Banca de DEFESA: LENINA LOPES SOARES SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.

DISCENTE: LENINA LOPES SOARES SILVA

DATA: 30/11/2010

HORA: 09:00

LOCAL: Auditório C do CCHLA

TÍTULO:

NARRATIVAS DO BRASIL NAS MEMÓRIAS DE PEDRO NAVA


PALAVRAS-CHAVES:

Memória. Narrativa autobiográfica. Subjetividade desestabilizadora. Passado capacitante. Racionalidade cosmopolita. Sociologia das ausências.


PÁGINAS: 256

GRANDE ÁREA: Ciências Humanas

ÁREA: Sociologia

RESUMO:

Consiste, este trabalho de tese, de uma tradução da obra do médico brasileiro, Pedro da Silva Nava (1903-1984), em particular, de seus escritos memorialísticos e das crônicas, articulados com os de história da medicina, objetivando-se defender que as narrativas autobiográficas são fontes de pesquisas capazes de promover discussões sobre a dilatação do presente na confluência de uma sociedade desigual e complexa, em constante processo de mudança, como a brasileira. A fundamentação teórica e metodológica circula no entorno dos estudos, propostas e teses de Boaventura Santos sobre passado capacitante, subjetividade desestabilizadora, sociologia das ausências, razão cosmopolita e trabalho de tradução. As bases empíricas, extraídas da literatura produzida por Nava, foram analisadas tendo como referentes esta fundamentação e estudos que possibilitaram o fluir da tradução, entre outros, de Antonio Cândido, Arrigucci Jr, Boris Cyrulnik, Beatriz Sarlo, Ecléa Bosi, Ítalo Calvino, José Willington Germano, José Maria Cançado, Lev Vygotsky, Marilena Chauí, Paul Ricöeur e Walter Benjamim, sem descurar daquilo que consideramos imprescindível à pesquisa científica, à produção de conhecimentos prudentes e pertinentes, na perspectiva de uma vida decente. As inflexões iniciais traduzem o sujeito das Memórias e sua educação/formação, para, em seguida, situar as Memórias do sujeito no contexto literário, científico, histórico e poético brasileiro (1972-2010). Trazem seus principais intérpretes, discutindo a racionalidade empregada pelo Narrador, que defendemos aproximar-se da cosmopolita, evidenciando a constituição de narrativas cujas presenças inserem-se de antemão à verve modernista, vinculada à matriz discursiva contrária à literatura como espaço de dominação, disseminada no Brasil no início do Século XX. Desse modo, articula-se àquela na qual as preocupações conformam a construção da formação social do Brasil, como patrimônio nacional, através da narrativa literária com enfoque em um princípio histórico que torna o passado capacitante. Permite, assim, sua releitura, para cujas tramas convergem à memória, os modos de vida, a pluralidade da linguagem e da cultura brasileira, formada por vários povos, confluindo para uma concepção, não de cultura, mas de multiculturalidade brasileira. A questão da memória foi tratada no espaço-tempo das experiências do ser que narra, moldado por uma subjetividade desestabilizadora que buscou ordenar os testemunhos de um tempo, de uma história e de uma sociedade, recontando-os pela imaginação criadora, quase ficcional, para fazer circular seus conhecimentos sobre o Brasil, unidos aos seus conhecimentos médicos, bem como aos de outros sujeitos de seu grupo de convivência e de outros grupos com os quais manteve contato. Assim, retratou bens culturais materiais e imateriais do país como forma de preservação, atribuindo-lhes significados e sentidos. Aproxima-se, portanto, da perspectiva de sociologia das ausências, pela dilatação do presente e pelas lógicas a ela inerentes em suas narrativas de si e do Brasil.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 347264 - BRASILIA CARLOS FERREIRA
Externo ao Programa - 346558 - DALCY DA SILVA CRUZ
Externo à Instituição - ISABEL CRISTINA DE JESUS BRANDÃO - UESB
Externo à Instituição - JORDANA DE ALMEIDA NOGUEIRA - UFPB
Presidente - 345835 - JOSE WILLINGTON GERMANO
Notícia cadastrada em: 18/11/2010 14:43
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