seu uso, durante a gestação, foi associado a um aumento na probabilidade de desenvolvimento do TEA na prole. São bem estabelecidos, na literatura, os modelos animais de autismo por exposição ao VPA, contudo, não são bem conhecidos os mecanismos através dos quais o VPA induz a alterações no neurodesenvolvimento que interferem nos comportamentos atípicos observados. Sabe-se que o fenótipo dos animais modelo VPA de autismo expressa-se diferentemente a depender da dosagem utilizada, da via de administração e do período do desenvolvimento em que ocorre a exposição ao fármaco. Portanto, neste estudo, buscamos investigar os efeitos da exposição ao VPA administrado pela via intrauterina (VPAiu), diretamente em embriões de rato, na janela do desenvolvimento em que ocorre o fechamento do tubo neural, testando a via de exposição com diferentes doses. Nossas hipóteses eram de que a exposição ao VPAiu induziria a geração dos fenótipos comportamentais, ou endofenótipos, observados nos modelos VPA de autismo; que a severidade do fenótipo seria dose-dependente; e que o endofenótipo, seria homogêneo dentro de uma mesma ninhada. Para isso, realizamos a laparotomia medial em ratas prenhas, na idade gestacional GD 12, para a exposição dos cornos uterinos, possibilitando as micro injeções intrauterinas de VPA. Após o nascimento, acompanhamos o desenvolvimento dos animais, registramos suas vocalizações ultrassônicas (USVs) e, além disso, foram submetidos a testes comportamentais (campo aberto e interação social) para verificação do fenótipo típico dos modelos animais de autismo. As duas doses utilizadas foram capazes de induzir teratogenias em menos de 10% dos animais injetados. As análises de peso materno, peso dos filhotes e data da abertura dos olhos não revelaram alterações globais do desenvolvimento pós-natal nos animais VPAiu. Quanto às USVs, os animais VPAiu emitiram significativamente menos que animais controle na idade de 7 dias pós-natais (P7). Foi observada, em apenas um dos grupos expostos ao VPAiu (que recebeu a menor dose), menor exploração do aparato de campo aberto (P21), menor tempo de locomoção no centro do aparato de campo aberto (P30) e maior número de eventos na zona de interação social (ZIS; P35). Não foram observados déficits de interação social nos animais VPAiu. Através dos dados obtidos em nosso projeto, podemos concluir que a administração de VPA pela via intrauterina gerou efeitos teratogênicos e provocou alterações comportamentais características dos modelos animais utilizados no estudo do TEA.  


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2394627 - EDUARDO BOUTH SEQUERRA
Presidente - 1698305 - RODRIGO NEVES ROMCY PEREIRA
Interno - 1660044 - SIDARTA TOLLENDAL GOMES RIBEIRO

Notícia cadastrada em: 10/09/2022 13:08
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