Banca de DEFESA: MARIA BETÂNIA RIBEIRO TORRES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA BETÂNIA RIBEIRO TORRES
DATA: 08/03/2013
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório A do CCHLA
TÍTULO:

AS CIDADES, OS RIOS E AS ESCOLAS: UM ESTUDO DAS PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS CIDADES DE NATAL E MOSSORÓ-RN


PALAVRAS-CHAVES:

Campo da Educação Ambiental. Habitus Socioambiental. Cidades. Rios. Ressignificação.


PÁGINAS: 219
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
SUBÁREA: Sociologia Urbana
RESUMO:

Este trabalho assumiu o desafio de ter, como objeto de pesquisa, uma temática interdisciplinar de forte tradição em outras áreas de conhecimento do que nas ciências sociais. Mesmo porque as ciências sociais, até pouco tempo atrás, impunham para a sociedade o paradigma dominante da fé no progresso e na racionalidade humana. Ademais, no âmbito das ciências sociais, mais especificamente, da sociologia ambiental, importa considerar que além das variáveis puramente sociais, variáveis biofísicas também afetam a estrutura e as mudanças sociais. O objetivo central foi compreender se as práticas de educação ambienta, desenvolvidas em escolas públicas estaduais e municipais, localizadas nas proximidades dos rios Potengi e Mossoró, das cidades do Natal e Mossoró-RN, respectivamente, estavam contribuindo para possíveis ressignificações da relação sociedade-natureza, por meio da fala de professores de escolas públicas, considerada, neste estudo, como um discurso competente e legítimo para a abordagem das mudanças das práticas sociais em relação à questão socioambiental, a partir do espaço da vida escolar. Para tanto, tomamos como referências, para a orientação teórico-metodológica deste estudo, a noção de campo social e habitus de Pierre Bourdieu, como eixo central para explicar a relação sociedade-natureza. Pensamento de Bourdieu é de importância central para as ciências humanas, e como um autor contemporâneo, ele é concedido o respeito devido a um dos clássicos. Para Bourdieu, os condicionamentos materiais e simbólicos agem sobre sociedade e indivíduos, numa complexa relação histórica e de interdependência. A abordagem cidade-natureza, nos tempos atuais, incide, neste trabalho, no debate em torno da relação cidades, rios e educação ambiental. Nesse sentido, recorremos a autores da geografia e da arquitetura e urbanismo para tratar das questões que envolvem a cisão e reconciliação das cidades com seus rios. Esta pesquisa empregou como método a combinação das abordagens quantitativas e qualitativas, na construção dos seus dados para uma melhor compreensão da educação ambiental, enquanto um fenômeno social dos tempos atuais da relação sociedade-natureza, observando-se pontos de convergência, diferença e combinação.  A hipótese principal foi a de que estaria em construção o habitus socioambiental em contraposição ao habitus utilitarista, numa visão mais ampliada da questão ambiental, advindo dessas práticas, em que pese o ambiente da vida social educativa de Natal e de Mossoró. A nossa análise procurou mostrar a existência de processos de ressignificação da relação sociedade-natureza, em construção no espaço de escolas públicas, configuradas na ampliação dos interesses dos estudantes sobre as questões ambientais. Nesse sentido, os temas lixo, água e  rios foram ressaltados como fios condutores aos propósitos de mudanças de atitudes e valores em relação à natureza. Embora os projetos e práticas de educação ambiental, desenvolvidos nas escolas públicas de Natal e Mossoró, não alterem as desigualdades socioambientais, mesmo assim, eles têm, em que pese as condições físicas do espaço escolar, possibilitado “trocar as lentes” dos olhares sobre a natureza da comunidade escolar.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1352037 - EDMILSON LOPES JUNIOR
Interno - 1678883 - CIMONE ROZENDO DE SOUZA
Interno - 1121285 - FERNANDO BASTOS COSTA
Externo à Instituição - EDINÉA ALCÂNTARA DE BARROS E SILVA - UFPE
Externo à Instituição - GUSTAVO FERREIRA DA COSTA LIMA - UFPB
Notícia cadastrada em: 15/02/2013 15:47
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